Pés (e patas) na estrada…

13/12/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Dicas/ Lazer

ESPECIAL – “TODOS CONTRA O ABANDONO”

… ou nas nuvens, se o amigão for parceiro em viagem aérea. Após o sucesso da matéria “Vou deixar”, confira como levar seu pet a qualquer canto, sem enfrentar contratempos.

Lutar contra o abandono é um bandeira antiga da ARCA Brasil. Uma das formas mais eficazes de fazer isso é por meio de uma comunicação assertiva e rica em orientações.

Infelizmente, por falta de informação, insensibilidade ou pura ignorância, ainda existem pessoas que abrem mão de seus companheiros de quatro patas quando viajam. Nada justifica uma atitude dessas, que acarreta imenso sofrimento ao animal.

Dando continuidade à série “Todos contra o abandono”, a ARCA Brasil organizou um Guia para os tutores que decidiram levar o pet juntinho na viagem de férias. Não deixe para a última hora!

Não pode levar o seu animal com você? Fique tranquilo, veja o que fazer: www.arcabrasil.org.br/blog/2016/12/ferias-para-voce-e-para-o-seu-pet/

VIAGENS AÉREAS


Cia Aérea: Azul

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível;

- Transporte apenas na cabine e pets até 5kg, em razão das “configurações internas da cabine e para maior conforto dos passageiros”.
Obs.: Não transporta pets nos bagageiros porque estes não são “climatizados”.

- Máximo de três pets por embarque.

- Voos internacionais: Não transporta pets em voos internacionais.

Documentos necessários:

- Comprovante da vacinação antirrábica, com o nome do laboratório produtor, o tipo da vacina e o número da partida/ampola utilizada (última dose deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e há menos de um ano em relação à data do embarque).

- Atestado de saúde do animal, emitido por médico veterinário.
Obs.: o atestado tem validade de 10 (dez) dias, caso a viagem ultrapasse esse tempo, é necessário nova consulta e um novo atestado.

SAIBA MAIS: http://www.voeazul.com.br/para-sua-viagem/servicos/pet-na-cabine


Cia Aérea: Gol

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível.

- Transporte na cabine até 10 kg. Pets acima deste peso devem viajar no bagageiro (peso máximo por pet: 30 kg).

- Máximo de quatro pets por embarque.

Documentos necessários:
- (vide acima)

Voos internacionais: necessário o CVI – Certificado Veterinário Internacional (válido por 60 dias contados a partir da emissão).

SAIBA MAIS: https://www.voegol.com.br/pt/servicos/transporte-de-animais-no-aviao

Cia Aérea: Avianca

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível;

- Transporte na cabine até 10 kg. A Cia não transporta  pets acima deste peso.

- Máximo de três pets por embarque.

Documentos necessários:
- (vide acima)

Voos internacionais: (não há informações no site)

SAIBA MAIS: https://www.avianca.com.br/informacoes_sobre_viagem/prepare_sua_viagem/transporte_de_animais


Cia Aérea: Latam

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível;

- Transporte na cabine até 7kg. Pets de grande porte devem ser transportados exclusivamente com a bagagem. Confira as condições e tarifas: https://www.latam.com/pt_br/informacao-para-sua-viagem/como-viajar-com-cachorro-e-gato/;

- Máximo de três pets por embarque.

Documentos necessários:
- “Carteira de vacinação atualizada do animal”, além de Comprovante da vacinação antirrábica (vide acima).

SAIBA MAIS: https://www.latam.com/pt_br/informacao-para-sua-viagem/como-viajar-com-cachorro-e-gato/

TABELA DE SERVIÇOS


OBSERVAÇÕES GERAIS:

  • Por questões ambientais, não é permitido levar animais de estimação para a Ilha de Galápagos.
  • A caixa de transporte deve ser providenciada por você, de acordo com as especificações da companhia aérea escolhida para a viagem.
  • Nunca ministre sedativos ao animal.

VIAGENS DE ÔNIBUS – INTERESTADUAIS

Obs.: Especificações de duas das principais empresas do país (consulte o site da empresa que serve o seu destino/cidade).

