Justiça e punição contra a barbárie

31/05/2017 by arcabrasil | No Comments | Filed in Animal Advocacy, Ações ARCA, Justiça e Legislação, Maus tratos

Um cão morto a golpes de pá; um filhote de gato arremessado em meio a um violento protesto. Como lidar com a crueldade extrema?

A popularização de certos conceitos da Psicologia e Psicanálise levou a sociedade moderna a tentar explicar até os piores comportamentos por um viés racional, associando, por exemplo, a agressividade e a violência a um contexto familiar desestruturado.

Também se tornou comum buscar explicações socioeconômicas para toda sorte de crimes: a pobreza e a ausência de oportunidades estariam, portanto, na origem de assassinatos, estupros, assaltos, espancamentos…

Sem entrar no mérito desta ou daquela ideologia ou concepção de mundo, o fato é que essa busca por respostas racionais tenta, de certa forma, “justificar” acontecimentos brutais e poupar seus autores da responsabilidade pelos seus atos. Será que não estamos negligenciando algo muito básico? Não estamos simplesmente esquecendo que o mal existe? Não estamos fazendo de conta que não existe gente ruim?

Dois casos muito recentes de crueldade contra animais nos convidam a refletir sobre isso.

Na noite do último dia 19 de maio, Dante, um cão da raça chow chow, foi amarrado a um poste e morto a golpes de pá pelo empresário Alexander Soares Eguchi, no bairro Recreio, zona Norte do Rio.

Segundo depôs a filha do empresário, Alexander é usuário de drogas. Naquela sexta-feira fatídica, chegou em casa completamente alterado e tentou estuprá-la. Diante da resistência da filha, ele a ameaçou com uma faca e Dante avançou para defendê-la. Nesse momento, ela conseguiu fugir. Mas ficou receosa de que o cão, nervoso como estava, acabasse mordendo alguém. Assim, amarrou-o a um poste enquanto buscava socorro.

Ela não imaginava que o pai voltaria sua agressividade contra o animal:  primeiro, esfaqueou Dante, que reagiu com mordidas; depois, terminou de matá-lo a golpes de pá, e fugiu. No dia seguinte, Alexander foi encontrado e levado à delegacia, sendo liberado em seguida.

Apenas cinco dias após a morte brutal de Dante, outro caso de extrema crueldade contra animais chocou o país. Dessa vez, a vítima foi um filhote de gato, arremessado por um dos manifestantes que pediam a saída de Michel Temer da presidência da república, durante ato de protesto e incêndios na Esplanada dos Ministérios.

O gatinho foi resgatado pela jornalista Carla Benevides, da TV Senado. Ela levou o animal a uma clínica no Lago Norte, onde foram diagnosticadas rupturas de ligamentos e tendões. A pata do bichinho literalmente se soltou durante a queda, e terá de ser amputada.

Os dois casos aqui relatados são apenas os mais recentes. Podemos enumerar, em instantes, pelo menos mais 20 casos assim, nos quais a maldade e a covardia vitimaram seres indefesos.

Acabar com a impunidade de quem pratica atos cruéis contra animais no país é urgente e necessário. O mal – não podemos fechar os olhos para ele – deve ser punido com rigor e intransigência. Quem é capaz de, covardemente, atirar um filhote de gato durante uma manifestação, só porque o bichinho apareceu, todo assustado, no local e no momento errados; ou quem mata o cão da família, logo após tentar violentar a própria filha, não são pessoas para as quais o divã do psicanalista tenha muito a oferecer. São pessoas más e precisam ser responsabilizadas por suas odiosas escolhas. Não que se deva abdicar da esperança de recuperar para o convívio social até o pior facínora. Mas é preciso ser realista e reconhecer que a punição, em casos como esses, é a única resposta possível.

Em tempo: para o gatinho de Brasília, o futuro parece promissor. Embora esteja com a saúde debilitada, já tem adotante e muitas pessoas torcendo por ele e zelando para que receba todo cuidado necessário. Acompanhe: fb.com/gatinhoresgatadoesplanada

Já a vida de Dante não terá retorno. Acabou de maneira cruel, estúpida e brutal.

