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Em
um dos momentos mais vibrantes da história da proteção animal no Brasil,
1500 pessoas reuniram-se no centro de São Paulo para, de forma democrática,
pacífica e atuante, pedir mais respeito para os animais.
A manifestação aconteceu em razão do veto da prefeita ao Projeto de Lei 428/03. Aprovado por unanimidade pelos vereadores, o PL proíbe a entrega dos animais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Paulo para instituições de ensino e pesquisa.
A passeata saiu da Praça da República. Vestidos de preto, com máscaras de animais, faixas e muita criatividade, os manifestantes mostraram muita garra para, entre apitos e gritos de "Veto não dá voto" e "Respeito aos animais", pedir que fosse aprovado o Projeto de Lei.
Em plena quarta-feira, muita gente escapou dos compromissos para exercer sua cidadania e exigir uma postura mais ética para com os animais.
Os manifestantes seguiram até a Secretaria da Saúde, onde, com palavras de ordem, exigiam a presença do secretário Gonçalo Vecina Neto. O movimento ganhou força e atraiu a atenção de quem trabalhava nos prédios do quarteirão, tomado pelos manifestantes.
Uma
comissão de seis pessoas, formada pelo vereador Roberto Trípoli, autor
do PL 428/03, e representantes do Fórum de Proteção e Animal - entre
eles, a ARCA Brasil - foi recebida por assessores do secretário. "A
reunião não foi produtiva. Ninguém tinha poder de decisão", disse
Sônia Fonseca, presidente honorária do Fórum. Ficou decidido que os
cães e gatos do CCZ não serão entregues para instituições até que
o uso de animais para fins científicos seja discutido em um seminário,
a ser organizado pela prefeitura em conjunto com a proteção animal
e institutos de pesquisa. "é importante que as portas se abram, para
que a sociedade tenha acesso à discussão", comentou Marco Ciampi,
presidente da ARCA Brasil.
Os manifestantes seguiram para a Câmara Municipal, onde uma nova comissão foi recebida pelo presidente da Câmara, Arselino Tatto, e pelo líder do governo do PT, o vereador João Antônio. Tatto reiterou seu compromisso com a causa, e mostrou-se novamente disposto a apoiar o PL 428/03 junto ao executivo.
O vereador João Antônio disse que desconhecia os documentos que haviam sido entregues em seu gabinete na semana passada; ele alegou falta de comunicação interna. Como líder do governo, João Antônio afirmou que analisaria as reivindicações para conduzir o processo junto ao executivo.
Em visita à Câmara na semana passada, representantes do Fórum de Proteção e Bem-Estar Animal haviam conversado com assessores do vereador e entregado um documento solicitando apoio para o Projeto de Lei. No dia seguinte, foi enviada ao vereador uma carta pedindo sua intervenção junto à prefeita para que o PL fosse aprovado.
O Movimento de Proteção Animal espera que agora, devidamente informados sobre o assunto, os representantes do povo na governo intercedam em nome da sociedade e de todos os que exigem respeito e tratamento ético para os animais.
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