Empresa: Itapemirim

Idade: não informada pela empresa

Peso: não estipulado, mas o animal deve ser de pequeno porte. Não é permitido que o animal viaje no colo, na poltrona ou no chão do ônibus, somente na parte superior da poltrona do passageiro;

Taxa: não possui;

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível;

Dimensões: 18 cm de comprimento e 50 cm de largura;

Máximo de dois pets por embarque.

Documentos necessários:

- Carteira de vacinação completa, comprovante da vacinação antirrábica para animais com idade superior a 90 dias, com o nome do laboratório produtor, o tipo da vacina e o número da partida/ampola utilizada (última dose deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e há menos de um ano em relação à data do embarque);

- Atestado Sanitário para o Trânsito de Cães e Gatos, emitido por médico veterinário devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de origem do animal (a GTA não é obrigatória). Esse atestado tem validade de 10 (dez) dias, caso a viagem ultrapasse esse tempo, é necessário nova consulta e um novo atestado.

Saiba mais em: http://www.itapemirim.com.br


VIAGENS DE ÔNIBUS – ESTADO DE SÃO PAULO

Empresa: Cometa

Idade: não informada pela empresa

Peso: até 8 kg;

Taxa: Segundo a Portaria ARTESP nº 16, em viagens no estado de São Paulo o animal deverá ser transportado obrigatoriamente no assento ao lado de seu proprietário, portanto a viação informa que o transporte será feito mediante o pagamento de uma passagem integral para o animal. Para que seja permitido o embarque, o responsável pelo animal terá de atender algumas condições. Confira em: http://www.viacaocometa.com.br/web/pt/informacoesuteis/;

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível “segura e adequada”.

Dimensões: 36 cm de comprimento, 41 cm de largura e altura máxima de 33 cm;

Somente dois pets por embarque.

Documentos necessários:
- (vide acima)

VIAGENS DE CARRO

Se o animal não estiver acostumado a viajar, é bom fazer um rápido “treinamento” com ele. Por exemplo: na semana anterior à viagem, procure leva-lo para passeios diários de carro. Pegue a estrada no começo da manhã ou à noitinha, quando a temperatura é mais amena.

Evite fazer uma viagem apressada. O ideal é se programar para ir parando no caminho, de modo que o seu companheiro, principalmente se for um cão, possa arejar um pouco, fazer as necessidades, beber água etc.

Leve o bichinho dentro de uma caixa de transporte confortável e bem arejada. Para que ela não fique sacolejando, o que aumenta o risco em caso de acidente e pode causar enjoos ao animal, prenda a caixa com o cinto de segurança no banco traseiro. Não é seguro levar o pet solto no carro, nem deixar a caixa de transporte no colo de alguém.

E lembre-se: nunca deixe o seu amigão sozinho no carro, mesmo que seja por poucos minutos.

Não pode levar o seu animal com você? Fique tranquilo, veja o que fazer: www.arcabrasil.org.br/blog/2016/12/ferias-para-voce-e-para-o-seu-pet/

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Férias para você. E para o seu pet?

06/12/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Dicas/ Lazer

ESPECIAL – “TODOS CONTRA O ABANDONO”

O amigão não vai viajar junto? Pena… mas, não se preocupe. A ARCA Brasil reuniu dicas de hospedagem, ‘babá a domicílio’ e até de startups com georreferenciamento para você escolher a solução mais adequada ao bem-estar do seu pet (e ao seu bolso).


Férias combinam com viagem. Mas quem não pode levar junto o animal de estimação enfrenta alguns dilemas: Hospeda-lo em um hotelzinho? Pedir para um amigo ou vizinho passar diariamente para cuidar? Contratar uma pet sitter ou experimentar uma nova modalidade – a hospedagem com anfitriões em uma espécie de ‘uber dos bichos’?

“Todas as opções são válidas, desde que o bem-estar do animal seja preservado”, explica Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil. “O importante é não improvisar, deixar água e ração suficientes para vários dias, por exemplo. O animal pode precisar de cuidados veterinários, assustar-se com os fogos e virar as vasilhas… Enfim, os pets dependem dos seus tutores humanos e ficam muito vulneráveis quando eles se ausentam”, resume Ciampi.