A eles, e a tantos outros, devemos justiça. Justiça para os animais.

Muito mais que uma campanha.

21/03/2017 by arcabrasil | No Comments | Filed in Dicas/ Lazer

Com o mote “Quando a gente ama, é claro que a gente cuida” – inspirado em hit do compositor Peninha, que cedeu os direitos autorais da canção –, campanha do CRMV-SP materializa uma das principais bandeiras da ARCA Brasil: o papel indispensável do médico veterinário para transformar a realidade dos animais em nosso país.

Para a ARCA Brasil, a proteção e o bem-estar dos animais sempre estiveram atrelados à figura do médico veterinário. Mais do que atender pacientes não-humanos, esses profissionais dialogam com os tutores, ensinam a cuidar e educam a sociedade para um melhor convívio com as outras espécies.

A campanha “Quando a gente gosta, é claro que a gente cuida”, do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-SP), pretende despertar consciências e sensibilizar a sociedade em relação aos animais conhecidos como “de companhia”, mas que ainda sofrem com a negligência e o abandono.

Para a ARCA Brasil, que há mais de duas décadas busca sinergia com os médicos veterinários, é encorajador ver esse tema colocado em pauta pela entidade profissional. Afinal, o conhecimento técnico é primordial para traçar políticas públicas e promover ações educativas e culturais capazes de transformar a realidade dos animais em nosso país.

Um pouco de história

O problema da superpopulação de animais e suas consequências para a saúde pública, tais como mordeduras e a transmissão de zoonoses, sempre receberam uma abordagem de cunho meramente sanitarista, por parte dos órgãos governamentais.

A política de captura e eliminação dos cães errantes teve início no século XIX, depois que Louis Pasteur descobriu que a raiva poderia ser transmitida por meio da saliva desses animais. Em nome da saúde pública, inúmeras crueldades foram cometidas: afogamento, eletrochoque e envenenamento constam entre os métodos empregados pelas primeiras “carrocinhas”.

Na década de 1970, chegou a alguns municípios brasileiros, inclusive na capital paulista, uma nova “tecnologia do extermínio”: as câmaras de descompressão.

Estas permitiam uma morte massiva, mais “limpa” e oculta aos olhos da população. Não existem dados precisos, mas em meados da década de 90 estimava-se em 300 mortes por dia o número de extermínios praticados pelo Centro de Controle de Zoonoses do Município de São Paulo.

Só que o momento pedia mudanças.  O Brasil redemocratizado dava início a um ciclo virtuoso de crescimento econômico e flertava com os usos e costumes do primeiro mundo.

Foi nesse cenário que a ARCA Brasil, de forma pioneira, trouxe capacitação inédita para os médicos veterinários brasileiros: congressos e seminários para ensinar a técnica do gancho, indicada para castrações em ampla escala; envolvimento, também inédito, da comunidade acadêmica, da sociedade civil e do Poder público, em busca de soluções humanitárias e éticas
Para se ter uma ideia , na década de 90, apenas quatro animais eram esterilizados em média por mês em São Paulo. Atualmente são centenas e até milhares de castrações por semana em clínicas capacitadas.

Do mutirão pioneiro em Taboão da Serra, realizado pela ARCA em 1996, nasceram as primeiras leis e políticas públicas focadas no combate ao abandono, na educação e na esterilização de fêmeas e machos.

Século 21, finalmente

Hoje, retrocessos e práticas cruéis são imediatamente combatidos por meio de protestos, petições e outras formas de mobilização, sobretudo nas redes sociais.

Mas há muito a ser feito. E o veterinário é aliado indispensável a essa mudança de cenário.

Somente com o apoio do médico veterinário e seu comprometimento com o bem público será possível banir os resquícios de práticas cruéis que ainda vigoram em um território de dimensões continentais como o nosso. Muitos permanecem atrelados ao passado e sequer cogitam, por exemplo, implantar programas de castração.

