Safári de onças no Pantanal: lentidão retarda punição dos envolvidos

06/06/2012 by arcabrasil | Filed under Ações ARCA, Justiça e Legislação, Maus tratos, Vida Silvestre.

Um ano após o episódio que indignou o país, o inquérito ainda não foi concluído. A ARCA Brasil acompanha o caso e você pode ajudar!

Por Bruno Schuveizer
Colaboração Dagomir Marquezi

No mês de maio o caso conhecido como “Safári de Onças no Pantanal” completou um ano. Nesse escândalo, a fazendeira Beatriz Rondon recebia em sua propriedade estrangeiros que pagavam até 40 mil reais para caçar onças – animal em risco de extinção.

O caso teve grande repercussão na mídia. Rendeu matérias no Jornal Nacional e no Fantástico, ambos da rede Globo. E também foi coberto pela ARCA.

Os safáris ocorriam na fazenda Santa Sofia. Beatriz herdou a propriedade de Antônio Cândido Rondon, sobrinho neto do Marechal Rondon, conhecido como ‘Marechal da Paz’ por sua visão humanista e pacifista. A Santa Sofia é uma RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Ou seja, uma área privada que tem o objetivo de conservar a diversidade biológica. Em uma RPPN só é permitida a pesquisa científica e a visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais.

Beatriz Rondon também foi presidente da Sociedade para Defesa do Pantanal (SODEPAN), entidade que deveria defender a espécie que ela ajudava a caçar.

A partir de maio de 2011, a ARCA Brasil mobilizou seus colaboradores. Leitores enviaram cartas às autoridades, exigindo que o infame esquema fosse desativado, e os envolvidos, punidos.Nesse mês de maio, entramos em contato com o delegado responsável pelo caso, Alexandre do Nascimento, mas as notícias não foram animadoras.

Apesar dos esforços da Polícia Federal de Corumbá, não foi possível ouvir todas as testemunhas relacionadas no inquérito. Duas delas moram em localidades distantes. Cartas precatórias foram encaminhadas. Pela Carta Precatória, uma autoridade dispõe para ouvir testemunhas que residem em localidade distinta daquela na qual tramita o processo ou o inquérito. O Delegado Alexandre pediu prorrogação do prazo do inquérito, que pode ser estendido por mais 30 dias.

Enquanto isso, Beatriz Rondon leva uma vida normal. Segundo o delegado não há qualquer restrição a ela. Beatriz pode inclusive deixar o país, se quiser.

ARCA Brasil continuará acompanhando o caso, mas sua manifestação é essencial para a punição exemplar dos envolvidos.

Juntos, não deixaremos esse vergonhoso episódio cair no esquecimento!

Envie agora sua mensagem de encorajamento e cobrando resultados para:

- Superintendente do IBAMA em Mato Grosso do Sul:imprensaibamams@gmail.com
- Superintendente Regional da Policia Federal de Mato Grosso do Sul: agencia.anpf@dpf.gov.br
- Procurador-chefe da procuradoria da república em Mato Grosso do Sul: ascom@prms.mpf.gov.br

(cópia para comunicacao@arcabrasil.org.br)

Se preferir utilize o modelo abaixo:

Senhores,

Na qualidade de cidadão brasileiro, cumprimento esse órgão pela atuação no combate à caça ilegal no Pantanal, especialmente no que tange às operações Jaguar I e II.

Solicito todo o empenho para que as ações sejam levadas a cabo, com a conclusão das investigações iniciadas e o julgamento dos responsáveis, até que a caça ilegal seja definitivamente banida do Pantanal e do Brasil e todos os infratores punidos de maneira exemplar.

At,

NOME:
RG:
EMAIL:


Tags: , , , ,

One Response to “Safári de onças no Pantanal: lentidão retarda punição dos envolvidos”

  1. Rosangela de Paula disse:

    não como carne,amo os animais apoio o trabalho da Arca Brasil, parabéns!!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*