A criatividade dos amigos dos bichos em encontrar soluções solidárias surge como a grande esperança para atenuar o problema. Nos últimos anos surgiram profissionais que atendem a domicílio, plataformas digitais com georreferenciamento para localizar pessoas treinadas e dispostas a hospedar pets de forma temporária, e até especialistas em cuidar de bichos diferentes (isto é, nem cães nem gatos).

A ARCA Brasil – que sempre se dedica ao tema nessa época como forma de combater o abandono – relaciona a seguir alguns exemplos de empresas e prestadores de serviços nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, para servir de parâmetro. Se você conhecer bons serviços em outras praças deixe o seu comentário – quanto mais interação, melhor!

Obs.: Não pudemos testar cada um deles, sempre que possível se informe com ex-clientes – se aprovaram e recomendam a empresa e/ou o profissional.

EMPRESAS E PROFISSIONAIS

Dog Hero

Presente em cerca de 500 cidades do país, o Dog Hero é uma plataforma de interação entre o “hóspede” (pet) e o “anfitrião” (pessoa que acolhe o bichinho em casa).

Segundo seus criadores, a empresa é uma startup, ou seja, empreendimento que tem na inovação  seu principal trunfo para gerar e agregar valor.

A Dog Hero reúne 8 mil anfitriões que recebem os animais em suas próprias casas (não atendem em domicilio), mediante um preço previamente combinado – a empresa não trabalha com tabela fixa.

Segundo a empresa , todos os “anfitriões” passam por um processo seletivo e, depois de aprovados, recebem suporte de uma equipe que oferece assistência e conteúdos de treinamento para uma boa estadia. A partir da contratação do serviço, o cliente passa a ter direito a um seguro veterinário.

Saiba mais: https://www.doghero.com.br/

My Pets Nanny

Pioneira no serviço de petsitter no país, a empresa tem seis anos e funcionamento parecido com o de uma agência de babás. Os prestadores de serviço credenciados atendem a domicilio e, quando necessário, hospedam o animal em suas próprias casas.

Os interessados tem o direito de solicitar uma visita (sem custos). Segundo a idealizadora, um profissional vai até a residência para conhecer a rotina do ‘cliente’, e assim selecionar a pessoa da equipe com perfil ideal para cuidar de cada bichinho. Conta ainda com outros serviços, como Dog Walker, Taxi Dog, Pet Câmera, Fly Pet.

Saiba mais: http://mypetsnanny.com.br/

PETSITTERS

Runamia Cat Sitter (SP)

Naturalmente curiosos e acrobáticos, gatos costumam se enfiar em locais de difícil acesso e até de se machucar. Por isso, é fundamental monitorá-los e checar seu bem-estar durante a ausência dos tutores.

Para dar conta dessa missão, surgiu, nos últimos anos, a figura da cat sitter, ou seja: uma especialista em atender os mimos dos felinos e atendê-los a domicílio.

Com 15 anos de experiência na lida com os bichanos, Edna Nogueira é uma dessas profissionais. Descrita como “exemplo de dedicação” por diversos clientes. Atua exclusivamente na cidade de São Paulo e costuma dar feedbacks sobre o comportamento dos peludos.

“Me tornei cat sitter por conviver com gatos há muitos anos, especialmente por conhecer o problema dos felinos em se acostumar a novos territórios. Muitas vezes deixei de viajar pelos meus, hoje zelo para que tutores e bichanos fiquem confortáveis” relata Edna.

Contato: (11) 98224-5579
runamia@gmail.com

Renata Cat Sitter (Brasilia,  DF)

Renata Porto toma conta de gatos há 5 anos. Além dos cuidados básicos, oferece orientação sobre manejo e problemas comportamentais, especialmente para pequenos felinos.

Com experiência na esfera das artes (é formada em Artes Cênicas e Letras), a cat sitter proporciona até “musicoterapia” para os gatos. “Eles manifestam de forma distinta ao ouvir os sons, ficam mais relaxados, atentos. Alguns têm até preferências entre os compositores clássicos, como Bach, por exemplo.”, declara Renata.

