Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) se posiciona contra as vaquejadas

26/10/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Maus tratos, No entretenimento, Saúde animal

Posicionamento CFMV

26 de outubro de 2016

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) manifesta seu posicionamento contrário às práticas realizadas para entretenimento que resultem em sofrimento aos animais.

De acordo com a Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal (Cebea/CFMV), o termo sofrimento se refere a questões físicas tais como ferimentos, contusões ou fraturas, e a questões psicológicas, como imposição de situações que gerem medo, angústia ou pavor, entre outros sentimentos negativos.

O posicionamento contrário às vaquejadas foi apresentado nesta terça-feira (25/10), em audiência na Câmara dos Deputados pela médica veterinária e presidente da Cebea/CFMV, Carla Molento.

“O Conselho Federal de Medicina Veterinária, após longa discussão, deliberou pela posição contrária à prática de vaquejada em função de sua intrínseca relação com maus-tratos aos animais”, disse.

Foto: Ascom/CFMV

A audiência reuniu as comissões do Esporte e de Meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

A apresentação de cada palestrante aos parlamentares tinha tempo inicialmente previsto de quinze minutos. No entanto, diante do grande número de inscritos, houve a decisão para que cada expositor falasse pelo tempo máximo de cinco minutos, o que, de certa forma, prejudicou a apresentação dos argumentos.

O posicionamento expressa a preocupação que Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) mantém em relação ao tratamento adequado aos animais e à criminalidade dos maus-tratos, em consonância com os valores do CFMV: Justiça, Comprometimento, Efetividade, Cooperação, Inovação, Bem-estar único e Saúde Única.

De acordo com a Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do CFMV, o gesto brusco de tracionar violentamente o animal pelo rabo pode causar luxação das vértebras, ruptura de ligamentos e de vasos sanguíneos, estabelecendo lesões traumáticas com o comprometimento, inclusive, da medula espinhal.

A Instrução Normativa 03/2000 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) considera inadequados atos como arrastar, acuar, excitar, maltratar, espancar, agredir ou erguer animais pelas patas, chifres, pelos ou cauda. Ressalta-se a afirmação explicita de não ser permitido erguer animais pela cauda, o que é exatamente o ponto central na vaquejada, com o agravante de que na vaquejada o animal encontra-se em rápida movimentação.

“Dessa forma, não encontramos justificativas para que os praticantes de vaquejada realizem atos considerados inadequados e não permitidos pelo Mapa, ainda que em outra situação. Tal ausência de justificativa aparece, em especial, porque tal outra situação se refere a uma prática de lazer dentre inúmeras outras e, assim, de importância menor se comparada à produção de alimentos”, diz o parecer.

De acordo com a Cebea/CFMV, a queda violenta ocasionada durante a vaquejada pode resultar em contusões na musculatura do animal e lesões aos órgãos internos.

A Comissão ressalta ainda que, por ser um animal de pastoreio, presa frequente de carnívoros na natureza, o sentido dos bovinos foi desenvolvido para rápida percepção de fuga e predadores, sendo esse o comportamento da espécie quando diante de riscos.

“O impedimento de fuga de uma ameaça exacerba reações límbicas de ansiedade, medo e desespero. Ainda que o sofrimento físico pudesse ser evitado, a exposição de um animal a uma situação tida por toda a história evolutiva de sua espécie, como a mais grave ameaça à vida, negando ao indivíduo a possibilidade de fuga e acumulando o desconforto visual e auditivo, confirma o sofrimento emocional a que os bovinos são expostos em uma vaquejada”, afirma o parecer.

Assessoria de Comunicação do CFMV

Fonte: Portal CRMV

Por 11 a 5, Câmara proíbe rodeio em Jaú

19/10/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Maus tratos, No entretenimento

Votação de projeto de lei é tumultuada e leva defensores da prática a hostilizar vereadores

A Câmara de Jaú decidiu na tarde de ontem manter a proibição da realização de rodeios no Município. Onze vereadores posicionaram-se pela continuidade de legislação aprovada em meados de 2013, que coibiu a prática de montarias na cidade. Cinco foram favoráveis ao projeto em discussão.

A sede do Legislativo ficou lotada, com cadeiras ocupadas praticamente em igual número por defensores do rodeio e pessoas contrárias à prática, sob a alegação de que causa maus-tratos aos animais.

Doze vereadores falaram a respeito do projeto em plenário, alguns com posicionamento contrário e outros favoráveis à iniciativa dos vereadores Fernando Henrique da Silva (PSB), Gilberto Vicente (SD) e Wagner Brasil de Barros (PROS). A cada comentário, o público manifestava-se com vaias, aplausos e gritos. A presidente da Casa, Cléo Furquim (PMDB), tentou controlar os mais exaltados, mas não obteve êxito. Precisou interromper a sessão em vários momentos.

