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O uso de animais em ensino e pesquisa fere princípios éticos e produz resultados científicos questionáveis. Mas não basta dizer que é contra: é preciso buscar respaldo para uma boa argumentação e incentivar a busca de soluções eficazes
Ao desenvolver novas tecnologias, a pesquisa biomédica reproduz
continuamente o ciclo de sofrimento e morte de milhões de animais.
Confinados em laboratórios, eles são usados como modelo
para estudo de diversas doenças físicas e psicológicas
humanas: são queimados, feridos, forçados a se tornar
viciados em drogas e álcool e utilizados em experimentos psicológicos,
como a indução ao medo e ao desespero para o estudo
dos estados emocionais.
Da mesma forma, são continuamente usados para testar a segurança
e/ou eficácia de drogas veterinárias e humanas, produtos
químicos, de higiene pessoal e doméstica, utensílios
médicos, produtos emissores de radiação e outros.
O que o público leigo precisa saber, entretanto, é que
os animais não são gente em miniatura. Seus organismos
respondem de forma diferente dos humanos. Assim, os métodos
de pesquisa e teste baseados na experimentação animal
têm se revelado freqüentemente falhos para as necessidades
humanas.
Paulistanos se mobilizam contra a vivissecção
No
dia 3 de julho, um domingo, cerca de 600 pessoas reuniram-se na avenida
Paulista, em São Paulo, para protestar contra o uso de animais
em ensino e pesquisa. O ato envolveu representantes de várias
ONGs de proteção e bem-estar animal e culminou numa
passeata até a Faculdade de Medicina da Santa Casa, que ainda
utiliza cães nas aulas de fisiologia e experimentação
cirúrgica.
Conheça
o histórico da vivissecção
Alternativas ao uso de animais
Além da porta do laboratório
Posição da ARCA Brasil
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