Reconhecimento aos veterinários engajados

O abandono de cães e gatos é um problema grave em qualquer parte do mundo. N Brasil, de acordo com o IBGE, há cerca de 52 milhões de cães — 10% deles em estado de abandono (sem um domicílio de referência).

Embora ilegais, o abandono e os atos de maus-tratos são recorrentes e poucas vezes resultam em punição efetiva para os acusados. Mais do que de leis modernas, o Brasil precisa de uma população educada e consciente de que os animais merecem respeito.

É por isso que a campanha do CRMV-SP merece todo apoio da sociedade. E é justamente como forma de enaltecer o trabalho desses profissionais engajados em causas sociais, que a ARCA Brasil criou, em 2004, o programa Veterinário Solidário.

Confira, nessa linha do tempo, nossa constante aliança com homens e mulheres – estas, cada vez mais presentes na profissão – que um dia decidiram viver em prol da saúde animal:

1997/1998/2000 – Congressos Brasileiros de Bem-Estar Animal.

1999 – Criação do “Veterinário Solidário”, um modelo de reconhecimento que enaltece o trabalho dos profissionais engajados em causas sociais.

2001 – Simpósio Internacional “Controle de zoonoses e as interações homem-animal” – OPAS/ARCA Brasil.

2005 – 2º. Seminário Veterinário Solidário: Responsabilidade Social & Bem-Estar Animal.

2005 – Participação no encontro com a Organização Pan-Americana de Saúde.

2007 – Ciclo de Atualização ARCA Brasil para veterinários.

2008 – 3º Seminário ARCA Brasil .

2009 – ARCA Brasil coordena a grade de Bem-Estar Animal no maior evento mundial de veterinária – WSVA 2009 – Desafio de combate à Leishmaniose é um dos temas debatidos.

2012 – Lançada a Campanha “Prevenção é a única solução”, focada principalmente nos médicos veterinários e no seu papel fundamental para a mudanças dos paradigmas relativos a essa doença.

2012: Ciclos de atualização da Campanha para veterinários.

2013 – Realização do 4º Seminário ARCA Brasil.

2013:  Participação de debate no WorldLeish 5, o maior evento sobre a LVC em todo o mundo.

Macacos são tão vítimas da febre amarela quanto o homem

10/03/2017 by arcabrasil | No Comments | Filed in Dicas/ Lazer

Nas últimas semanas, noticias recorrentes de primatas sendo mortos – de forma covarde e totalmente sem sentido –, no contexto do surto de febre amarela, expõem mais uma vez a ignorância humana ligada a temas de saúde pública, e suas consequências nefastas.

As mortes têm sido registradas pela polícia ambiental e agentes de saúde, e tudo indica que ocorrem por medo da doença se expandir para áreas urbanas. Apenas em um desses casos, 50 animais foram encontrados na região de São José do Rio Preto (SP) com marcas de espancamento, tiros, apedrejamentos. De um total de 228 macacos encontrados mortos no interior de São Paulo, apenas 32 estavam com a doença.

O importante é ressaltar que os primatas não são transmissores e muito menos a causa da febre amarela, mas sim vítimas do mosquito transmissor, assim como os humanos. “O macaco funciona com uma sentinela. Ele alerta a população sobre a presença do vírus circulando na região e a necessidade de adotarmos as medidas preventivas”, esclarece a secretária de saúde Michela Dias Barcelos. Portanto o que vai realmente combater esta doença as pessoas precisam é tomar a vacina contra a doença e eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegyptis, o mesmo da dengue, zika e Chikungunya.

Em caso de ocorrência em São Paulo acesse:

http://www.ambiente.sp.gov.br/a-secretaria/instituicoes/policia-militar-ambiental/

SIGAM: http://www.sigam.ambiente.sp.gov.br/sigam3/

E-mail: cpambp5@policiamilitar.sp.gov.br

Ou disque: 181

Para todo o Brasil acesse: http://www.pmambientalbrasil.org.br/

Acesse também: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/03/morte-de-macacos-em-sp-pode-ter-como-causa-medo-da-febre-amarela.html

Hipopótamo morto em El Salvador e vídeo com cenário de abandono no zoo de Goiânia reacendem debate sobre zoológicos.