Contato:  (61) 92294453

Ju Cat Sitter (RJ)

Sempre tive afinidade com gatos, para mim é mais que um trabalho, é algo que eu gosto, que me dou bem”, afirma Juliana Tobar, cat sitter e bióloga da cidade do Rio de Janeiro.

Com experiência de 9 anos na função, Juliana aplica seu afeto com os bichanos e ajuda aqueles que precisam.

Sua clientela aprova o serviço: “O que mais prezo nessa vida é o bem estar e a segurança dos meus gatos, não confiaria em outra pessoa para proporcionar isso aos meus gatinhos quando não posso estar por perto!” – Manoela Carvalho (RJ).

Apesar de se identificar mais com gatos, a Catsitter, em alguns casos, acolhe também cães.

Contato: (21) 96896-7870

https://www.facebook.com/jucatsitter/?fref=ts

Dri Care Pet Sitter (SP)

Formada em Biologia e protetora independente de animais, a paulistana Adriana da Conceição é ‘babá de bichos’ – e não apenas de cães e gatos. Pássaros, tartarugas, aquários e até aranhas e cobras fazem parte de sua extensa lista de ‘clientes’.

“Nunca fiz distinção de espécie”, informa.  “Não que eu conheça todos com profundidade, mas, se eu for corretamente instruída, posso assegurar o bem-estar do animal durante a ausência do tutor, garantindo que ele receba os cuidados próprios de sua espécie”, explica.

Há, porém, uma restrição: ela se recusa a servir alimentos vivos. “No caso de cobras que se alimentam de ratos ou coelhos vivos, por exemplo, eu não presto atendimento. Simplesmente, não consigo”, avisa.

Contato: (11) 9 7623-1474

https://www.facebook.com/Dri-Care-Pet-Sitter-1723850211169897/

HOTÉIS

Os tradicionais hoteizinhos não podem ficar de fora quando se trata de hospedar os peludos.

Nesses locais, costuma haver assistência veterinária constante. Mas, para que o bem-estar do peludo fique garantido, é importante fornecer todas as informações a seu respeito (temperamento, disposição para interagir com pessoas e outros animais etc.) e providenciar objetos que o ajudem a se sentir “em casa” – a caminha, um cobertor, o brinquedo favorito etc.

Atenção: bons estabelecimentos exigem carteirinha de vacinação atualizada, avaliação veterinária e aplicação de antipulgas antes da hospedagem.

Dog World (SP)
Mais uma vez, a ARCA Brasil coloca a Dog World como uma boa opção nessa categoria. No local, os cães são estimulados a se interagirem com outras pessoas e com outros animais. Nada de ficar confinados aos canis, eles frequentam espaços com atividades durante o dia, brincam juntos, se exercitam, tomam banho de sol e até podem dar um pulinho no lago.

Além da hospedagem, o local oferece serviços de creche, lar temporário e treinamentos de agility e obediência – o proprietário é um dos principais especialistas do país nessas categorias.

Possui duas unidades: uma na cidade de Cotia e outra em São Paulo (SP).

Saiba mais: http://www.parquecanino.com.br/

Hotel Bon Voyage (RJ)

Mais do que um local para hospedagem de pets, o Hotel Bon Voyage se propõe a ser um espaço de lazer para os bichos. Dispõe de 22 funcionários treinados para ofertar atendimento especializado aos peludos e tem serviços como day care (“creche”), banho e tosa e transporte animal.

Localiza-se em um sítio arborizado em Jacarepaguá, cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Saiba mais: http://www.hotelbonvoyage.com.br/hotel/

CONFIRA A TABELA DOS SERVIÇOS DE EMPRESAS E PROFISSIONAIS

Decidiu levar o seu animal com você? Fique tranquilo, veja como:

http://www.arcabrasil.org.br/blog/2016/12/pes-e-patas-na-estrada/


Crise brasileira é ameaça ao abandono animal

25/11/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Controle populacional de cães e gatos, Cão e Gato

ESPECIAL – TODOS CONTRA O ABANDONO

Esta é a primeira de uma série de matérias dedicadas a um tema que não sai de pauta: o abandono de animais domésticos.

