Vacina contra a perda – parte II

10/12/2011 by arcabrasil | Filed under Ações ARCA, Controle populacional de cães e gatos, Cão e Gato.

ARCA Brasil anuncia o tema da identificação animal como uma de suas bandeiras para o ano de 2012. Diretor da RIVIERA Tecnologia fala ao Notícias da ARCA sobre os diferenciais de excelência do microchip Datamars.


Por Bruno Schuveizer

Imagine a seguinte situação: você tem um cão, ele tem pelo curto, é branco e preto, porte médio. Você o perdeu. Quantos cães atendem a essas características? Milhares! Você o reconheceria, não há dúvida. Mas como provaria que é seu? Com o microchip!

Na década de 90 a ARCA Brasil trouxe para o país conhecimentos e práticas ligadas ao controle populacional de cães e gatos, como os programas modelo e técnicas cirúrgicas e não cirúrgicas de esterilização que representaram o início de uma nova era, inspirando programas e leis em todo o país. Com a economia brasileira vivendo um momento de expansão, é natural que o nosso convívio com os animais de companhia também aspire patamares mais elevados.

Hoje falamos em cidadania, em novas leis e no aprimoramento das já existentes, em saúde, bem estar e segurança de nossos melhores amigos. É o momento de reforçar a cultura e a prática de uma medida fundamental: a identificação e o registro dos cães e gatos.

Parceria
Com o objetivo de, a curto-médio prazo, consolidar no país a cultura da identificação permanente dos pets por meio de microchips, a ARCA Brasil acaba de firmar parceria com a RIVIERA Tecnologia, que atua a oito anos no mercado de identificação eletrônica de animais e que, desde 2010, tornou-se distribuidora dos produtos DATAMARS, empresa suíça reconhecida internacionalmente por sua qualidade.

O microchip é implantado no animal uma única vez na vida e não necessita manutenção, o que faz o investimento valer cada centavo – sem mencionar a dor de perder um amigo. Há mais de 10 anos, ao criar os 10 Mandamentos do proprietário responsável, a ARCA Brasil reconhece a identificação como uma das principais atitudes do proprietário responsável e instrumento indispensável para o controle animal e o planejamento das políticas de saúde pública – como por ex. o controle da Leishmaniose.

Os Veterinários Solidários cadastrados junto a ARCA Brasil terão algumas vantagens. Entre elas, a de adquirir os leitores dos chips a preço de custo, o que certamente irá facilitar para esses profissionais atuarem no momento de localizar o verdadeiro dono de um animal abandonado, maltratado ou perdido.

Um modelo simples de leitor de microchip que há alguns anos chegava a custar cerca de R$1.000 hoje tem seu preço reduzido em até 60%. Com a parceria, o Veterinário Solidário passa a ter direito a vantagens ainda maiores.

A empresa suíça preocupa-se em atender todos os padrões internacionais para o mercado de identificação de pequenos e grandes animais. Suas seringas possuem uma ponta com formato especial que minimiza o incômodo do animal no momento da aplicação. Para aqueles que ainda têm dúvidas sobre a compatibilidade entre leitores e microchips de diferentes marcas, Paulo Roncada, diretor da RIVIERA Tecnologia, esclarece: “A tendência é que este problema se torne irrelevante, pois todas as empresas sérias já adotaram o padrão ISO. De qualquer forma, o único leitor verdadeiramente universal é o vendido pela Datamars, o ISOMAX V. Seus leitores são muito confiáveis e econômicos, com uma linha que vai dos mais compactos até os universais.”, completa.


Registro Geral Animal

Todos os animais devem ser registrados, e em muitos locais isso é obrigatório, como é o caso da cidade de São Paulo. O RGA (Registro Geral Animal) do peludo é feito no mesmo órgão de controle de zoonoses do município, informando os dados do bicho além do nome, endereço e telefone do dono. O animal recebe uma plaquetinha que é presa na coleira com o numero do RGA e o telefone do órgão oficial. Recomenda-se também colocar uma segunda plaqueta com informações do dono. O microchip complementa esse registro e garante a segurança do animal de maneira completa e confiável.

Ao microchipar seu bichinho de estimação, é importante incluir o número do transponder no banco de dados do órgão oficial da sua cidade – em São Paulo, por exemplo, o CCZ está em fase de ampliação desse serviço. Também é imprescindível pedir ao seu veterinário de confiança para incluir esse número no banco de dados da fabricante do microchip, que no caso da Datamars, chama-se PetLink. O veterinário deverá incluir os dados do chip, histórico de vacinas, endereço, proprietário etc. Ele tem um login e o dono outro.

Esse cadastro também pode ser utilizado como uma ficha médica do animal, assim qualquer veterinário terá acesso, com a permissão do dono, a informações importantes que podem, por exemplo, agilizar o atendimento do peludo em casos de emergências.

De acordo com Paulo Roncada, ao procurar um veterinário para implantar o microchip, é preciso atentar para algumas questões:

1. Certifique-se de que o microchip possua padrão ISO, sem isso ele pode não ser lido.
2.  A seringa é esterilizada ou descartável?
3. Em qual base de dados o animal será cadastrado, para busca em caso de perda ou fuga?

“Estamos ajudando a escrever um novo e fascinante capítulo na cultura da proteção dos animais no país, um momento especial para a conquista do efetivo ‘controle animal’, onde se insere a prevenção do grave problema da superpopulação e do abandono”, resume Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil.

Confira a entrevista na integra com o diretor da RIVIERA Tecnologia, Paulo Roncada, sobre a importância da identificação permanente do animal e sobre a qualidade e eficácia do microchip.