Com a votação da matéria, quando ficou decidido que o rodeio continuaria proibido em Jaú, alguns defensores dessa prática foram até a grade de madeira que divide o espaço destinado aos vereadores e hostilizaram legisladores, em especial Tito Coló Neto (PSDB) e José Aparecido Segura Ruiz (PTB). O grupo saiu da Câmara e retornou depois para reclamar novamente do resultado da votação.

Direitos

Antes do início da sessão, o tropeiro Luís Fernando Arantes defendeu a realização de montarias em touros e cavalos, mas posicionou-se contrário a provas como pega do garrote. Mencionou que a Lei Federal nº 10.519, de 2002, permite a realização dos rodeios.

A voluntária da Associação Protetora dos Animais de Jaú (Apaja) Vera Lúcia de Toledo Pedroso afirmou que os animais utilizados em provas são forçados a pular com o competidor sobre seu dorso. “Essa prática é uma crueldade”, afirmou.

Vereadores contrários à realização do rodeio relataram que votariam pela integridade física dos animais. Charles Sartori (PMDB), autor do projeto aprovado em 2013, lembrou que na ocasião apenas dois vereadores haviam se posicionado contra sua proposta.

Fernando Frederico de Almeida Júnior (Rede) apresentou aspectos legais em relação ao rodeio. Comentou que dois direitos fundamentais estavam em jogo, mas que o coletivo (proteção à fauna e à flora) sobrepunha-se ao individual (livre iniciativa). O vereador citou também decreto estadual que proíbe a realização de rodeios em área urbana.

Para quem defende a prática da montaria, a proibição do esporte em Jaú inviabilizou eventos como a Expojaú e trouxe desemprego a pessoas que tinham nessa atividade uma forma de ganho financeiro.

Fonte: Comércio do Jaú (http://www.comerciodojahu.com.br/noticia/1355401/por-11-a-5-camara-proibe-rodeio-em-jau )

ESCREVA JÁ!

18/10/2016 by arcabrasil | 9 Comments | Filed in Maus tratos

O PLC 24/ 2016 do deputado Capitão Augusto (PR) – que “eleva o Rodeio, a Vaquejada, bem como as respectivas expressões artístico-culturais, à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial”, está na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal para ser votado hoje, 18.10.2016. ATUALIZAÇÃO: o PLC (lei 13.364) foi sancionado pelo presidente Michel Temer em 30/11/2016.

Envie email (em dois blocos para evitar travamento – e-mails abaixo) e peça para os senadores dizerem NÃO ao PL 24/2016.

Se preferir, copie e cole o texto abaixo:

“Cultura também se muda. As vaquejadas são manifestações extremamente agressivas contra os animais.” Ministra Carmem Lúcia (out/2016).

Prezados senadores, prezadas senadoras,

Rejeitem a PLC 24/2016. Seu conteúdo retrógrado não combina com um país que vem lutando, com todas as suas forças, para se tornar menos imoral, menos fisiológico, menos sujo, menos desonesto. Se macularmos a nossa legislação com a admissibilidade da tortura — ainda que suas primeiras vítimas sejam “apenas” os bichos –, abriremos uma perigosa porta para um futuro que não queremos para os nossos filhos e netos.

Por um Brasil melhor, mais ético e mais compassivo, digam NÃO ao PLC 24/2016.

NOME:
RG:

E-mails dos senadores | Copie e cole no campo “Para” do e-mail

(1º bloco)
asimpre@senado.leg.br; acir@senador.leg.br; aecio.neves@senador.leg.br; aloysionunes.ferreira@senador.leg.br; alvarodias@senador.leg.br; ana.amelia@senadora.leg.br; angela.portela@senadora.leg.br; antonio.anastasia@senador.leg.br; antoniocarlosvaladares@senador.leg.br; armando.monteiro@senador.leg.br; ataides.oliveira@senador.leg.br; benedito.lira@senador.leg.br; cassio.cunha.lima@senador.leg.br; cidinho.santos@senador.leg.br; ciro.nogueira@senador.leg.br; cristovam.buarque@senador.leg.br; dalirio.beber@senador.leg.br; dario.berger@senador.leg.br; davi.alcolumbre@senador.leg.br; edison.lobao@senador.leg.br; eduardo.amorim@senador.leg.br; eduardo.braga@senador.leg.br; elmano.ferrer@senador.leg.br; eunicio.oliveira@senador.leg.br; fatima.bezerra@senadora.leg.br; fernandobezerracoelho@senador.leg.br; fernando.collor@senador.leg.br; garibaldi.alves@senador.leg.br; gladson.cameli@senador.leg.br; gleisi@senadora.leg.br; humberto.costa@senador.leg.br; heliojose@senador.leg.br; ivo.cassol@senador.leg.br; jader.barbalho@senador.leg.br; jorge.viana@senador.leg.br;