Infelizmente, é grande em todo o mundo  o número de tutores que decide abrir mão de seus pets quando se aproxima o período de férias. No Brasil, o ano de 2016 pode assistir a um agravamento no triste cenário do abandono de cães e gatos, à medida que a crise financeira e social se intensifica, com o aumento do desemprego e da instabilidade econômica.

Desde 2014 até este ano, a ARCA Brasil registra um aumento de 57% nas mensagens com teores como “onde posso entregar um animal?”, “vocês aceitam animais?” e similares, nos meses de julho, dezembro e janeiro. Da mesma forma, o acesso ao site da organização nas áreas sobre ‘doação’ e ‘abandono’ sofreram aumento de 55% nos últimos dois anos.

Em mais um esforço para reduzir esses danos, a ARCA Brasil lança o especial “Todos contra o abandono”, visando orientar seus leitores. A cada semana, a série trará matérias com orientações sobre levar o pet em viagens, além de soluções de hospedagem – desde modernas startups integradas a aplicativos de geolocalização até as chamadas pet sitters, que, de maneira autônoma, oferecem serviços de cuidados a domicílio. Focalizaremos, em especial, as redes informais de prestadores de serviços, que a cada ano se organizam melhor, uma esperança a mais no  enfrentamento do problema.

Acima de tudo, a ARCA Brasil pretende reforçar uma de suas bandeiras históricas: a conscientização para a guarda responsável.

O pet é um membro da família. Ao adotá-lo, os guardiões assumem um compromisso que deve durar toda a vida do animal.

As pessoas que alegam não ter mais como arcar com os custos de seus animais engrossam as já infladas estatísticas de abandono. Não podemos deixar que isso aconteça: amor, compromisso e consciência são os únicos instrumentos que podem transformar essa realidade.

LEMBRE-SE: o abandono de animais é um crime previsto por lei no artigo 3º do Decreto Federal 24.645/34. Veja como denunciar: http://www.arcabrasil.org.br/crime-contra-animais.php

Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) se posiciona contra as vaquejadas

26/10/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Maus tratos, No entretenimento, Saúde animal

Posicionamento CFMV

26 de outubro de 2016

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) manifesta seu posicionamento contrário às práticas realizadas para entretenimento que resultem em sofrimento aos animais.

De acordo com a Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal (Cebea/CFMV), o termo sofrimento se refere a questões físicas tais como ferimentos, contusões ou fraturas, e a questões psicológicas, como imposição de situações que gerem medo, angústia ou pavor, entre outros sentimentos negativos.

O posicionamento contrário às vaquejadas foi apresentado nesta terça-feira (25/10), em audiência na Câmara dos Deputados pela médica veterinária e presidente da Cebea/CFMV, Carla Molento.

“O Conselho Federal de Medicina Veterinária, após longa discussão, deliberou pela posição contrária à prática de vaquejada em função de sua intrínseca relação com maus-tratos aos animais”, disse.

Foto: Ascom/CFMV

A audiência reuniu as comissões do Esporte e de Meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

A apresentação de cada palestrante aos parlamentares tinha tempo inicialmente previsto de quinze minutos. No entanto, diante do grande número de inscritos, houve a decisão para que cada expositor falasse pelo tempo máximo de cinco minutos, o que, de certa forma, prejudicou a apresentação dos argumentos.

O posicionamento expressa a preocupação que Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) mantém em relação ao tratamento adequado aos animais e à criminalidade dos maus-tratos, em consonância com os valores do CFMV: Justiça, Comprometimento, Efetividade, Cooperação, Inovação, Bem-estar único e Saúde Única.

De acordo com a Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do CFMV, o gesto brusco de tracionar violentamente o animal pelo rabo pode causar luxação das vértebras, ruptura de ligamentos e de vasos sanguíneos, estabelecendo lesões traumáticas com o comprometimento, inclusive, da medula espinhal.

A Instrução Normativa 03/2000 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) considera inadequados atos como arrastar, acuar, excitar, maltratar, espancar, agredir ou erguer animais pelas patas, chifres, pelos ou cauda. Ressalta-se a afirmação explicita de não ser permitido erguer animais pela cauda, o que é exatamente o ponto central na vaquejada, com o agravante de que na vaquejada o animal encontra-se em rápida movimentação.

