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Frequentes |
Descaso provoca morte de cão por asfixia
Vítima
da negligência e da irresponsabilidade, a poodle Cindy morreu
de forma dramática no dia 11 de janeiro de 2006. Ela foi levada
pelo dono, o garçom Marcus Rubens Sena Duarte, para passear
no Shopping ABC Plaza, na cidade paulista de Santo André. Quando
ele, a namorada e o irmãozinho foram almoçar, o segurança
do estabelecimento avisou-os que a permanência de animais na
Praça da Alimentação não era permitida.
Em vez de irem almoçar em outro lugar, ou de simplesmente voltarem para casa, o trio decidiu deixar a cachorra trancada dentro do automóvel. Fazia Sol e os termômetros marcavam mais de 30º C de temperatura. Resultado: 40 minutos depois, a cachorra estava morta!
Alertados por uma cliente que vira a pobre poodle passando mal dentro do carro, os seguranças do shopping deram avisos pelos auto-falantes, tentaram injetar oxigênio através de uma mangueira encaixada nos vãos das portas e chamaram a Polícia Militar. Assim que chegaram, os soldados quebraram os vidros do carro, mas já era tarde. Estima-se que, dentro do veículo trancado, a o calor tenha sido de uns 45º C.
O veterinário Dr. Kalio Paarmann, especializado em Medicina Veterinária Legal, explica que os cães têm o corpo habitualmente mais quente do que o nosso: “Em média, de 38,5 a 39º C. Além disso, os cães não possuem glândulas sudoríperas como nós. Eles transpiram pelas almofadas plantares e palmares e pela língua, regulando a temperatura do corpo por meio da ofegação”. Ele esclarece que, ao ser submetido a um calor tão intenso, todo o organismo do animal é afetado: “Quando a temperatura sobe demais, toda carga fisiológica é prejudicada. A respiração difícil sobrecarrega o coração, podendo levar à morte”, informa o vet. Por isso, especialmente na época do calor, é fundamental manter os cães sempre em lugar arejado, com água fresca à disposição.
Levados ao 4º DP, Rubens Duarte e a namorada foram vão responder processo por maus-tratos a animais. Em entrevista ao Notícias da ARCA, a promotora Vânia Tuglio afirmou que ambos devem ser responsabilizados criminalmente: “Mesmo não tendo agido sem intenção de matar o animal, eles procederam com descaso e negligência e devem ser punidos por isso”, declara.
E quanto ao shopping? Não seria justo estender parte da responsabilidade
ao estabelecimento, que proibiu a permanência do animal em suas
dependências e não orientou o proprietário a não
deixar a cachorra no carro? A Dra.Tuglio entende que não: “Responsabilizar
o shopping não é pertinente, pois o guardião
do animal é que tem o dever de zelar pela sua integridade e
bem-estar”. E completa: “Se, em vez de um animal, a vítima
fosse um ser humano, os acusados poderiam responder por homicídio
qualificado, isto é, com agravantes”.
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