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Galogate - 19 de maio de 2005

Policiais confirmam perseguição

No dia 18 de maio, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, atendendo a requerimento da deputada federal Zulaiê Cobra (PSDB — SP), realizou audiência pública na Câmara dos Deputados para apurar possíveis favorecimentos aos acusados no caso Galogate — prisão em flagrante do publicitário Duda Mendonça e mais quatro participantes em um rinha de galo no Rio de Janeiro. Os desdobramentos desse episódio indicam que os envolvidos na operação tornaram-se alvos de perseguições.

O delegado Antônio Rayol, que na época chefiava a Delegacia de Combate ao Crime de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, prestou depoimento e afirmou que está sendo perseguido por pessoas fora da PF. Também salientou que não houve qualquer irregularidade no flagrante e garantiu que não sabia da presença de Duda Mendonça no local.

Além de Rayol, o delegado Lorenzo Pompilho da Hora e mais dois policiais federais foram afastados de suas funções. Todos ratificaram suas declarações anteriores e se disseram vítimas das mesmas perseguições sofridas pelo ex-delegado titular. As informações obtidas na audiência emprestam maior visibilidade ao caso Galogate, despertando a atenção dos deputados presentes à sessão e da sociedade em geral.

A ARCA Brasil enfatiza o caso Galogate desde o seu acontecimento, em outubro de 2004. Há cerca de cinco meses, nossa entidade uniu forças à vice-presidente do Forúm Nacional de Proteção Animal, Ana Maria Pinheiro, para o lançamento da Operação Holocausto. Diariamente, Ana Maria enviava mensagens à formadores de opinião, colocando-as a par do andamento das investigações e enfatizando a importância da audiência pública solicitada pela deputada Zulaiê.

Indiferença das autoridades

Em fevereiro de 2005, a Humane Society of the United States (HSUS), parceira internacional da ARCA Brasil, enviou uma carta ao presidente Lula da Silva, em nome de seus 8 milhões de associados, cobrando uma posição perante o caso. O atual presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo, Roberto Tripoli (sem partido) também manifestou-se por meio de um ofício dirigido ao Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, no qual pedia punição exemplar dos envolvidos nas rinhas.

Até o momento, nenhuma dessas cartas obteve resposta. Ana Maria Pinheiro e centenas de pessoas que igualmente pediram justiça no caso Galogate ao ministro Thomaz Bastos, por meio da enquete criada pela ARCA, também não tiveram qualquer tipo de retorno.

O tratamento dado pela grande imprensa ao caso Galogate deixa muito a desejar. E não é difícil imaginar os motivos que levam à falta de isenção jornalística. A agência de Duda Mendonça detém a conta da Petrobrás, uma das maiores anunciantes do mercado. Será que isso influencia a cobertura? As ONGs de proteção animal, em especial a ARCA Brasil, insistem em combater crimes como esse. Além do nosso compromisso com os animais, reivindicamos justiça aos policiais afastados.

 

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