Na capital de São Paulo, existem cerca de 1,5 milhão de cães - um cão para cada sete habitantes. São 230 mil gatos - 1 para cada 46 pessoas.* Destes, 70% semidomiciliados, 20% de domiciliados e 10% em total abandono. O principal fator que contribui para o sofrimento e abandono animal é a superpopulação, causada pela alta capacidade de reprodução. Uma única cadela e seus descendentes podem gerar 64.000 novos animais em seis anos. Uma gata, 420.000 gatinhos, em sete anos.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Paulo recolhe 24 mil animais por ano. Destes, somente 1500 são adotados - 19 mil animais são sacrificados todos os anos.** A captura, a guarda e o sacrifício de animais geram despesas aos cofres públicos, não resolvem o problema da superpopulação e alimentam um ciclo interminável de mortes.
Em 2000, foram notificados 15 mil casos de mordedura ou acidentes similares com animais apenas na capital. Isso acarreta despesas com atendimento médico, faltas no trabalho, na escola etc. Há também números ainda não estimados de acidentes de trânsito provocados por animais errantes, além de despesas com captura, abrigo, sacrifício dos não-resgatados (mais de 70% dos animais recolhidos) e despesas com campanhas de vacinação anti-rábicas (mais de 900 mil animais vacinados em 2002 - 59% da população de cães e gatos).
A situação se repete nas capitais brasileiras e também em cidades do interior - muitas das quais nem possuem um órgão responsável pelos animais.
* Estimativa para 2003, fornecida
pelo CCZ de São Paulo
** Dados do CCZ de São Paulo - média anual dos últimos
cinco anos.

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