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Por Elisa Volpato
O agility é um ótimo exemplo de interação homem-animal bem sucedida. A ARCA Brasil aprova!
Cão de um lado, homem do outro, e paff! É dada a largada! Enquanto o cachorro corre com facilidade e vai deixando os obstáculos para trás, o sujeito sofre e arfa para acompanhar o ritmo. Ainda bem que, no percurso dele, não há obstáculos também.
Estamos
numa prova de agility. Inspirado no hipismo, o esporte surgiu na Inglaterra
como uma brincadeira e há 20 anos agita competições,
como coisa séria. As regras são simples: o cão
precisa atravessar o percurso com obstáculos no menor tempo
possível e com o menor número de falhas. O dono ou treinador
corre ao lado, mas não pode tocar no cão, segurar alimentos
nem coleira presa ao bicho - por isso é preciso que os dois
se entendam muito bem. No fim, ganha a dupla mais habilidosa e, não
raro, a mais bem entrosada. Este é o ponto mais importante:
o esporte valoriza a interação sadia entre bicho e dono;
uma relação de confiança, carinho e respeito.
O agility é uma atividade simples que serve como um ótimo exercício físico – tanto para o homem quanto para o fiel companheiro – e cria um importante vínculo de relacionamento entre os dois. E o melhor: qualquer um pode praticar. Não há restrição de raça ou tamanho; o campeonato é dividido nas categorias mini, midi e Standard, de acordo com o porte do cachorro - até poodles podem entrar na competição!
A prática é muito indicada principalmente para animais
que vivem em grandes cidades, como diz a veterinária Rosângela
Ribeiro: “É muito importante que o animal pratique uma
atividade física. Cães sedentários ficam estressados
e podem desenvolver problemas graves de saúde”. “Recomendo
o agility para todos - tanto o proprietário quanto seu amigão
terão uma melhor qualidade de vida”, diz Dan Wroblewski,
juiz e condutor de agility, do Dog World.
| Bom
pra cachorro. E para o dono... Seu Antônio Martinez, de 58 anos, é
dono do premiado Duque, único vira-lata brasileiro a
participar de competições internacionais (a maior
parte dos competidores são da raça Border Collie).
Juntos, os dois praticam o agility há cinco anos, quase
o mesmo tempo que se conhecem: “encontrei o Duque na rua,
e procurei logo uma atividade para ele, pra que não ficasse
o dia inteiro só em casa”. Foi bom para o Duque,
e melhor ainda para seu Antônio: “meu cardiologista
achou ótimo. Não penso em parar tão cedo”.
|
Dog World – www.parquecanino.com.br
Agility – www.agilitynews.com.br

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