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A cada ano, mais de 200 mil pessoas são atacadas por cães no Brasil. Em quase 70% dos casos, as vítimas são crianças. Infelizmente, muitos desses ataques são fatais, sobretudo quando os agressores são de raças grandes ou muito fortes. Para se ter uma idéia, a mordedura de um rotweiller adulto tem potência de aproximadamente meia tonelada.
O problema existe e soluções precisam ser encontradas, pelo bem da sociedade e dos próprios animais – quase sempre, o fim do cão agressor é a eutanásia.
É uma pena que, por oportunismo ou desconhecimento do assunto, muitos legisladores brasileiros se apressem em apresentar projetos de lei relacionados ao tema, sem sequer buscarem respaldo junto aos setores da sociedade que poderiam efetivamente contribuir para uma soluçao real. Nos textos mirabolantes preparados por esses parlamentares e seus assessores, as penalidades quase sempre recaem sobre os animais. Pouco ou nada se fala acerca de posse responsável e sobre a necessidade de educar as pessoas para um melhor convívio com seus animais de estimação.
Assim, aparecem projetos que propõem a erradicação das raças ditas “violentas” ou que limitam a liberdade dos cães e de seus donos. Recentemente, a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, sancionou uma lei que restringe os horários de passeios de cães das raças pitbull, rotweiller, fila e dobermann ao período das 22 às 5 horas. A nova lei também determina que os animais devem ser conduzidos por maiores de 18 anos, com uso de focinheiras e enforcadores.
E você? O que acha dessas leis? É certo que o animal perca seu direito a passeios, lazer e exercícios?
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