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Rabichos - Julho de 2006
Pet Society colabora com a causa animal
No mês de julho, em cerimônia realizada em sua sede, localizada na Zona Leste da cidade de São Paulo, a Pet Society entregou a ARCA BRASIL cheque no valor de R$ 560,00, como doação decorrente da “Promoção de Verão”, realizada pela empresa junto aos seus pontos de venda.
Iniciativas como essa são um encorajamento adicional pois indica que mais e mais empresas brasileiras apoiam trabalhos sérios e comprometidos com a solução de problemas sociais. Desde 2004 a Pet Society é parceira da ARCA no Programa Empresa Amiga dos Animais® .
Os projetos da ARCABRASIL geram conteúdos educativos, técnicos, multiplicadores de uma mensagem sadia e humanitária para essa e as próximas gerações. A entidade também dá exemplos práticos e é pioneira na implantação de programas éticos de controle populacional de cães e gatos abandonados - reconhecido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) -, que servem de modelo para diversos municípios, incluindo a cidade de São Paulo.
Embora sua atuação receba o reconhecimento nacional e internacional, a ARCA enfrenta grandes dificuldades na captação de recursos para financiar seus projetos. É por esse motivo que exemplos como o da Pet Society são tão importantes.
Se você compartilha dos mesmos ideais e acredita que é possível criarmos uma sociedade mais justa para homens e animais, acesse nosso site e saiba como ajudar.
Hospital público para animais: O projeto de lei ainda está em trâmite, mas os bichos têm pressa!
A criação do primeiro hospital veterinário público
do Brasil está em vias de se tornar realidade, conforme o projeto
de lei nº 337/2006, de autoria do deputado Ítalo Cardoso,
do PT. Se aprovada, a lei autoriza o poder executivo a criar o “Centro
de Saúde Animal”, como órgão integrante
da Secretaria do Meio Ambiente.
O hospital prestará atendimento gratuito aos bichos de pessoas comprovadamente de baixa renda, de protetores independentes de animais e de ONGs cadastradas. Para os demais, serão cobrados preços reduzidos.
O Centro de Saúde Animal deverá funcionar 24 horas, todos os dias, oferecendo consultas, vacinas, exames, internação, UTI, banco de sangue, castração e tratamentos alternativos, como acupuntura e homeopatia.
O projeto de lei está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça. Se aprovado, deverá passar por outras comissões, como a de Meio Ambiente e de Finanças e Orçamento, até chegar ao governador, que poderá sancioná-lo ou não.
Para acompanhar o andamento do projeto nº 337/2006 basta acessar o site www.al.sp.gov.br.
Fonte: Revista da Folha (23/07/06)
Conselheiros
do Conama irão reavaliar proposta de resolução
encaminhada pelo Ibama sobre a guarda de animais silvestres.
A reunião das Câmaras Técnicas do Conama não chegou a uma decisão sobre a proposta encaminhada pelo Ibama, que disciplina os “Guardiões da Fauna”.
De acordo com o assessor técnico da câmara, Felipe Diniz, “três conselheiros pediram vistas” – termo utilizado para um estudo ou análise de itens da proposta antes de encaminhá-la à votação em plenário. De acordo com Diniz, os conselheiros terão 45 dias para reavaliar o texto e sugerir mudanças ou aprovar a resolução. A próxima reunião deve ocorrer na primeira quinzena do mês de novembro.
A proposta do Ibama cria um cadastro de candidatos a “guardiões da fauna”, que poderão se responsabilizar por até dois animais, oriundos de apreensões e que hoje se encontram em número excessivo em zoológicos ou em centros de triagem. A guarda seria exclusivamente a espécies apreendidas pelos órgãos integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).
Em matérias especiais, a ARCA Brasil tem chamado a atenção para o quadro dos animais silvestres, cujo número aumenta nos centros urbanos (saiba mais).
A ARCA acredita que criar meios para escoar os 48 mil animais silvestres apreendidos anualmente pela fiscalização não será a solução para o gravíssimo problema do tráfico e comércio ilegal de silvestres.
É preciso combater a raiz do problema, que é conscientizar a população, além do melhor preparo e a repressão na origem por parte dos agentes do Ibama, em conjunto com a polícia federal e o exército. A fauna silvestre, um de nossos maiores patrimônios, está sendo exterminada. Enquanto isso, os órgãos competentes se perdem em uma política inoperante e evasiva para o setor .