(2º bloco)
jose.agripino@senador.leg.br; jose.maranhao@senador.leg.br; josemedeiros@senador.leg.br; jose.pimentel@senador.leg.br; joao.alberto.souza@senador.leg.br; joao.capiberibe@senador.leg.br; katia.abreu@senadora.leg.br; lasier.martins@senador.leg.br; lindbergh.farias@senador.leg.br; lidice.mata@senadora.leg.br; lucia.vania@senadora.leg.br; magno.malta@senador.leg.br; marcelo.crivella@senador.leg.br; marta.suplicy@senadora.leg.br; omar.aziz@senador.leg.br; otto.alencar@senador.leg.br; paulo.bauer@senador.leg.br; paulopaim@senador.leg.br; paulo.rocha@senador.leg.br; raimundo.lira@senador.leg.br; randolfe.rodrigues@senador.leg.br; reginasousa@senadora.leg.br; reguffe@senador.leg.br; renan.calheiros@senador.leg.br; ricardo.ferraco@senador.leg.br; ricardo.franco@senador.leg.br; roberto.requiao@senador.leg.br; robertorocha@senador.leg.br; romero.juca@senador.leg.br; romario@senador.leg.br; ronaldo.caiado@senador.leg.br; rose.freitas@senadora.leg.br; simone.tebet@senadora.leg.br; sergio.petecao@senador.leg.br; tasso.jereissati@senador.leg.br; telmariomota@senador.leg.br; valdir.raupp@senador.leg.br; vanessa.grazziotin@senadora.leg.br; vicentinho.alves@senador.leg.br; waldemir.moka@senador.leg.br; pinheiro@senador.leg.br; wellington.fagundes@senador.leg.br; wilder.morais@senador.leg.br; zeze.perrella@senador.leg.br

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Os animais [mais do que nunca] precisam do seu voto!

29/09/2016 by arcabrasil | 1 Comment | Filed in Dicas/ Lazer

Olho nos CÃOdidatos deste ano

Você é fundamental para os avanços que o seu município pode implementar nas questões que dizem respeito aos animais. A atenção na hora de escolher prefeitos e vereadores, no próximo dia 02 de outubro, pode significar melhorias importantes, como as delegacias especiais para investigação e combate aos crimes contra não-humanos, incluir no orçamento programas de controle populacional (castração), impor limites à circulação de carroças, entre outros projetos que surgem na lista de promessas de candidatos.

Muitos deles miram os votos dos guardiões se passando por protetores, por isso conhecer o perfil dos candidatos é a melhor maneira de não cair em má fé nesta eleição. Com o propósito de ajudar os nossos seguidores a votarem de forma consciente este ano, organizamos alguns pontos abaixo:

1. Pesquise.
Se pensa em votar em alguém que nunca ocupou um cargo público, tente descobrir o máximo de informações sobre a vida pregressa do candidato. O que ele fazia antes? Existem indícios de que tenha, de alguma maneira, desrespeitado a vida animal?

Agora, se estiver pensando em dar o seu voto a um político que busca se reeleger, pesquise sobre a atuação dele nos temas da proteção e do bem-estar animal. Ele votou a favor de leis favoráveis aos bichos? Apresentou projetos viáveis em favor dos animais? Ele lutou para que fossem sancionados e regulamentados? Lembre-se: sem isso os órgãos de fiscalização não podem sequer aplicar a referida lei ou imputar punições a quem desrespeitá-la.

2. Verifique o histórico do partido.
No Brasil, nós votamos nas pessoas. Mas, na prática, o voto vai para a legenda (Partido). Por isso, quando um candidato recebe muitos votos ele ajuda a eleger outros do mesmo partido. Assim, vale a pena pesquisar o histórico do partido em relação às causas ambientais e de bem-estar animal.

3. Ficha limpa: o candidato é honesto?
Não existe honestidade relativa. Ou o político é íntegro ou não haverá garantias de que ele priorize os interesses dos animais em vez de cuidar do próprio bolso. Nomes sempre atrelados a escândalos não devem receber votos – a democracia do País depende de uma seleção muito cuidadosa dos nossos representantes.