“Dessa forma, não encontramos justificativas para que os praticantes de vaquejada realizem atos considerados inadequados e não permitidos pelo Mapa, ainda que em outra situação. Tal ausência de justificativa aparece, em especial, porque tal outra situação se refere a uma prática de lazer dentre inúmeras outras e, assim, de importância menor se comparada à produção de alimentos”, diz o parecer.

De acordo com a Cebea/CFMV, a queda violenta ocasionada durante a vaquejada pode resultar em contusões na musculatura do animal e lesões aos órgãos internos.

A Comissão ressalta ainda que, por ser um animal de pastoreio, presa frequente de carnívoros na natureza, o sentido dos bovinos foi desenvolvido para rápida percepção de fuga e predadores, sendo esse o comportamento da espécie quando diante de riscos.

“O impedimento de fuga de uma ameaça exacerba reações límbicas de ansiedade, medo e desespero. Ainda que o sofrimento físico pudesse ser evitado, a exposição de um animal a uma situação tida por toda a história evolutiva de sua espécie, como a mais grave ameaça à vida, negando ao indivíduo a possibilidade de fuga e acumulando o desconforto visual e auditivo, confirma o sofrimento emocional a que os bovinos são expostos em uma vaquejada”, afirma o parecer.

Assessoria de Comunicação do CFMV

Fonte: Portal CRMV

Por 11 a 5, Câmara proíbe rodeio em Jaú

19/10/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Maus tratos, No entretenimento

Votação de projeto de lei é tumultuada e leva defensores da prática a hostilizar vereadores

A Câmara de Jaú decidiu na tarde de ontem manter a proibição da realização de rodeios no Município. Onze vereadores posicionaram-se pela continuidade de legislação aprovada em meados de 2013, que coibiu a prática de montarias na cidade. Cinco foram favoráveis ao projeto em discussão.

A sede do Legislativo ficou lotada, com cadeiras ocupadas praticamente em igual número por defensores do rodeio e pessoas contrárias à prática, sob a alegação de que causa maus-tratos aos animais.

Doze vereadores falaram a respeito do projeto em plenário, alguns com posicionamento contrário e outros favoráveis à iniciativa dos vereadores Fernando Henrique da Silva (PSB), Gilberto Vicente (SD) e Wagner Brasil de Barros (PROS). A cada comentário, o público manifestava-se com vaias, aplausos e gritos. A presidente da Casa, Cléo Furquim (PMDB), tentou controlar os mais exaltados, mas não obteve êxito. Precisou interromper a sessão em vários momentos.

Com a votação da matéria, quando ficou decidido que o rodeio continuaria proibido em Jaú, alguns defensores dessa prática foram até a grade de madeira que divide o espaço destinado aos vereadores e hostilizaram legisladores, em especial Tito Coló Neto (PSDB) e José Aparecido Segura Ruiz (PTB). O grupo saiu da Câmara e retornou depois para reclamar novamente do resultado da votação.

Direitos

Antes do início da sessão, o tropeiro Luís Fernando Arantes defendeu a realização de montarias em touros e cavalos, mas posicionou-se contrário a provas como pega do garrote. Mencionou que a Lei Federal nº 10.519, de 2002, permite a realização dos rodeios.

A voluntária da Associação Protetora dos Animais de Jaú (Apaja) Vera Lúcia de Toledo Pedroso afirmou que os animais utilizados em provas são forçados a pular com o competidor sobre seu dorso. “Essa prática é uma crueldade”, afirmou.

Vereadores contrários à realização do rodeio relataram que votariam pela integridade física dos animais. Charles Sartori (PMDB), autor do projeto aprovado em 2013, lembrou que na ocasião apenas dois vereadores haviam se posicionado contra sua proposta.

Fernando Frederico de Almeida Júnior (Rede) apresentou aspectos legais em relação ao rodeio. Comentou que dois direitos fundamentais estavam em jogo, mas que o coletivo (proteção à fauna e à flora) sobrepunha-se ao individual (livre iniciativa). O vereador citou também decreto estadual que proíbe a realização de rodeios em área urbana.

Para quem defende a prática da montaria, a proibição do esporte em Jaú inviabilizou eventos como a Expojaú e trouxe desemprego a pessoas que tinham nessa atividade uma forma de ganho financeiro.