02/03/2017 by arcabrasil | No Comments | Filed in Dicas/ Lazer

Gustavito tinha 15 anos e foi covardemente agredido com armas pontiagudas dentro de sua jaula por desconhecidos. O animal (único em El Salvador), não resistiu aos ferimentos e faleceu neste último domingo 26/02.  Apesar de ser um dos mais queridos animais do zoo de El Salvador, o local não conseguiu dar a ele um mínimo de segurança.

Resultado de imagem para hipopótamo jaula

A repercussão foi intensa que o prefeito se juntou a outras vozes que pedem o fechamento do zoológico. “O que fizeram com Gustavito diz menos do péssimo zoológico que temos e mais do quanto doente de violência está nossa sociedade”, escreveu no Twitter o prefeito de San Salvador, Nayib Bukele. Segundo dados da ONU, El Salvador tem uma das maiores taxas de homicídio do planeta, com 10 pessoas mortas ao dia.

Em nosso país

Um vídeo veiculado em redes sociais na última semana mostra, no zoo de Goiânia , um dos recintos de macacos repleto de urubus, uma imagem que por si mostra o estado lamentável em que se encontram os animais naquele local público.

Em 2009 o zoo de Goiânia já foi tema de matéria aqui em nosso blog, pela precariedade do local, apontada em relatório da Sociedade Zoológicos do Brasil (SZB), como falta de ambulatório veterinário , reprodução desordenada de espécies e falta de capacitação profissional. Veja:  http://www.arcabrasil.org.br/blog/2009/09/zoologicos-polemicas-negligencia-e-mortes/

Até quando animais, encarcerados e inocentes, padecerão sob pretexto de “educar” e entreter pessoas?

Pés (e patas) na estrada…

13/12/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Dicas/ Lazer

ESPECIAL – “TODOS CONTRA O ABANDONO”

… ou nas nuvens, se o amigão for parceiro em viagem aérea. Após o sucesso da matéria “Vou deixar”, confira como levar seu pet a qualquer canto, sem enfrentar contratempos.

Lutar contra o abandono é um bandeira antiga da ARCA Brasil. Uma das formas mais eficazes de fazer isso é por meio de uma comunicação assertiva e rica em orientações.

Infelizmente, por falta de informação, insensibilidade ou pura ignorância, ainda existem pessoas que abrem mão de seus companheiros de quatro patas quando viajam. Nada justifica uma atitude dessas, que acarreta imenso sofrimento ao animal.

Dando continuidade à série “Todos contra o abandono”, a ARCA Brasil organizou um Guia para os tutores que decidiram levar o pet juntinho na viagem de férias. Não deixe para a última hora!

Não pode levar o seu animal com você? Fique tranquilo, veja o que fazer: www.arcabrasil.org.br/blog/2016/12/ferias-para-voce-e-para-o-seu-pet/

VIAGENS AÉREAS


Cia Aérea: Azul

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível;

- Transporte apenas na cabine e pets até 5kg, em razão das “configurações internas da cabine e para maior conforto dos passageiros”.
Obs.: Não transporta pets nos bagageiros porque estes não são “climatizados”.

- Máximo de três pets por embarque.

- Voos internacionais: Não transporta pets em voos internacionais.

Documentos necessários:

- Comprovante da vacinação antirrábica, com o nome do laboratório produtor, o tipo da vacina e o número da partida/ampola utilizada (última dose deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e há menos de um ano em relação à data do embarque).

- Atestado de saúde do animal, emitido por médico veterinário.
Obs.: o atestado tem validade de 10 (dez) dias, caso a viagem ultrapasse esse tempo, é necessário nova consulta e um novo atestado.

SAIBA MAIS: http://www.voeazul.com.br/para-sua-viagem/servicos/pet-na-cabine


Cia Aérea: Gol

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível.

- Transporte na cabine até 10 kg. Pets acima deste peso devem viajar no bagageiro (peso máximo por pet: 30 kg).

- Máximo de quatro pets por embarque.