Notícias da ARCA – O que você considera como sendo um diferencial dos microchips RIVIERA/Datamars?

Paulo RoncadaA Datamars tem uma experiência de mais de 20 anos no desenvolvimento de soluções de RFID (rádio frequência). Foi um dos membros da comissão que desenvolveu o padrão ISO para identificação animal. Tem um departamento de pesquisa e desenvolvimento para criar produtos de alta qualidade e inovadores. Com tudo isso, os produtos atendem os padrões internacionais para o mercado de identificação de pequenos e grandes animais. Suas seringas tem o melhor bizel (ponta da seringa. Pode minimizar o incômodo do animal dependendo do formato)  entre os concorrentes e seus microchips tem qualidade que garante a leitura por qualquer tipo de leitor que leia padrão ISO. Seus leitores são muito confiáveis, econômicos e a Datamars possui uma linha completa: dos mais compactos até os universais que são capazes de ler a maioria dos microchips do mercado.

NA O que em sua opinião são fatores que retardaram a cultura do microchip no país?

PR
Dois motivos são determinantes para a utilização dos microchips em animais de estimação.

Em primeiro lugar, está a falta de conhecimento e conscientização do público em geral quanto à necessidade da identificação permanente de animais. Neste conceito enquadra-se o problema da posse responsável. Uma pessoa que não esteja preparado em adotar um animal de estimação pode ser um fator de risco para a saúde pública. Muitos animais são abandonados pelos donos de forma consciente. E aqueles que têm responsabilidade não avaliam o risco do animal fugir e não poder ser identificado quando encontrado longe de seu local. O conhecimento e a conscientização devem ser atingidos com campanhas que mostrem a importância da identificação permanente para mitigar os problemas de saúde pública e aumentar a possibilidade de reunificação em caso de perda ou fuga. Não existe outro método que seja tão eficiente quanto os microchips.

Em segundo lugar, a ausência de políticas públicas que incluam a microchipagem como uma das ações para punir os infratores com multas pesadas, como acontece em países europeus onde esta técnica é obrigatória.

NA O que se avançou em termos de tecnologia desde que o microchip chegou ao Brasil?

PRO padrão da tecnologia RFId não se alterou muito desde sua entrada no Brasil. O que está havendo é uma separação nítida que o mercado está entendendo entre produtos de baixo custo e, consequentemente, de baixa qualidade, importados de fabricantes não idôneos daqueles fabricados por empresas conhecidas e idôneas, como a Datamars, que têm foco no negócio de identificação de animais e está preocupada no bem estar animal e não em ações oportunistas.

NAVeterinários e técnicos argumentam que a compatibilidade entre leitor e microchip sempre foi um problema. Qual a sua opinião sobre isso?

PRA tendência é que este problema se torne irrelevante, pois todas as empresas sérias já adotaram o padrão ISO de comunicação e de dados. Alguns microchips antigos (Trovan, Avid, por exemplo) já estão se tornando raros. De qualquer forma, o único leitor verdadeiramente universal é o vendido pela Datamars: o ISOMAX V.

NAOs leitores Datamars lêem qualquer chip, mesmo sendo de outra marca e vice versa?

PROs microchips da Datamars seguem o padrão ISO, de forma que todo leitor compatível com este padrão lerá o microchip Datamars. Já os outros fabricantes que também fabriquem padrão ISO serão lidos por TODOS os leitores da Datamars. E para ler os outros padrões não ISO, oferecemos o Leitor Universal ISOMAX V.

NAQue tipo de perguntas o proprietário deve fazer ao seu veterinário de confiança sobre a marca de chip a ser aplicado em seu animal? Quais informações técnicas deve-se conhecer na hora de escolher o microchip?

PR – 1. Qual a marca do micro-chip. Existem algumas empresas não idôneas no mercado.
2.  A seringa é esterilizada? Vem em seringas descartáveis? Algumas empresas vendem micro-chip a granel, que não possuem aplicador único e não são esterilizados.
3.  O microchip é padrão ISO? Sem isso, o microchip poderá não ser lido.
4. Em qual base de dados o animal será cadastrado, para busca em caso de perda ou fuga?

NAO que pode falar sobre o microchip com relação à recuperação de animais perdidos?

PROs animais encontrados devem ser levados a um veterinário ou ao centro de zoonose mais próximo. Teoricamente, todos estes locais deveriam possuir um leitor para que se verifique se o animal possui um microchip. Uma vez que o animal seja identificado com um microchip, seu número deve ser informado ao banco de dados correspondente. Nós da RIVIERA oferecemos aos nossos clientes a base de dados PetLink que é um banco de dados mundial, interligado a outros 32 bancos de dados.

NAAlgumas pessoas ainda confundem microchips com localizadores por satélite, como um GPS. Poderia explicar melhor a tecnologia envolvida?

PROs microchips utilizados para identificação animal são aplicados internamente e são passivos, ou seja, não possuem bateria. Eles são ativados somente quando o leitor  é aproximado a ele. Neste momento, o microchip envia uma onda de rádio de baixíssima intensidade, totalmente inofensiva ao animal com o seu número que é traduzido pelo leitor e mostrado no seu display. Com esta tecnologia, o microchip tem uma vida útil de mais de 10 anos. Já um GPS precisa de uma bateria pois constantemente está enviando sinais que são captados pela rede de satélites que orbitam a Terra. Neste caso, não se poderia inserir no animal e sempre será uma objeto externo, que pode cair e termina sua funcionalidade quando a bateria se acaba.

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