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Questões Frequentes

Quer saber como denunciar maus-tratos ou o que fazer diante de um animal abandonado? Onde castrar seu animal por um preço reduzido e como conduzir problemas com o seu condomínio?
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Rabichos - Abril de 2007

Nesta Páscoa só vale dar bichinhos de chocolate ou de pelúcia.

“O coelho precisa de muita atenção, não dá para presentear alguém sem saber se a pessoa está disposta a arcar com tudo que é necessário para cuidar dele”, é o alerta que Sílvio César dos Santos faz às pessoas que pretendem presentear com esses animais na Páscoa. Ele é professor de técnica vocal e dono de um desses roedores.

A ARCA Brasil tem chamado anualmente a atenção da população para esse hábito, pois a maioria dos orelhudos comprados nessa época acaba sofrendo maus-tratos, sendo muitas vezes sacrificada ou termina abandonada em bosques e praças públicas, onde estará exposta a todos os tipos de sofrimento. Cada casal pode dar crias até seis vezes por ano, o que pode multiplicar o número de animais e até impossibilitar sua criação.

Como é uma espécie silvestre, as pessoas que resolvem topar o desafio de manter um deles em seu lar precisam dar atenção redobrada e ter bastante cuidado com esses bichinhos. Sílvio César explica que é diferente de ter outros animais de estimação. “É preciso gostar muito, ele não é como o cão e o gato, que até conseguem se virar. Como fica preso, depende completamente dos humanos para sobreviver”, diz.

Uma das principais atenções envolve a higienização do ambiente onde o roedor ficará. O criador diz que a limpeza do espaço tem que ser feita pelo menos duas vezes por semana, porque o coelho tem a parte traseira muita baixa e, por isso, anda arrastando a cauda, o que pode ocasionar doenças. Para alimentar o animal, Sílvio dá ração, o que considera mais higiênico. Tanto as fezes quanto a urina dos orelhudos têm um cheiro muito forte e o alimento industrializado pode amenizar um pouco esse odor. A fim de balancear a dieta, Silvio oferece verdura e cenoura em dois dias da semana.

Os cuidados veterinários também precisam ser previstos. Como o coelho é um animal silvestre, precisa do atendimento de profissionais especializados, que cobram até três vezes mais do que uma consulta normal. Sua estrutura física frágil sofre lesões com facilidade e a atitude da compra, que no início custou poucos reais, pode gerar gastos de centenas no caso do bicho precisar de um tratamento de saúde.

O professor, que mora no bairro da Aclimação, colocou seu roedor para morar na casa de sua mãe, no bairro de Santana (SP), e o visita de duas a três vezes por semana. A mudança ocorreu para não permitir que ele ficasse em um espaço muito pequeno. Sílvio explica que a maioria dos criadores mantém os coelhos em cubículos e que isso não pode acontecer. Quanto a criá-los soltos, faz ressalvas. “Tem que tomar cuidado para soltar ele por aí, porque pode fugir e se machucar com facilidade, mas também não pode ser criado totalmente preso”. Existe também o perigo de os animais roerem fiações elétricas ou pequenos objetos que podem causar engasgos. Para Sílvio, não é qualquer um que pode ter um orelhudo, é preciso ter muita responsabilidade.


 

Associado Arca Brasil tem desconto em cursos do Instituto Bioethicus

A partir de agora, os associados da ARCA Brasil terão desconto em cursos de especialização (longa duração) e em mini-cursos ministrados por especialistas de renome nacional e internacional promovidos pelo Instituto Bioethicus. São 10% de desconto nos mini-cursos e 5% nos cursos de longa duração.

Um exemplo é o curso de formação em Neurologia Veterinária, que acontecerá de 14 de abril de 2007 a 16 de março de 2008, e visa capacitar o médico veterinário a atuar nos casos mais complexos que envolvem o sistema nervoso na clínica de grandes e pequenos animais.

O Instituto Bioethicus divulga informações e conhecimentos técnico-científicos na área ambiental e de saúde humana/animal em seus congressos, feiras e cursos de curta e longa duração.

Para obter o desconto: acessar o site www.bioethicus.com.br, imprimir a ficha de inscrição do curso de seu interesse, preenchê-la e enviá-la por correio junto com uma cópia de sua carteirinha de associado da ARCA. Não perca tempo! As vagas são limitadas!

Visite o site para saber mais sobre os cursos e mini-cursos. Para maiores informações, falar com Cláudia pelo tel: (14) 3882-4243.


Instituto Bioethicus
Rodovia Domingos Sartori, Km 2
CEP: 18600-971, CP 1050, Bairro Árvore Grande.

Confira outros descontos



Convidada da Band incita preconceito ao gato preto

Mais um fato que estimula o desrespeito aos direitos dos animais na mídia mobiliza os protetores.

No dia 28/02/2007, o programa Pra Valer, da Rede Bandeirantes de televisão, apresentado por Claudete Troiano, levou ao ar a médium Márcia Fernandes, que aconselhou os telespectadores a não terem gatos pretos, porque estes viriam ao mundo já preparados para participar de rituais de magia negra.

Muitas pessoas ficaram indignadas com o posicionamento de Márcia, que pode incentivar o abandono e até mesmo a agressão de gatos pretos, além de alimentar um preconceito infundado, por relacionar esses animais à magia negra.

A Band chegou a anunciar um pedido de desculpas, mas não o fez, e a apresentadora Claudete restringiu-se a declarar que tudo não passou de um mal-entendido.

Amantes de gatos do orkut anunciaram campanha nacional de protesto e criaram uma petição no site Petition On Line, exigindo retração do programa, além da veiculação de uma reportagem sobre a posse responsável de animais. A petição avisa que, caso a Band não atenda às reivindicações, corre o risco de sofrer um boicote não só ao programa, mas aos patrocinadores que nele anunciam.

Até o momento em que fechávamos essa edição da newsletter, o programa de Claudete não havia sido incluído à lista de aparições na mídia do site de Márcia e o episódio não havia sido comentado pela médium.



Cão salva dona engasgada nos Estados Unidos

Uma americana diz que seu cachorro, o labrador Toby, salvou sua vida ao pular em seu peito depois que ela engasgou e não conseguia respirar.

Debbie Parkhurst explica que estava comendo uma maçã em sua casa, na cidade de Calvert (nordeste dos Estados Unidos), quando um pedaço da fruta ficou entalado na sua garganta. Ela conta que bateu no próprio peito para tentar mexer o pedaço de maçã, mas não conseguiu.

Foi quando Toby entrou em ação. "Ele me empurrou no chão e, assim que eu me deitei de costas, ele começou a pular no meu peito", disse Debbie à agência de notícias Associated Press. O pedaço de fruta saiu do lugar e, depois, Toby lambeu o rosto da dona para que ela não desmaiasse.

Fonte: BBCBrasil.com



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