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Questões
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Taboão da
Serra - uma experiência inédita no Brasil
A Arca Brasil
idealizou, em 1996, o "Programa de Controle das Populações
de Cães e Gatos" implantado em Taboão da
Serra, município da Grande São Paulo. Nesse
projeto a prefeitura, por meio de sua Divisão de Controle de
Zoonoses, cede os medicamentos para as clínicas veterinárias,
que, por sua vez, realizam as castrações à preços
viáveis para toda a população. Atuando na raíz
do problema, o programa - que atua fortemente na conscientização
dos proprietários - é uma alternativa eficiente para
a procriação descontrolada e consequente eliminação
desses animais pelo poder público.
O programa foi reconhecido em sua validade e pioneirismo pela Organização
Pan-Americana da Saude (OPAS). Foi apresentado em Praga, em 1998,
na 8ª Conferência Internacional das Interações
Homem-Animal, em Manila, em 2001, na 1a. Conferência Asia for
Animals e, em 2003, em Reno, EUA, na 48a. Animal Care EXPO,
entre outros eventos de destaque.
Além das operações nas clínicas, até o ano de 2000 o programa também incluiu mutirões periódicos para castração gratuita de animais de famílias carentes. O alto cuidado com a assepsia e a participação voluntária de veterinários experientes - incluindo professores da USP e UNIP - foram critérios adotados nos oito mutirões realizados em Taboão da Serra. Uma comissão do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-SP) visitou e pôde conferir a qualidade da iniciativa. A cada evento do Mutirão, eram castrados em média 180 cães e gatos.
Embora a Arca Brasil, em Taboão da Serra, tenha introduzido o conceito dos mutirões de castração, esse tipo de ação foi encerrado em janeiro de 2000. Em substituição, foi criado um Posto Permanente de Castração Gratuita, que funcionou até dezembro de 2004, uma vez por semana, atendendo de 25 a 30 animais de famílias de comprovada carência, o que representa um total de 1200 a 1400 animais ao ano. Essa iniciativa provou ser uma evolução no programa, pois permitiu um melhor controle em todas as fases do processo - cadastramento, pré e pós cirúrgico.
Desde 1997, cães
e gatos recebem plaqueta de identificação afixada em
uma coleira - outra inovação desse projeto. Mais de
23 mil desses animais constam nos cadastros da Divisão de Controle
de Zoonoses. Graças ao registro, uma média de 5 animais
perdidos são devolvidos semanalmente aos seus proprietários.
Em 1997, e igualmente de forma pioneira, o programa desenvolveu ações conhecidas como Terapia Assistida com a Contribuição do Animal, sob coordenação da psicóloga e especialista em comportamento animal, Dra. Hannelore Fuchs. Esse trabalho teve início em unidades escolares públicas para crianças que necessitam de cuidados especiais, com resultados altamente positivos.
Desenvolvido para atuar no campo da educação, a equipe do "Projeto Pelucinha" atende à todas as crianças de primeiro grau da rede de ensino público, através de visitas que acontecem pelo menos uma vez ao ano. Utilizando-se de dinâmicas para diferentes faixas etárias, as crianças e adolescentes recebem instruções sobre a posse responsável dos animais (PRA). Em algumas ocasiões, as visitas são realizadas em presença da própria "Pelucinha", cadela abandonada pelos proprietários juntamente com os seus filhotes. A história, porém, teve um final feliz: os filhotes foram doados castrados, vacinados e vermifugados, incluindo a própria Pelucinha, que serviu de exemplo para mais esse trabalho de conscientização para a posse responsável dos animais.
O objetivo do Projeto "De Volta Pra Casa" é facilitar a retirada das ruas de cadelas prenhes, com filhotes ou no cio, abandonadas pelas ruas. Esses animais são capturados, castrados, vermifugados e doados. De acordo com o estabelecido no projeto, proprietários que não podem pagar a taxa das cirurgias de castração recebem a cirurgia gratuitamente após averiguação de sua condição sócio-econômica. Graças a esse projeto, desde janeiro de 1999, filhotes sadios abandonados não são mais eliminados e sim encaminhados para adoção.
De abril de 1996 até dezembro de 2003, foram castrados 12.284 cães e gatos (cerca de 30% da população animal estimada do município), seja em mutirões ou nas clínicas veterinárias particulares, que participam do programa realizando a cirurgia a preços reduzidos. A progressão geométrica mostra que esses animais e seus descendentes poderiam ter gerado mais de 1 milhão de filhotes nesses sete anos.
Um dos desdobramentos mais positivos da iniciativa é o interesse de municípios que, baseados no exemplo de Taboão da Serra, já realizam ou se preparam para trabalhos semelhantes. é o caso de Guarulhos; Jundiaí ; Osasco; Vargem Grande Paulista; Carapicuiba; Sorocaba; Atibaia; Cotia; Votorantin; Piedade; Ibiuna; São João da Vista; Bragança Paulista; São Sebastião; Valinhos; Vinhedo; Ribeirão Preto; São Carlos; Brotas; Bauru; Jau; Guarujá e Cerquilho no Estado de São Paulo, além de Niterói (ES); Rio de Janeiro e Terezópolis (RJ); Curitibanos (SC); Porto Alegre e Santa Maria (RS); Juiz de Fora e Poços de Caldas (MG); Mossoró (RN); Boa Vista (RR) e em Terezina (PI), onde a Faculdade Federal de Veterinária demonstrou interesse pelo projeto. A iniciativa inspirou, inclusive, a criação da lei 12.327/97, que instituiu a Campanha de Controle da Natalidade de Cães e Gatos na cidade de São Paulo, aprovada em 97 e regulamentada em janeiro de 2000.
Outros resultados:
As ações
em Taboão da Serra, desenvolvidas com a assessoria da Arca
Brasil, despertam interesse como um modelo válido para
países em desenvolvimento. Isso foi demonstrado durante a 8ª
Conferencia das Interações Homem-Animal, realizada em
Praga, com a participação da OMS - Organização
Mundial da Saude, e confirmado durante o
Simpósio "Controle de Zoonoses e as Interações
Homem-Animal", que reuniu especialistas internacionais
e cerca de 120 profissionais de todo o país, em setembro de
2001, na cidade de Embu, SP.
O mesmo trabalho foi apresentado na Asia
for Animals, em Manila (maio de 2001), em Reno (2003) e Atlanta (2007), nos EUA.
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O trabalho desenvolvido pela Arca Brasil serviu de modelo para ações semelhantes, como na cidade de Jundiaí , SP, onde nos anos de 1999 e 2000, por iniciatíva da Divisão de Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde do município, 23 clínicas veterinárias da cidade participaram de uma campanha publica para realizar castrações a preços reduzidos, seguidas de ações educativas. Foram castrados ao todo na cidade mais de 4000 animais, entre cães e gatos.
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