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Circos: PL oficializa circos com animais.
O
Projeto de Lei do Senado (PLS), apresentado pelo Senador Álvaro
Dias (PSDB-PR) é uma clara ameaça ao crescente movimento
que se opõe à presença de animais em circos.
Essa tendência, que tem levado municípios a negarem autorização
para a presença de circos com animais em seus domínios,
aumentou muito após o acidente envolvendo leões, em
abril de 2000, nas proximidades de Recife, e que vitimou um menino
de 6 anos de idade. Os animais envolvidos sofriam abusos e estavam
há dias sem comer no momento do ocorrido.
Enquanto em Brasília os projetos de lei que visam a proibição
do uso de animais nesses eventos esbarram na lentidão típica
do legislativo brasileiro, o movimento circense, em manobra política
e silenciosa, obteve o apoio do senador paranaense que apresentou
o projeto ao Senado em setembro de 2003. Álvaro Dias propõe
o registro dos circos junto ao Ministério da Cultura e a liberação
do uso de animais nos picadeiros.
O PLS Nº 397/03 lamentavelmente recebeu neste mês de abril um parecer favorável da Comissão de Educação do Senado e aos poucos avança à aprovação. Com a curiosa argumentação de que os animais de circo contribuem para “a interação entre o homem urbano e a natureza distante, em bases de harmonia e respeito”, o texto apresentado defende claramente interesses dos empresários do setor. “Circo deve ser sinônimo de arte e alegria e não de dominação e medo”, afirma Andréa Lambert da ANIDA-Rio de Janeiro. “Com a divulgação da realidade da utilização dos animas em circo a proibição vem ocorrendo no Brasil e no mundo”, informa a ativista que realiza campanha para barrar o projeto de lei.
Até chegarem os breves momentos que passam sob os refletores, os animais passam por uma longa jornada de abusos, que pode incluir espancamentos e outros maus tratos. Trancafiados ou acorrentados em pequenas jaulas, são condenados a uma vida de privações e impedidos de exibirem seu comportamento natural ou de gozarem da companhia de outros animais de sua espécie. Muitas vezes, quando atingem idades que dificultam ou impedem sua exibição, deixam de ser lucrativos para os circos e podem ser abandonados e até mesmo sacrificados
"A cultura e o encantamento do circo devem ser preservados a todo custo. A arte circense, com malabaristas, palhaços, ilusionistas e demais artistas que fazem uso do talento e criatividade, deve ser sempre estimulada. O que não podemos aceitar é que a crueldade dos bastidores continue camuflada, vitimando criaturas inocentes" , resume Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil.
Envie
e-mail para os senadores e demonstre sua e reprovação
a estes atos. Vamos impedir que maus empresários e domadores
continuem a sacrificar e torturar animais em circos no Brasil!

18 anos promovendo o bem estar e a proteção de todos os animais!

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