Documentário “The Cove” denuncia massacre de golfinhos e leva Oscar

23/03/2010 by arcabrasil | Filed under Ações ARCA, Vida Marinha.

A saga dos mamíferos marinhos também foi destaque na mídia após a morte da treinadora do SeaWorld por uma baleia orca. Isso é entretenimento?

Os mamíferos marinhos, como golfinhos e baleias ganharam destaque na mídia nos últimos dias. A morte da treinadora Dawn Brancheau pela orca Tillikum no conhecido SeaWorld (EUA), só reafirma o que a proteção animal sempre alertou: o uso de animais para o entretenimento humano é cruel, além de um mau exemplo para as futuras gerações.

Por isso o documentário “The Cove”, premiado com o Oscar, não poderia ser mais atual. Profissionais de peso e ambientalistas trabalharam intensamente para driblar a forte segurança dos pescadores da baía japonesa, Taiji e mostrar ao mundo o terror que acontece por lá. Os defensores do massacre alegam que se trata de uma tradição cultural. Seja qual for o argumento, dezenas de animais são capturados para serem usados em shows pela indústria do entretenimento e 23 mil golfinhos são mortos anualmente na “baia da vergonha”.

Quem encabeça o time de protetores é Ric O’Barry, ex-treinador que ficou famoso por trabalhar com os golfinhos da série Flipper – um passado que não é motivo de orgulho para ele, após perder um animal durante as filmagens, começou a se dedicar a luta contra o confinamento destes animais. (Veja no box abaixo a ligação de O’Barry com o Brasil e com a ARCA).

Caso SeaWorld
Após o trágico episódio chegou-se a especular se o famoso parque pararia ou não com as apresentações. Lamentavelmente, a direção do SeaWorld (complexo turístico dos mesmos donos da Universal) manteve os “shows”, e a única coisa que mudou foi o medo dos treinadores, que não nadam mais com as baleias, não usam cabelos soltos, não tocam as suas bocas, mas não desistem de explorá-las.

A orca envolvida na morte da treinadora tem um histórico sofrido, o SeaWorld é o segundo lugar em que vive confinada. Em 1991 após afogar o treinador no Canadá, foi vendida para o parque americano. Chamada de Tillikum (amigo na língua dos índios chinook), não encontrou nos homens, uma atitude que possa ser considerada amigável.

A expectativa da proteção animal é que o público que mantém essa indústria do entretenimento perceba o mal que estão gerando. “Que os homens se desprendam do sentimento de posse e os deixem livres”, espera Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil.

O’Barry e o Flipper brasileiro

Ric O’Barry com o Flipper no helicóptero e depois, prestes a ganhar a imensidão do mar, em Laguna (SC).

Em 1993, a ARCA Brasil participou do processo de reabilitação e devolução ao habitat natural do golfinho Flipper, último animal desta espécie em cativeiro no Brasil. Na época, Ric O’Barry dirigia o projeto. A ação marcou o nascimento da ARCA - que há 17 vem trabalhando para construir um mundo mais justo para homens e animais.

“O Brasil deu um exemplo ao mundo de que animais são protegidos por leis. Em termos de golfinhos livres de cativeiro, estamos à frente de muitos países desenvolvidos, inclusive e principalmente os EUA“, afirma Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil.


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