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Questões
Frequentes |
Férias nota 10, para você e seu amigão!

É realmente muito bom aproveitar o finalzinho do ano para dar uma respirada, sair de férias, viajar... Mas quem tem bicho de estimação precisa tomar providências que assegurem o bem-estar, o conforto e a segurança do animal, principalmente em casos de ausência prolongada.
Confira nossas sugestões:
- Providencie para que uma pessoa de sua absoluta confiança
(um parente, um amigo) fique com o animal ou se comprometa a visitá-lo
diariamente. Gatos, por exemplo, costumam se estressar mais quando
são colocados em ambientes estranhos. Assim, pode ser muito
mais conveniente deixá-lo em sua própria casa.
- Se você não tem a quem delegar a responsabilidade de
cuidar do seu animal de estimação durante sua ausência,
a melhor opção é hospedá-lo num hotelzinho.
Informe-se com seu veterinário de confiança: certamente,
ele poderá lhe sugerir um bom lugar.
- Se você pretende levar seu cão ou gato na viagem, existem
algumas orientações importantes para que o transporte
seja confortável para todos.
Viagens de avião:
- É obrigatório providenciar a Guia de Transporte Animal,
GTA, emitida por veterinários credenciados pelas Secretarias
Estaduais de Agricultura. A GTA vale por sete dias e serve apenas
para um sentido da viagem – ou seja, será necessário
obter outra GTA para o vôo de retorno. A Secretaria Estadual
de Agricultura poderá lhe fornecer os contatos dos veterinários
aptos a expedirem GTAs em cada cidade.
- Se a viagem for para outro país, é necessário
providenciar o Certificado Zoossanitário Internacional, CZI,
emitido gratuitamente pelo Ministério da Agricultura. O CZI
pode ser retirado no aeroporto, antes do embarque, ou na sede do Ministério
da Agricultura de cada Estado. A validade é de oito dias.
- Tanto para vôos domésticos quanto para os internacionais,
é obrigatória a apresentação do atestado
de saúde do animal e comprovante de vacinação.
- Algumas companhias limitam o número de animais por vôo.
Por isso, faça a reserva com pelo menos 48 horas de antecedência.
Existem também outras exigências, específicas
de cada companhia: em algumas, só é permitido o embarque
de animais sedados, por exemplo. Mas nem pense em medicá-lo
por conta própria. O tranqüilizante só pode ser
prescrito por um médico veterinário.
- Poucas companhias permitem que o animal viaje na cabine, junto com
o dono. Em geral, animais bem pequenos, que caibam numa caixinha de
transporte, podem viajar com o dono na cabine, e os grandões
são colocados no porão do avião. Se for este
o caso, cole uma etiqueta na caixa de transporte, com seus dados (endereço,
nome completo, telefone). É uma segurança a mais, que
poderá evitar um extravio, por exemplo. Para levar seu bichinho
na cabine, você terá de pagar uma taxa equivalente à
cobrada pelo excesso de bagagem - mesmo que o peso do animal, somado
ao de suas malas, fique dentro do limite estabelecido pela empresa.
Esse adicional corresponde a 1% da tarifa cheia para cada quilo do
animal. Se ele viajar no porão, a taxa nos vôos internacionais
fica em torno de 100 dólares.
- Para que o animal se estresse o menos possível com a viagem, prefira sempre os vôos diretos, sem escalas.
- Muitos países exigem que os animais fiquem de quarentena antes de serem liberados pela alfândega. As restrições mais severas são impostas pela Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia, Havaí e África do Sul, que exigem que o animal, mesmo vacinado, seja isolado. Cães e gatos são confinados no aeroporto e liberados depois de um período que varia de um a seis meses. Verifique as regras de cada país antes de viajar: a Inglaterra, por exemplo, proíbe a entrada de pitbulls e fila brasileiros.
