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Gatos - Outubro de 2006

 

Hábitos felinos como o de arranhar podem interferir na relação dono-animal

 

 

A frase estampada numa das camisetas ARCA Brasil de maior sucesso (“Gatos. Conviva com eles e ... apaixone-se!”) revela a “corujisse” de seus donos. Mas muitos gatos acabam ficando sem lar quando alguns cuidados básicos não são tomados. Mobília estragada é um dos fatores que contribuem para que o dono deseje “se livrar do problema”. Mais do que afetar o convívio das pessoas com os bichanos, esses conflitos podem resultar numa questão muito mais séria se não forem solucionados: o aumento nas estatísticas de abandono dos animais de estimação. Além da adequada orientação sempre que se pretende adquirir um pet que será seu companheiro por longos anos, algumas medidas devem ser adotadas para evitar o desmoronamento da relação.

Como todo felino, gatos têm necessidade de arranhar. Ao contrário do que se acredita, essa atitude não serve apenas para afiar as unhas. As principais razões para esse comportamento tipicamente felino são a comunicação e a marcação de território, já que as patas dos gatos possuem glândulas que liberam odor. De acordo com a veterinária Patrícia Brick, quando arranham, querem deixar ali o seu cheiro e a sua marca no ambiente.

Daniela Lewgoy, veterinária e dona de seis gatos, preferiu mudar seus hábitos e seu estilo de vida. Tirou o carpete e todas as plantas da casa, colocou tela na janela para os gatos não terem acesso à rua, desistiu de comprar um sofá novo e evita viajar para não deixá-los sozinhos. “Estruturei minha vida em função deles. Agora estou me mudando de um apartamento para uma casa, para ver se eu consigo isolar a sala dos gatos e ter um local para visitas”, conta.

Daniela vai investir nas adaptações. Na nova casa, pretende reformar uma casinha dos fundos e transformá-la em um verdadeiro playground para gatos, com estantes, passarelas suspensas e arranhadores com vários andares. “Por enquanto, eles vão se divertir subindo nas árvores, rolando na grama, comendo matinhos e se esfregando na floreira que vou plantar com catnip (erva específica para felinos com odor atrativo), coisas que nunca fizeram, já que moram num apartamento”, comemora.

 

 

O que fazer para o animal não criar problemas?

Fernanda Kerr, veterinária solidária e dona de 4 gatos, já enfrentou situações semelhantes em casa e adotou algumas medidas que podem ajudar a evitar os acidentes. “Mandei fazer duas braçadeiras grossas e reforçadas, da mesma cor da capa do sofá. Meus gatos arranham só naquele lugar”, afirma. Para ela, os donos devem estar conscientes de que algumas adaptações são necessárias. Proprietária do freqüentado pet shop Entre Patas e Pelos, ela orienta seus clientes para que a relação com os bichanos seja a melhor possível. “A maioria reclama, principalmente se moram em apartamento e os gatos não saem para a rua. Se não há muita opção, vão arrumar alguma coisa para se divertir, e os móveis podem ser o alvo”, adverte. Quando surge em seu pet shop algum deles para ser doado, Fernanda procura fazer o alerta para a adoção consciente, antes dos animais serem encaminhados aos novos lares.

Existem algumas alternativas para tentar amenizar esses problemas. Cortar as unhas dos bichanos a cada 15 dias, com a orientação de um profissional, ajuda a diminuir as destruições. Além disso, os arranhadores são ótimos aliados para que eles se desinteressem pelos móveis. “Já conheci pessoas que estavam para se desfazer dos gatos, e o arranhador foi a solução. Além disso, são confortáveis e tranqüilizam os animais”, revela Ronald de Araújo Melo, dono da Quatro Estações (fabricante de produtos pet) e recente parceiro da ARCA.

Para aumentar as chances de sucesso dessa alternativa, o adestrador André Rosa explica que o uso dos arranhadores deve estar associado a acontecimentos agradáveis. “É fundamental recompensar o animal com carinho ou petiscos quando ele faz a coisa certa, para reforçar esse comportamento”, orienta. Da mesma forma, o dono deve tornar os móveis e outros objetos indevidos em artigos desinteressantes para os gatos. “Usar algum barulho que o assuste, como bater uma gar rafa plástica no chão, vai desencorajá-lo a repetir aquele ato”, completa.

Além de estimular os gatos a arranharem nos locais apropriados, há sempre aqueles donos prevenidos em qualquer situação. Susana Barbagelata convive com cinco gatos e preza pelo bem-estar dos bichanos. Ela resolveu investir em uma nova decoração, que não interessasse às garras felinas e ao mesmo tempo, tivesse um visual bonito. “Ao comprar qualquer objeto para minha casa sempre penso se ele é atraente para os gatos. Dependendo do objeto, não compro ou fico com algo mais resistente. Meus sofás, hoje em dia, são anti-gatos”, revela. Exemplo de proprietária responsável, Susana resume: “Meus gatos são parte da família e, já que decidimos adotá-los, eu e meu marido adaptamos nossas vidas e nossa casa a eles”.

 

Fiquem ligados! No Bazar de Natal ARCA Brasil, de 13 de novembro a 02 de dezembro, compras acima de R$ 100,00 na sede da entidade concorrem a um lindo arranhador triplex da Quatro Estações. Não perca!

 


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