Fonte: Comércio do Jaú (http://www.comerciodojahu.com.br/noticia/1355401/por-11-a-5-camara-proibe-rodeio-em-jau )

ESCREVA JÁ!

18/10/2016 by arcabrasil | 9 Comments | Filed in Maus tratos

O PLC 24/ 2016 do deputado Capitão Augusto (PR) – que “eleva o Rodeio, a Vaquejada, bem como as respectivas expressões artístico-culturais, à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial”, está na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal para ser votado hoje, 18.10.2016. ATUALIZAÇÃO: o PLC (lei 13.364) foi sancionado pelo presidente Michel Temer em 30/11/2016.

Envie email (em dois blocos para evitar travamento – e-mails abaixo) e peça para os senadores dizerem NÃO ao PL 24/2016.

Se preferir, copie e cole o texto abaixo:

“Cultura também se muda. As vaquejadas são manifestações extremamente agressivas contra os animais.” Ministra Carmem Lúcia (out/2016).

Prezados senadores, prezadas senadoras,

Rejeitem a PLC 24/2016. Seu conteúdo retrógrado não combina com um país que vem lutando, com todas as suas forças, para se tornar menos imoral, menos fisiológico, menos sujo, menos desonesto. Se macularmos a nossa legislação com a admissibilidade da tortura — ainda que suas primeiras vítimas sejam “apenas” os bichos –, abriremos uma perigosa porta para um futuro que não queremos para os nossos filhos e netos.

Por um Brasil melhor, mais ético e mais compassivo, digam NÃO ao PLC 24/2016.

NOME:
RG:

E-mails dos senadores | Copie e cole no campo “Para” do e-mail

(1º bloco)
asimpre@senado.leg.br; acir@senador.leg.br; aecio.neves@senador.leg.br; aloysionunes.ferreira@senador.leg.br; alvarodias@senador.leg.br; ana.amelia@senadora.leg.br; angela.portela@senadora.leg.br; antonio.anastasia@senador.leg.br; antoniocarlosvaladares@senador.leg.br; armando.monteiro@senador.leg.br; ataides.oliveira@senador.leg.br; benedito.lira@senador.leg.br; cassio.cunha.lima@senador.leg.br; cidinho.santos@senador.leg.br; ciro.nogueira@senador.leg.br; cristovam.buarque@senador.leg.br; dalirio.beber@senador.leg.br; dario.berger@senador.leg.br; davi.alcolumbre@senador.leg.br; edison.lobao@senador.leg.br; eduardo.amorim@senador.leg.br; eduardo.braga@senador.leg.br; elmano.ferrer@senador.leg.br; eunicio.oliveira@senador.leg.br; fatima.bezerra@senadora.leg.br; fernandobezerracoelho@senador.leg.br; fernando.collor@senador.leg.br; garibaldi.alves@senador.leg.br; gladson.cameli@senador.leg.br; gleisi@senadora.leg.br; humberto.costa@senador.leg.br; heliojose@senador.leg.br; ivo.cassol@senador.leg.br; jader.barbalho@senador.leg.br; jorge.viana@senador.leg.br;

(2º bloco)
jose.agripino@senador.leg.br; jose.maranhao@senador.leg.br; josemedeiros@senador.leg.br; jose.pimentel@senador.leg.br; joao.alberto.souza@senador.leg.br; joao.capiberibe@senador.leg.br; katia.abreu@senadora.leg.br; lasier.martins@senador.leg.br; lindbergh.farias@senador.leg.br; lidice.mata@senadora.leg.br; lucia.vania@senadora.leg.br; magno.malta@senador.leg.br; marcelo.crivella@senador.leg.br; marta.suplicy@senadora.leg.br; omar.aziz@senador.leg.br; otto.alencar@senador.leg.br; paulo.bauer@senador.leg.br; paulopaim@senador.leg.br; paulo.rocha@senador.leg.br; raimundo.lira@senador.leg.br; randolfe.rodrigues@senador.leg.br; reginasousa@senadora.leg.br; reguffe@senador.leg.br; renan.calheiros@senador.leg.br; ricardo.ferraco@senador.leg.br; ricardo.franco@senador.leg.br; roberto.requiao@senador.leg.br; robertorocha@senador.leg.br; romero.juca@senador.leg.br; romario@senador.leg.br; ronaldo.caiado@senador.leg.br; rose.freitas@senadora.leg.br; simone.tebet@senadora.leg.br; sergio.petecao@senador.leg.br; tasso.jereissati@senador.leg.br; telmariomota@senador.leg.br; valdir.raupp@senador.leg.br; vanessa.grazziotin@senadora.leg.br; vicentinho.alves@senador.leg.br; waldemir.moka@senador.leg.br; pinheiro@senador.leg.br; wellington.fagundes@senador.leg.br; wilder.morais@senador.leg.br; zeze.perrella@senador.leg.br