4. Controle populacional: boas intenções não bastam!
Credibilidade e conhecimento técnico. Esses são os requisitos para avaliar o tópico “castrações”, uma das principais promessas dos candidatos pró-bichos. Ninguém mais duvida que o controle populacional seja fundamental para reduzir o abandono de cães e gatos. Porém, as iniciativas nessa direção devem conter rigor técnico e estar inserida em um contexto amplo.

Examine a proposta do candidato. Seu projeto é consistente e leva em conta o tamanho estimado da população de cães e gatos da cidade em que atua? O controle de cães e gatos via castrações deve vir acompanhado de iniciativas como a identificação/registro dos animais (para coibir abandonos e assegurar o retorno do pet caso ele fuja ou se perca) e as ações educativas para a guarda responsável, além da fiscalização dos criadores e a venda de filhotes.

Nossa intenção não é influenciar o seu voto nem defender a candidatura A ou B. A ARCA Brasil é uma organização independente e apartidária, seu único compromisso é com a defesa da causa animal.

As lições de Juma

01/07/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Dicas/ Lazer

Defender os animais é assunto sério, que exige bom senso e ponderação.

No Brasil e no exterior, houve enorme repercussão da tragédia de 20 de junho, quando a onça resgatada órfã e transformada em mascote de uma unidade do exército foi sacrificada, logo após um evento oficial da Rio 2016, que organiza as Olimpíadas deste ano.

A ARCA Brasil propõe uma nova reflexão sobre o triste episódio em Manaus, e o que pode ser feito de agora em diante.

Uma oportunidade para repensarmos o futuro.

O Brasil vive um clima de acirramento sem precedentes. A sociedade amarga as consequências da corrupção sistêmica e dos muitos equívocos políticos e econômicos, que nos enche de indignação e perplexidade. Nesse cenário, a morte de Juma – um animal tão lindo, um símbolo tão forte da nossa fauna – é um estopim para que o brasileiro se volte contra as Olimpíadas. O tiro em Juma foi um golpe fatal às nossas aspirações.

A sucessão de erros que resultou na morte de Juma merece ser investigada a fundo, e os responsáveis, punidos. Mas é fundamental não se deixar levar pela passionalidade: emoções exacerbadas embotam a razão e dificultam o diálogo.


Entenda o caso

Ginga, a onça, é um personagem que simboliza o Time Brasil, torcida oficial do Comitê Olímpico do Brasil (COB), entidade máxima do esporte que há mais de um século organiza a participação do nosso país em todos os jogos olímpicos. Nada tem a ver com a Rio 2016, organizadora das Olimpíadas e responsável pelo revezamento da Tocha Olímpica. As mascotes oficiais da Rio 2016 são Tom e Vinícius, que representam a Fauna e a Flora do Brasil.

Na imprensa, vimos a personagem Ginga, mascote do Time Brasil, criada há mais de um ano pelo COB, ser associada a Juma, ambientalistas convidados a carregar a Tocha Olímpica sofrem pressão para desistir do desafio. Convém boicotar o evento, ou é mais sensato e acertado darmos ainda mais destaque à fauna e a natureza?

Em 2015, a ARCA e o COB se aproximaram para potencializar os benefícios que podem resultar da existência de Ginga – em especial, a justa atenção à fauna silvestre do Brasil, historicamente prejudicada por ações criminosas, como a caça ilegal e o tráfico, negligenciada pelo Poder Público, que tolera o avanço da agropecuária sobre as florestas e empreende obras mal planejadas.

A morte de Juma chocou o mundo porque ela esteve sob os holofotes em seus poucos minutos de fama olímpica, mas o drama que marcou sua vida é experimentado por milhares de grandes felinos em nosso país.


Defensores da fauna: Um trabalho que vale ouro independente de Olimpíada

Enquanto o Poder Público e parte da sociedade permanecem cegos e surdos à violência sofrida por nossa fauna, há um pequeno exército de guerreiros que lutam para reverter a extinção, restituir vítimas da captura e do tráfico ao seu ambiente natural e dar alguma esperança de sobrevivência e valorização às nossas riquezas naturais.

São esses guerreiros que a ARCA Brasil identificou e indicou para que carregassem a Tocha Olímpica pelos animais. A sugestão de seus nomes foi feita e acatada há cerca de um ano pela Rio 2016, com o objetivo de colocar a questão animal em evidência.

Foram contemplados os representantes da onça pintada, da arara-azul e do mico-leão-dourado. O próprio presidente da ARCA Brasil, Marco Ciampi, portou a Tocha Olímpica em 18 de maio último, em Serra (ES), representando os animais domésticos.