Viagens de ônibus:
(Trata-se de uma das opções mais desconfortáveis
para os animais. Vale a pena analisar cuidadosamente as outras opções
aqui relacionadas)
Boa parte das companhias rodoviárias aceita gatos e cães
de pequeno porte, desde que eles tenham a GTA, certificado de vacinação
e atestado de saúde assinados pelo veterinário, e estejam
acomodados em caixas de transporte seguras e adequadas. Em alguns
casos, é permitido que o animal seja levado junto do dono,
mas não é tolerado que o animal seja retirado da caixa.
A maior parte das empresas exige que o animal viaje no bagageiro,
para não incomodar os outros passageiros.
Viagens de carro:
- Nas viagens de carro, também é preciso levar a GTA,
um atestado de saúde e a ficha de vacinação (em
dia) do seu animal de estimação. Se a Polícia
Rodoviária parar você na estrada, certamente exigirá
a apresentação destes documentos.
- Pegue a estrada no começo da manhã ou à noitinha,
quando a temperatura é mais fresca. Se seu animal não
estiver acostumado a viajar, comece a levá-lo para passear
de carro diariamente, pelo menos uma semana antes da viagem.
- Leve-o dentro de uma caixa de transporte confortável e bem
arejada, que deve ser colocada no banco traseiro do carro e presa
com o cinto de segurança. Assim, você evitará
que o animal vá sacolejando e garantirá a segurança
dele na eventualidade de ocorrer uma colisão. Nunca deixe o
animal viajar no colo do motorista ou debruçado na janela -
é muito perigoso.
- Nunca deixe o animal sozinho no carro, mesmo que seja por pouco
tempo. E não tenha pressa: faça paradas a cada duas
horas, pelo menos, para que ele possa se movimentar, beber água
e fazer as necessidades.
Viagens de navio:
- A maior parte das companhias de cruzeiro marítimo proíbe animais a bordo, com exceção dos cães-guia. Os poucos navios que permitem bichos impõem a condição de mantê-los confinados. Alguns transatlânticos de luxo oferecem alas separadas para cães, gatos e pássaros. Os donos podem visitá-los, mas não passear com eles. Funcionários cuidam da alimentação e da higiene.
Outras informações:
* Use somente caixas de transporte resistentes e ventiladas, com espaço
suficiente para que o animal dê um giro de 360 graus. Mas não
exagere no tamanho, para que seu pet não se machuque numa turbulência
ou no embarque e desembarque. Para deixar a caixa mais confortável,
forre o interior com panos, jornais ou algum outro material absorvente.
Colocar um brinquedo de que ele goste ou um tecido com seu cheiro
dentro da caixa ajuda a amenizar o stress da viagem.
* Antes de viajar com o seu animal, providencie uma plaqueta com seu
nome, endereço e telefone, e coloque-a na coleira dele. Também
vale a pena adicionar o nome e telefone do hotel em que você
ficará hospedado. Considere, ainda, a idéia de implantar
um microchip no seu animal. Ele é do tamanho de um grão
de arroz e é aplicado sob a pele através de uma seringa,
numa operação indolor. Informe-se com o seu veterinário
sobre uma marca consolidada e sistema de leitura universal .
* Se o seu animal fugir ou desaparecer na cidade que você está
visitando, entre logo em contato com os órgãos públicos
de controle de zoonose, as entidades de proteção aos
animais e os veterinários da região. Espalhe cartazes
com a descrição do animal e o telefone do seu hotel.
O ideal é ter sempre à mão uma foto do seu mascote,
para poder copiá-la e exibi-la para as pessoas.
* O animal não deve viajar com o estômago cheio –
ele poderia passar mal! Prefira oferecer a ele uma alimentação
leve (de preferência, ração) cerca de quatro horas
antes da partida. Se a viagem for de avião, suspenda qualquer
refeição pesada nas doze horas anteriores ao vôo.
Coloque pedras de gelo grandes na caixa de transporte, para que ele
vá bebendo água aos poucos. Não se preocupe com
a alimentação durante o trajeto - ao contrário
do que muita gente pensa, cães e gatos agüentam um bom
tempo sem comida. E só o alimente de novo cerca de duas horas
depois da chegada, a fim de evitar enjôos.
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