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Os animais [mais do que nunca] precisam do seu voto!

29/09/2016 by arcabrasil | 1 Comment | Filed in Dicas/ Lazer

Olho nos CÃOdidatos deste ano

Você é fundamental para os avanços que o seu município pode implementar nas questões que dizem respeito aos animais. A atenção na hora de escolher prefeitos e vereadores, no próximo dia 02 de outubro, pode significar melhorias importantes, como as delegacias especiais para investigação e combate aos crimes contra não-humanos, incluir no orçamento programas de controle populacional (castração), impor limites à circulação de carroças, entre outros projetos que surgem na lista de promessas de candidatos.

Muitos deles miram os votos dos guardiões se passando por protetores, por isso conhecer o perfil dos candidatos é a melhor maneira de não cair em má fé nesta eleição. Com o propósito de ajudar os nossos seguidores a votarem de forma consciente este ano, organizamos alguns pontos abaixo:

1. Pesquise.
Se pensa em votar em alguém que nunca ocupou um cargo público, tente descobrir o máximo de informações sobre a vida pregressa do candidato. O que ele fazia antes? Existem indícios de que tenha, de alguma maneira, desrespeitado a vida animal?

Agora, se estiver pensando em dar o seu voto a um político que busca se reeleger, pesquise sobre a atuação dele nos temas da proteção e do bem-estar animal. Ele votou a favor de leis favoráveis aos bichos? Apresentou projetos viáveis em favor dos animais? Ele lutou para que fossem sancionados e regulamentados? Lembre-se: sem isso os órgãos de fiscalização não podem sequer aplicar a referida lei ou imputar punições a quem desrespeitá-la.

2. Verifique o histórico do partido.
No Brasil, nós votamos nas pessoas. Mas, na prática, o voto vai para a legenda (Partido). Por isso, quando um candidato recebe muitos votos ele ajuda a eleger outros do mesmo partido. Assim, vale a pena pesquisar o histórico do partido em relação às causas ambientais e de bem-estar animal.

3. Ficha limpa: o candidato é honesto?
Não existe honestidade relativa. Ou o político é íntegro ou não haverá garantias de que ele priorize os interesses dos animais em vez de cuidar do próprio bolso. Nomes sempre atrelados a escândalos não devem receber votos – a democracia do País depende de uma seleção muito cuidadosa dos nossos representantes.

4. Controle populacional: boas intenções não bastam!
Credibilidade e conhecimento técnico. Esses são os requisitos para avaliar o tópico “castrações”, uma das principais promessas dos candidatos pró-bichos. Ninguém mais duvida que o controle populacional seja fundamental para reduzir o abandono de cães e gatos. Porém, as iniciativas nessa direção devem conter rigor técnico e estar inserida em um contexto amplo.

Examine a proposta do candidato. Seu projeto é consistente e leva em conta o tamanho estimado da população de cães e gatos da cidade em que atua? O controle de cães e gatos via castrações deve vir acompanhado de iniciativas como a identificação/registro dos animais (para coibir abandonos e assegurar o retorno do pet caso ele fuja ou se perca) e as ações educativas para a guarda responsável, além da fiscalização dos criadores e a venda de filhotes.

Nossa intenção não é influenciar o seu voto nem defender a candidatura A ou B. A ARCA Brasil é uma organização independente e apartidária, seu único compromisso é com a defesa da causa animal.