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Educação e conscientização


Combater mitos, promover o respeito às diferenças e harmonizar a convivência interespécies: desafios de um novo tempo.



Cada vez mais, popularizam-se políticas públicas e iniciativas de entes privados – ONGs e empresas – no sentido de promover a consciência ecológica e a educação ambiental. Em datas como o Dia Mundial da Água, Dia da Árvore e Dia do Meio Ambiente, proliferam artigos, análises e entrevistas com foco em sustentabilidade, futuro do planeta, mudanças climáticas e temas similares.


Isso é positivo e mostra a preocupação crescente da sociedade com as implicações ecológicas dos seus atos. No entanto, cabe perguntar: a educação e a conscientização estão funcionando com respeito às diferentes formas de vida?


Se analisarmos a história veremos que o ser humano evoluiu muito no seu relacionamento com as outras espécies. Hoje, exceção feita àqueles países em que a maior parte da população vive em condições sub-humanas, os pets ocupam espaço crescente nas famílias. Gastos com ração e cuidados veterinários passam a fazer parte do orçamento doméstico e muita gente enxerga seu cão ou gato como membro da família.


É preciso observar, porém, que o abandono ainda é um problema gravíssimo. Fêmeas prenhes e ninhadas indesejadas continuam sofrendo “descarte” – o lado positivo é que esse gesto desperta cada vez mais repulsa na sociedade, que também se indigna fortemente quando vêm à tona casos extremos de crueldade. As redes sociais são um bom termômetro dessa mudança de mentalidade, com campanhas intensas por “justiça” sempre que um animal é vitimado de maneira brutal.


Ainda assim, é preciso investir mais na educação pró-animais, começando pela conscientização daqueles que mantêm animais sob sua guarda.


Principais desafios
Se por um lado é importante ressaltar aquilo que nós, humanos, temos em comum com os animais não humanos – as capacidades de sentir amor e medo, dor e fome, angústia e alegria etc. –, é ainda mais necessário salientar os traços que nos diferenciam. Pois somente respeitando as diferenças seremos capazes de realmente compreender e respeitar as características de cada espécie, e assim proporcionar condições ideais a cada uma delas.


A primeira diferença que precisa ser compreendida e ressaltada diz respeito à reprodução dos animais. Se, para os seres humanos, ter um filho está frequentemente associado à realização de um sonho, de um ideal, para animais não humanos a procriação é pura e simplesmente um ato instintivo. Logo, a castração não é uma “violência” ou uma “frustração para o animal”, como correntes radicais apregoam. Ela é, isto sim, o caminho mais sensato e humanitário para controlar as populações animais e reduzir o abandono, sem termos de recorrer à eutanásia, que imperou durante décadas.


Outro ponto que precisa ser repensado é a excessiva antropomorfização (tentativa de igualar ao humano) de animais de estimação. Colocar uma roupinha no cachorro que sente frio é bom e correto, já usar tinturas, esmaltes, acessórios, joias e outros badulaques podem ser estressantes, quando não nocivos à saúde dos pets. Bichos e pessoas têm “opiniões” bem diferentes a respeito do que é conforto e bem-estar...

Alguns mitos
· Não, animais domésticos não “se viram” sozinhos. É preciso educar as pessoas para reduzir todo e qualquer abandono.


· Não é verdade que os gatos se apegam à casa. Eles criam laços de afeto com seus guardiões e sofrem demais em caso de separação.


· Animais doentes precisam de cuidados veterinários. Simpatias não funcionam. “Receitinhas caseiras”, às vezes, só servem para retardar o tratamento efetivo de uma doença séria.


· Crianças e animais podem e devem viver juntas desde sempre. Basta que o animal esteja livre de parasitas, com a vacinação em ordem e bem limpo. Um bom pediatra reconhece o valor positivo dos laços de afeto entre crianças e pets. Busque um médico que compreenda e respeite os valores que você e sua família cultivam.


· Não é necessário adotar um “filhote bem pequeno” para que ele “se acostume” com a família. Esse mito foi disseminado por criadores comerciais que querem transformar em mercadorias cada filhote que produzem. Animais adultos podem se tornar companheiros maravilhosos. Nossos capítulos sobre adoção e adestramento reúnem dicas valiosas sobre este assunto!

 

 

 


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