Documentos necessários:
- (vide acima)

Voos internacionais: necessário o CVI – Certificado Veterinário Internacional (válido por 60 dias contados a partir da emissão).

SAIBA MAIS: https://www.voegol.com.br/pt/servicos/transporte-de-animais-no-aviao

Cia Aérea: Avianca

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível;

- Transporte na cabine até 10 kg. A Cia não transporta  pets acima deste peso.

- Máximo de três pets por embarque.

Documentos necessários:
- (vide acima)

Voos internacionais: (não há informações no site)

SAIBA MAIS: https://www.avianca.com.br/informacoes_sobre_viagem/prepare_sua_viagem/transporte_de_animais


Cia Aérea: Latam

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível;

- Transporte na cabine até 7kg. Pets de grande porte devem ser transportados exclusivamente com a bagagem. Confira as condições e tarifas: https://www.latam.com/pt_br/informacao-para-sua-viagem/como-viajar-com-cachorro-e-gato/;

- Máximo de três pets por embarque.

Documentos necessários:
- “Carteira de vacinação atualizada do animal”, além de Comprovante da vacinação antirrábica (vide acima).

SAIBA MAIS: https://www.latam.com/pt_br/informacao-para-sua-viagem/como-viajar-com-cachorro-e-gato/

TABELA DE SERVIÇOS


OBSERVAÇÕES GERAIS:

  • Por questões ambientais, não é permitido levar animais de estimação para a Ilha de Galápagos.
  • A caixa de transporte deve ser providenciada por você, de acordo com as especificações da companhia aérea escolhida para a viagem.
  • Nunca ministre sedativos ao animal.

VIAGENS DE ÔNIBUS – INTERESTADUAIS

Obs.: Especificações de duas das principais empresas do país (consulte o site da empresa que serve o seu destino/cidade).

Empresa: Itapemirim

Idade: não informada pela empresa

Peso: não estipulado, mas o animal deve ser de pequeno porte. Não é permitido que o animal viaje no colo, na poltrona ou no chão do ônibus, somente na parte superior da poltrona do passageiro;

Taxa: não possui;

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível;

Dimensões: 18 cm de comprimento e 50 cm de largura;

Máximo de dois pets por embarque.

Documentos necessários:

- Carteira de vacinação completa, comprovante da vacinação antirrábica para animais com idade superior a 90 dias, com o nome do laboratório produtor, o tipo da vacina e o número da partida/ampola utilizada (última dose deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e há menos de um ano em relação à data do embarque);

- Atestado Sanitário para o Trânsito de Cães e Gatos, emitido por médico veterinário devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de origem do animal (a GTA não é obrigatória). Esse atestado tem validade de 10 (dez) dias, caso a viagem ultrapasse esse tempo, é necessário nova consulta e um novo atestado.

Saiba mais em: http://www.itapemirim.com.br


VIAGENS DE ÔNIBUS – ESTADO DE SÃO PAULO

Empresa: Cometa

Idade: não informada pela empresa

Peso: até 8 kg;

Taxa: Segundo a Portaria ARTESP nº 16, em viagens no estado de São Paulo o animal deverá ser transportado obrigatoriamente no assento ao lado de seu proprietário, portanto a viação informa que o transporte será feito mediante o pagamento de uma passagem integral para o animal. Para que seja permitido o embarque, o responsável pelo animal terá de atender algumas condições. Confira em: http://www.viacaocometa.com.br/web/pt/informacoesuteis/;

- Caixa de Transporte: container (kennel) rígido ou mala flexível “segura e adequada”.

Dimensões: 36 cm de comprimento, 41 cm de largura e altura máxima de 33 cm;

Somente dois pets por embarque.

Documentos necessários:
- (vide acima)

VIAGENS DE CARRO

Se o animal não estiver acostumado a viajar, é bom fazer um rápido “treinamento” com ele. Por exemplo: na semana anterior à viagem, procure leva-lo para passeios diários de carro. Pegue a estrada no começo da manhã ou à noitinha, quando a temperatura é mais amena.