São pessoas que acumulam décadas de dedicação aos animais. Décadas de sacrifício pessoal, de enfrentamento das realidades díspares de um país marcado pela desigualdade, de verdadeiros malabarismos para lidar com falta de recursos, burocracias, leis conflitantes, população desinformada, crueldades.

Não vamos desistir na reta de chegada.

O país tem um compromisso com o mundo: realizar os Jogos Olímpicos de 2016. É preciso respeitar os sonhos dos atletas, o trabalho de muita gente dedicada e competente, os investimentos de pequenos empreendedores que dependem do evento.

No que toca à fauna, ela precisa desesperadamente ser notada, percebida, enxergada pelo mundo. Deixemos os defensores da fauna colocar seus temas em evidência, e vamos, juntos, nos unir pelo fim da exploração dos animais e pela valorização da nossa natureza.

O momento vivido pelo Brasil é único, e é fundamental que isso nos faça melhor – como disse o poeta, “É triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não a ouve.” (Victor Hugo)

Nestas Olimpíadas, uma vitória para os bichos!

27/06/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Dicas/ Lazer

Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil, foi um dos carregadores da tocha olímpica na cidade da Serra (ES), no dia 18 de maio.

O anúncio do Rio de Janeiro como cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016 foi recebido com entusiasmo pela ARCA Brasil. A oportunidade de colocar os animais na pauta dos organizadores seria muito valiosa! Nossa fauna, uma das mais ricas do mundo, vem abandonada à própria sorte e este, considerado o maior evento do planeta, pode lançar luzes sobre os temas ambientais.

Na evolução das conversas, foi firmada uma parceria institucional com a área de Sustentabilidade da Rio 2016 (detalhes mais adiante),  e a chance de o presidente da ARCA Brasil, Marco Ciampi, ser um dos carregadores da Tocha Olímpica. Ciampi aceitou, e encarou o desafio no dia 18 de maio, na cidade da Serra (SP):  “Representamos os animais domésticos e, assim, homenageamos todas as pessoas que os amam, principalmente os protetores que dedicam suas vidas a defendê-los”, ele afirma.

“Representamos também as porcas confinadas em celas de gestação, os animais explorados em testes de laboratório e instituições de ensino, os cavalos escravizados em carroças e charretes turísticas, as vítimas dos circos, dos rodeios, das vaquejadas. E, claro, também carregamos a Tocha Olímpica pelos cães e gatos, muitos deles em estado de abandono, ou que são mortos por falta de uma política de saúde pública adequada”, enumera Ciampi.

O município da Serra, pela qual circulou o presidente da ARCA Brasil com a Tocha, é um dos três municípios capixabas que enfrentam casos de Leishmaniose Visceral Canina, principal zoonose do país: “Desde 2012, nossa Campanha Prevenção é a Melhor Solução mostra as opções disponíveis para evitar essa terrível doença. Queremos que, no dia 18, estas e outras questões sejam lembradas, vistas. Os animais merecem essa homenagem, e para mim, é uma honra ter a missão de ‘carregar a tocha’ pelos bichos”, diz Ciampi.

Parceria Institucional

ARCA Brasil é colaboradora na área de Sustentabilidade da Rio 2016 e indicou os quatro condutores que representarão oficialmente a fauna brasileira no Revezamento da Tocha. Eles são expoentes na defesa da onça pintada, da arara-azul e do mico-leão – animais da nossa fauna silvestre que enfrentam risco de extinção.

Também por meio dessa colaboração, a ARCA Brasil produziu três aulas-modelo para serem utilizadas na rede pública de ensino de todo o país (acesse o material didático gratuitamente). O objetivo dessas ações educacionais é difundir os valores do respeito e da proteção de nossa fauna para a atual e para as futuras gerações de desportistas do país.

A ONG também é parceira do Comitê Olímpico do Brasil (COB), cuja mascote, Ginga, do Time Brasil, é uma onça pintada. A ARCA Brasil realizou um cuidadoso levantamento das iniciativas voltadas à preservação da onça pintada, o maior felino silvestre do continente americano. Saiba mais >>>


Luta pelo bem-estar animal: o que tem sido feito no Brasil?

19/04/2016 by arcabrasil | No Comments | Filed in Controle populacional de cães e gatos, Cão e Gato

Em entrevista para edição 99 da revista Pulo do Gato (Março/2016), Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil, fala sobre os principais pilares da guarda responsável e a situação atual do país em relação aos pets. Confira a matéria completa:

Em entrevista para revista Pulo do Gato, Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil, fala sobre os principais pilares da guarda responsável  e a situação atual do país em relação aos pets. Confira a matéria completa: