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Recuperação Tingo - Março de 2007

A força de Tingo
Dra. Paola Lazaretti revela detalhes da recuperação de nosso mascote

Os fãs do Tingo – dentre eles vários veterinários –, que escreveram para a ARCA à procura do mais detalhes sobre as condições de saúde do nosso mascote, já têm uma resposta. Foram muitas cartas, e-mails e bilhetes virtuais indagando sobre o estado do bichinho. A Dr. Paola Lazaretti, sua veterinária, conta a seguir como ele se curou de forma inesperada:

“A recuperação do Tingo foi praticamente um milagre. Quando diagnostiquei sua pancreatite [classificada como “Torturante” na escala de dor], fiquei bastante assustada, porque ele já tem certa idade e a ultra-sonografia apontava não só a inflamação, como também a presença de gás no seu abdômen. Além disso, ele tem um aumento de volume e mineralização na glândula adrenal (quadro de hiperadrenocorticismo) já há alguns anos, com suspeitas de que ele tenha um tumor adrenal, o que pode ter predisposto à pancreatite.

Outra origem da doença pode ser o consumo de algum alimento muito gorduroso. Como sabemos, Tingo havia tido contato com alimentos de um lixo há alguns dias, comportamento trazido de sua vivência nas ruas, antes de ser adotado.

O quadro era muito grave, mas a recuperação dele foi surpreendente. Está comendo e já não tem mais vomitado. Ele teve sorte de que seus rins permaneceram bons durante todo o tempo, porque se o quadro de pancreatite estivesse associado a uma função renal comprometida, dificilmente sairia vivo dessa.

O Tingo é forte, muito mais forte do que eu imaginava. Aparentemente ele não ficou com seqüelas da doença que teve no pâncreas. No último ultra-som, não havia a presença de evidência de inflamação no pâncreas e, ao examiná-lo, pude constatar que ele estava bem melhor. Agora só falta fazer exames mais detalhados sobre sua glândula adrenal, que faz com que ele fique ainda um pouco debilitado, bebendo muita água e fazendo muito xixi.

Mesmo com todas as doenças que teve e ainda tem, Tingo sobreviveu. O fato de ele ter resistido – com qualidade de vida – se deve, além da resistência de seu organismo, ao trabalho da UTI, a Provet, e à dedicação do Marco Ciampi, que ficou em cima e proporcionou ao animal que fosse tratado da maneira adequada. Marco cuidou dele de maneira exemplar. Sem esse trabalho especial, tanto da terapia intensiva, como de seu dono, Tingo provavelmente teria morrido.”.

Nota: Durante o fechamento desta edição, Tingo foi levado ao hospital veterinário daFMVZ-USP com um quadro clínico neurológico. Enquanto é assistido por especialistas, pedimos que seus pensamentos se voltem para a superação de mais esse episódio na longa jornada de luta por sua saúde.

Conheça a história de Tingo


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