Evite fazer uma viagem apressada. O ideal é se programar para ir parando no caminho, de modo que o seu companheiro, principalmente se for um cão, possa arejar um pouco, fazer as necessidades, beber água etc.

Leve o bichinho dentro de uma caixa de transporte confortável e bem arejada. Para que ela não fique sacolejando, o que aumenta o risco em caso de acidente e pode causar enjoos ao animal, prenda a caixa com o cinto de segurança no banco traseiro. Não é seguro levar o pet solto no carro, nem deixar a caixa de transporte no colo de alguém.

E lembre-se: nunca deixe o seu amigão sozinho no carro, mesmo que seja por poucos minutos.

Não pode levar o seu animal com você? Fique tranquilo, veja o que fazer: www.arcabrasil.org.br/blog/2016/12/ferias-para-voce-e-para-o-seu-pet/

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Férias para você. E para o seu pet?

06/12/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Dicas/ Lazer

ESPECIAL – “TODOS CONTRA O ABANDONO”

O amigão não vai viajar junto? Pena… mas, não se preocupe. A ARCA Brasil reuniu dicas de hospedagem, ‘babá a domicílio’ e até de startups com georreferenciamento para você escolher a solução mais adequada ao bem-estar do seu pet (e ao seu bolso).


Férias combinam com viagem. Mas quem não pode levar junto o animal de estimação enfrenta alguns dilemas: Hospeda-lo em um hotelzinho? Pedir para um amigo ou vizinho passar diariamente para cuidar? Contratar uma pet sitter ou experimentar uma nova modalidade – a hospedagem com anfitriões em uma espécie de ‘uber dos bichos’?

“Todas as opções são válidas, desde que o bem-estar do animal seja preservado”, explica Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil. “O importante é não improvisar, deixar água e ração suficientes para vários dias, por exemplo. O animal pode precisar de cuidados veterinários, assustar-se com os fogos e virar as vasilhas… Enfim, os pets dependem dos seus tutores humanos e ficam muito vulneráveis quando eles se ausentam”, resume Ciampi.

A criatividade dos amigos dos bichos em encontrar soluções solidárias surge como a grande esperança para atenuar o problema. Nos últimos anos surgiram profissionais que atendem a domicílio, plataformas digitais com georreferenciamento para localizar pessoas treinadas e dispostas a hospedar pets de forma temporária, e até especialistas em cuidar de bichos diferentes (isto é, nem cães nem gatos).

A ARCA Brasil – que sempre se dedica ao tema nessa época como forma de combater o abandono – relaciona a seguir alguns exemplos de empresas e prestadores de serviços nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, para servir de parâmetro. Se você conhecer bons serviços em outras praças deixe o seu comentário – quanto mais interação, melhor!

Obs.: Não pudemos testar cada um deles, sempre que possível se informe com ex-clientes – se aprovaram e recomendam a empresa e/ou o profissional.

EMPRESAS E PROFISSIONAIS

Dog Hero

Presente em cerca de 500 cidades do país, o Dog Hero é uma plataforma de interação entre o “hóspede” (pet) e o “anfitrião” (pessoa que acolhe o bichinho em casa).

Segundo seus criadores, a empresa é uma startup, ou seja, empreendimento que tem na inovação  seu principal trunfo para gerar e agregar valor.

A Dog Hero reúne 8 mil anfitriões que recebem os animais em suas próprias casas (não atendem em domicilio), mediante um preço previamente combinado – a empresa não trabalha com tabela fixa.

Segundo a empresa , todos os “anfitriões” passam por um processo seletivo e, depois de aprovados, recebem suporte de uma equipe que oferece assistência e conteúdos de treinamento para uma boa estadia. A partir da contratação do serviço, o cliente passa a ter direito a um seguro veterinário.

Saiba mais: https://www.doghero.com.br/

My Pets Nanny

Pioneira no serviço de petsitter no país, a empresa tem seis anos e funcionamento parecido com o de uma agência de babás. Os prestadores de serviço credenciados atendem a domicilio e, quando necessário, hospedam o animal em suas próprias casas.