Cumpra o seu papel! Denuncie o trafico ou comércio ilegal de animais silvestres (transporte, vendas em beira de estradas, feiras livres, criadouros ou pet shops sem autorização ou documentação exigida pela lei). Ibama ( 0800-618080)
Envie e-mail para o Ibama, Conama e para os integrantes das Câmaras Técnicas (c.c para comunicacao@arcabrasil.org.br) e exija mudanças na política ambiental brasileira. Se preferir, utilize o modelo abaixo:
Prezados Senhores,
Eu, ________________________________, venho por meio desta manifestar minha insatisfação diante da atual política ambiental brasileira, sobretudo a atenção dada à questão dos animais silvestres.
Como cidadão brasileiro(a), exijo que os órgãos responsáveis pela proteção de nossa fauna coloquem em prática uma política efetiva de combate ao tráfico dos animais silvestres em sua origem.
Medidas como a recente proposta de resolução encaminhada pelo Ibama ao Conama, contemplam a destinação dos animais apreendidos — com o risco de estimular o consumo – mas não coíbem a ação dos traficantes, o transporte e o comércio ilegal.
Baseado em trabalhos de organizações que atuam no combate ao tráfico, e que apontam a venda em pet shops como estímulo ao consumo dos animais silvestres e uma frente a mais de demanda para o confuso o ineficiente sistema de fiscalização, também repudio a disseminação desta modalidade de comércio.
Atenciosamente,
(E-mails dos órgãos ambientais e dos Integrantes das Câmaras Técnicas)
Ibama:
Procuradoria Geral – proge.sede@ibama.gov.br
Linha Verde – linhaverde.sede@ibama.gov.br
Conama – conama@mma.gov.br
Integrantes da Câmara Técnica de Biodiversidade, Fauna e Recursos Pesqueiros
felipe.diniz@mma.gov.br; cassio.sesana@mma.gov.br; nogueira-neto@uol.com.br; ehofling@ib.usp.br; marcilio.caron@terra.com.br; jamuller@furb.br; eugeniomsc@rn.gov.br; joels@mct.gov.br; marcelo@seap.gov.br
Integrantes da Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos
cassio.sesana@mma.gov.br;
denise.fernandes@mma.gov.br;
planet-bem@uol.com.br;
gdallapria@cni.org.br;
semma@goiania.go.gov.br;
mogata@semarh.ba.gov.br;
romeuarruda@semace.ce.gov.br;
sebastiao.azevedo@ibama.gov.br;
Não esqueça de enviar cópia para ARCA Brasil: comunicacao@arcabrasil.org.br
“Rachas” de carroças. Denuncie e ajude a combater este crime
Um racha de charretes acontece todas as terças-feiras na estrada que dá acesso ao Parque Paulista, em Duque de Caxias (a 35 km da cidade do Rio de Janeiro).
A disputa não difere muito dos pegas de automóvel, com a diferença de que, na nova versão, os animais são forçados a ultrapassar os próprios limites físicos em nome da diversão. Segundo os organizadores, em uma corrida, o cavalo chega a atingir 65 km/h.
Em cada encontro, cerca de 100 pessoas, entre apostadores e curiosos, se reúnem para jogar valores que variam de R$ 10,00 a R$ 200,00 ou simplesmente para torcer.
O racha teve início há cerca de três meses, idéia que surgiu a partir de uma reunião entre carroceiros. O interesse comercial foi o responsável por mover o resto do público, pois os cavalos também são negociados entre os apostadores.
Os veículos à tração animal costumam ser utilizados no Rio de Janeiro para transportar pessoas e até mercadorias. As carroças são populares na Baixada Fluminense pelo seu baixo custo e graças à abundância de terrenos baldios onde, geralmente, os animais são mantidos em condições precárias. Há animais na região, inclusive, que são criados exclusivamente para os rachas.
Além do Parque Paulista, toda semana também acontecem corridas nos bairros de Xerém, Fragoso, Piabetá e Amapá, em Duque de Caxias, conforme afirma o carroceiro Vitor Cabral.
A ARCA Brasil entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública daquela cidade. De acordo com a oficial Monte, o órgão desconhece a existência dos rachas e eventos em que a lei de proteção ambiental 9605/98 esteja sendo violada.
De acordo com o serviço “Disque Denúncia” da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio, para denunciar crime de lei ambiental, aposta ou jogo ilícito e ainda violações das leis de trânsito é necessário informar os locais e, de preferência, os horários onde ocorrem as competições. A maneira de denunciar é telefonando para o número (21) 2253-1177. Não é preciso se identificar.
Fonte: Folha de S. Paulo (25/07/06)

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