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05 de fevereiro de 2005
texto e fotos por Marcelo Iha
Entre
os dias 26 a 31 de janeiro deste ano, aconteceu em Porto Alegre, no
Rio Grande do Sul, o V Fórum Social Mundial — um encontro de entidades,
organizações não-governamentais e movimentos sociais de todo mundo
para discutir idéias e propostas de ações por um mundo melhor. Para
se ter uma idéia de sua grandeza, o evento reuniu mais de 150 mil
participantes de 135 países, envolvidos em 2500 atividades. Num encontro
dessa importância, não poderia faltar uma representação em nome da
proteção e bem-estar dos animais. Foi pensando justamente nos nossos
amigos e companheiros, que em nome da ARCA Brasil, estive presente
no Fórum.
Movimento Anticaça do Rio Grande do Sul — Esta palestra teve a participação dos grupos União pela Vida (UPV) e do Movimento Gaúcho de Defesa Animal, na qual discutiram-se propostas de como agir para que os caçadores desistam do "esporte", como eles próprios costumam chamar essa prática. Uma cartilha distribuída aos presentes continha as justificativas utilizadas pelos adeptos da caça amadorística na tentativa de legitimá-la.
Exploração de animais para uso fins científicos e alimentares. Temos direitos sobre eles? — As discussões desta atividade foram promovidas por palestrantes da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), que apresentaram estatísticas sobre os desequilíbrios ambientais e crueldades gerados pela utilização de animais na ciência e para a alimentação do homem. Também mostraram as vantagens de uma dieta vegetariana. A utilização de modelos computadorizados, manequins, e a realização de autópsias em animais mortos foram defendidas como alternativas para acabar com o uso e sofrimento de animais vivos no ensino. Um consenso importante entre os presentes (cerca de 50% não-vegetarianos) é que a redução no consumo de carne já traria enormes benefícios ao planeta, às pessoas e, é claro, para os animais.
Em outra atividade, a Organização Brahma Kumaris, que trabalha pela restauração dos valores humanos, também defendeu o vegetarianismo como forma de promover um mundo melhor. Em determinado momento, um dos presentes polemizou ao questionar se comer plantas não seria antiético, uma vez que também são seres vivos como os animais. A palestrante Luciana Ferraz respondeu: "O vegetarianismo é uma questão de ética e de respeito aos animais, pois eles têm mente, intelecto e personalidade, coisa que as plantas não têm." Ao final da atividade, os participantes fizeram um exercício de relaxamento e meditação.
Caminhando pela cidade de Porto Alegre, percebe-se que ela também apresenta o problema de animais abandonados, típicos de uma metrópole. Muitos cães são vistos vagando pelas ruas e praças, sem dono e sem rumo. Pelo menos nesse aspecto, ações práticas e técnicas, como as promovidas pela ARCA Brasil, são respostas de comprovada eficácia à superpopulação e abandono de cães e gatos.

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