Os interessados tem o direito de solicitar uma visita (sem custos). Segundo a idealizadora, um profissional vai até a residência para conhecer a rotina do ‘cliente’, e assim selecionar a pessoa da equipe com perfil ideal para cuidar de cada bichinho. Conta ainda com outros serviços, como Dog Walker, Taxi Dog, Pet Câmera, Fly Pet.

Saiba mais: http://mypetsnanny.com.br/

PETSITTERS

Runamia Cat Sitter (SP)

Naturalmente curiosos e acrobáticos, gatos costumam se enfiar em locais de difícil acesso e até de se machucar. Por isso, é fundamental monitorá-los e checar seu bem-estar durante a ausência dos tutores.

Para dar conta dessa missão, surgiu, nos últimos anos, a figura da cat sitter, ou seja: uma especialista em atender os mimos dos felinos e atendê-los a domicílio.

Com 15 anos de experiência na lida com os bichanos, Edna Nogueira é uma dessas profissionais. Descrita como “exemplo de dedicação” por diversos clientes. Atua exclusivamente na cidade de São Paulo e costuma dar feedbacks sobre o comportamento dos peludos.

“Me tornei cat sitter por conviver com gatos há muitos anos, especialmente por conhecer o problema dos felinos em se acostumar a novos territórios. Muitas vezes deixei de viajar pelos meus, hoje zelo para que tutores e bichanos fiquem confortáveis” relata Edna.

Contato: (11) 98224-5579
runamia@gmail.com

Renata Cat Sitter (Brasilia,  DF)

Renata Porto toma conta de gatos há 5 anos. Além dos cuidados básicos, oferece orientação sobre manejo e problemas comportamentais, especialmente para pequenos felinos.

Com experiência na esfera das artes (é formada em Artes Cênicas e Letras), a cat sitter proporciona até “musicoterapia” para os gatos. “Eles manifestam de forma distinta ao ouvir os sons, ficam mais relaxados, atentos. Alguns têm até preferências entre os compositores clássicos, como Bach, por exemplo.”, declara Renata.

Contato:  (61) 92294453

Ju Cat Sitter (RJ)

Sempre tive afinidade com gatos, para mim é mais que um trabalho, é algo que eu gosto, que me dou bem”, afirma Juliana Tobar, cat sitter e bióloga da cidade do Rio de Janeiro.

Com experiência de 9 anos na função, Juliana aplica seu afeto com os bichanos e ajuda aqueles que precisam.

Sua clientela aprova o serviço: “O que mais prezo nessa vida é o bem estar e a segurança dos meus gatos, não confiaria em outra pessoa para proporcionar isso aos meus gatinhos quando não posso estar por perto!” – Manoela Carvalho (RJ).

Apesar de se identificar mais com gatos, a Catsitter, em alguns casos, acolhe também cães.

Contato: (21) 96896-7870

https://www.facebook.com/jucatsitter/?fref=ts

Dri Care Pet Sitter (SP)

Formada em Biologia e protetora independente de animais, a paulistana Adriana da Conceição é ‘babá de bichos’ – e não apenas de cães e gatos. Pássaros, tartarugas, aquários e até aranhas e cobras fazem parte de sua extensa lista de ‘clientes’.

“Nunca fiz distinção de espécie”, informa.  “Não que eu conheça todos com profundidade, mas, se eu for corretamente instruída, posso assegurar o bem-estar do animal durante a ausência do tutor, garantindo que ele receba os cuidados próprios de sua espécie”, explica.

Há, porém, uma restrição: ela se recusa a servir alimentos vivos. “No caso de cobras que se alimentam de ratos ou coelhos vivos, por exemplo, eu não presto atendimento. Simplesmente, não consigo”, avisa.

Contato: (11) 9 7623-1474

https://www.facebook.com/Dri-Care-Pet-Sitter-1723850211169897/

HOTÉIS

Os tradicionais hoteizinhos não podem ficar de fora quando se trata de hospedar os peludos.

Nesses locais, costuma haver assistência veterinária constante. Mas, para que o bem-estar do peludo fique garantido, é importante fornecer todas as informações a seu respeito (temperamento, disposição para interagir com pessoas e outros animais etc.) e providenciar objetos que o ajudem a se sentir “em casa” – a caminha, um cobertor, o brinquedo favorito etc.

Atenção: bons estabelecimentos exigem carteirinha de vacinação atualizada, avaliação veterinária e aplicação de antipulgas antes da hospedagem.

Dog World (SP)
Mais uma vez, a ARCA Brasil coloca a Dog World como uma boa opção nessa categoria. No local, os cães são estimulados a se interagirem com outras pessoas e com outros animais. Nada de ficar confinados aos canis, eles frequentam espaços com atividades durante o dia, brincam juntos, se exercitam, tomam banho de sol e até podem dar um pulinho no lago.

Além da hospedagem, o local oferece serviços de creche, lar temporário e treinamentos de agility e obediência – o proprietário é um dos principais especialistas do país nessas categorias.

Possui duas unidades: uma na cidade de Cotia e outra em São Paulo (SP).

Saiba mais: http://www.parquecanino.com.br/

Hotel Bon Voyage (RJ)

Mais do que um local para hospedagem de pets, o Hotel Bon Voyage se propõe a ser um espaço de lazer para os bichos. Dispõe de 22 funcionários treinados para ofertar atendimento especializado aos peludos e tem serviços como day care (“creche”), banho e tosa e transporte animal.

Localiza-se em um sítio arborizado em Jacarepaguá, cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Saiba mais: http://www.hotelbonvoyage.com.br/hotel/

CONFIRA A TABELA DOS SERVIÇOS DE EMPRESAS E PROFISSIONAIS

Decidiu levar o seu animal com você? Fique tranquilo, veja como:

http://www.arcabrasil.org.br/blog/2016/12/pes-e-patas-na-estrada/


Crise brasileira é ameaça ao abandono animal

25/11/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Controle populacional de cães e gatos, Cão e Gato

ESPECIAL – TODOS CONTRA O ABANDONO

Esta é a primeira de uma série de matérias dedicadas a um tema que não sai de pauta: o abandono de animais domésticos.

Infelizmente, é grande em todo o mundo  o número de tutores que decide abrir mão de seus pets quando se aproxima o período de férias. No Brasil, o ano de 2016 pode assistir a um agravamento no triste cenário do abandono de cães e gatos, à medida que a crise financeira e social se intensifica, com o aumento do desemprego e da instabilidade econômica.

Desde 2014 até este ano, a ARCA Brasil registra um aumento de 57% nas mensagens com teores como “onde posso entregar um animal?”, “vocês aceitam animais?” e similares, nos meses de julho, dezembro e janeiro. Da mesma forma, o acesso ao site da organização nas áreas sobre ‘doação’ e ‘abandono’ sofreram aumento de 55% nos últimos dois anos.

Em mais um esforço para reduzir esses danos, a ARCA Brasil lança o especial “Todos contra o abandono”, visando orientar seus leitores. A cada semana, a série trará matérias com orientações sobre levar o pet em viagens, além de soluções de hospedagem – desde modernas startups integradas a aplicativos de geolocalização até as chamadas pet sitters, que, de maneira autônoma, oferecem serviços de cuidados a domicílio. Focalizaremos, em especial, as redes informais de prestadores de serviços, que a cada ano se organizam melhor, uma esperança a mais no  enfrentamento do problema.

Acima de tudo, a ARCA Brasil pretende reforçar uma de suas bandeiras históricas: a conscientização para a guarda responsável.

O pet é um membro da família. Ao adotá-lo, os guardiões assumem um compromisso que deve durar toda a vida do animal.

As pessoas que alegam não ter mais como arcar com os custos de seus animais engrossam as já infladas estatísticas de abandono. Não podemos deixar que isso aconteça: amor, compromisso e consciência são os únicos instrumentos que podem transformar essa realidade.

LEMBRE-SE: o abandono de animais é um crime previsto por lei no artigo 3º do Decreto Federal 24.645/34. Veja como denunciar: http://www.arcabrasil.org.br/crime-contra-animais.php