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Rabichos - Maio de 2007
Record tem recorde de audiência em programa sobre maus tratos contra os animais
O programa Repórter Record foi ao ar no dia 16/04, segunda-feira, com o tema sobre os maus tratos contra os animais. Foi um alerta de grandes proporções feito a toda a sociedade, mostrando o sofrimento dos bichos em rinhas de galo e de pitbull, nos circos, nos rodeios e nas feiras clandestinas, onde é feito comércio ilegal de animais.
Com isso, o programa conquistou a maior média de audiência desde sua estréia, em dezembro de 1997, e também bateu recorde de recebimento de mensagens por e-mail.
Além disso, no dia seguinte à apresentação, 17/04 (terça-feira), o fotolog do programa havia recebido cerca de 850 mensagens de elogios sobre a matéria.
A ARCA Brasil – que cedeu imagens para o programa – cumprimenta a emissora pela escolha do tema e a coragem de revelar, em horário nobre, os bastidores de sofrimento por que passam os animais.
ARCA Brasil se apresenta em congresso internacional
Pela segunda vez a ARCA é convidada a se apresentar na Animal Care Expo, maior encontro sobre proteção e bem-estar animal no mundo. Marco Ciampi, presidente da ONG, irá representar a entidade no evento organizado pela HSUS (Human Society of United States) em Dallas nos Estados Unidos.
A intenção da HSI (Human Society International), braço internacional do HSUS, é dividir com entidades de proteção – em especial as de países em desenvolvimento – as experiências da ARCA Brasil. A ONG tornou-se conhecida ao criar projetos modelo de controle e posse responsável de animais junto a municípios, profissionais, acadêmicos e estudantes.
Marco se apresentará nos painéis “Captação de recursos” no dia 9 de maio e participará do painel “Planning and Executing Effective Campaigns” (Planejando e executando campanhas efetivas) no dia 10 de maio. Neste dia também participam Susan Prolman, responsável pelas campanhas da HSI, e Rahul Seghgal, da AHF (Animal Help Foundation), organização da Índia. Assim, Oriente e Ocidental estarão representados neste evento, que contará com 80 representantes de entidades de todo o mundo.
Defensores dos animais pedem para que o papa deixe de usar peles
Um grupo italiano de defesa dos direitos dos animais está pedindo ao papa Bento XVI que pare de usar peles. "Seria um exemplo admirável de caridade cristã", diz o vice-presidente da Liga Antivivissecção, Roberto Bennati.O papa usa, às vezes, um gorro com borda de pele de arminho, chamado camauro. Essa peça foi popular entre os pontífices do século 17. O papa, também, já usou uma capa de veludo, com borda de arminho.
A Liga Antivivissecção fez o apelo antes de uma visita papal a Pavia, cidade italiana que baseia diversos produtores de pele.
"Em respeito à sacralidade de todas as espécies vivas, pedimos ao Santo Padre que faça uma escolha de alto valor ético e religioso, abandonando a pele neste ocasião, bem como no futuro", disse Bennati.
O Vaticano ainda não se manifestou publicamente sobre o apelo.
Fonte: Associated Press
Interessados em enviar protestos podem acessar aqui, a página do grupo Anti Fur Society (Sociedade contra o uso de peles).
USPA comemora dez anos...sob pressão
A USPA (União Sanjoanense de Proteção aos Animais), sediada em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, acaba de completar dez anos. A entidade nasceu no dia 10 de abril de 1997, e vem promovendo muitas melhorias na qualidade de vida dos animais desde então. Em 2000, a USPA participou da elaboração de uma lei de bem-estar animal e controle humanitário das zoonoses. Além disso, conseguiu substituir o método cruel de sacrifício praticado pelo CCZ da cidade pela eutanásia por meio de anestésicos. A entidade também tem atuado junto às escolas locais, apresentando projetos de educação humanitária.
Em e-mail enviado à ARCA Brasil, Vera, secretária da USPA, conta: “É preciso dizer que o know-how para nosso trabalho foi aprendido nos Congressos de Bem-estar Animal promovidos pela ARCA Brasil, e com apoio constante do Marco Ciampi, a quem sempre recorremos por telefone em todas as nossas dificuldades!”.
Em seu aniversário de dez anos, no entanto, a USPA está enfrentando uma forte pressão por causa dos rodeios. No ano passado, a ONG moveu uma ação civil pública contra a festa de peão de São João da Boa Vista para proibir as cruéis provas de laço e do “bulldog”. A primeira consiste em laçar um boi pelos chifres antes que ele alcance determinada distância. Já, na prova do “bulldog”, o cavaleiro persegue em montaria um bezerro até o momento em que salta do cavalo e o agarra pelo chifre. O objetivo é derrubá-lo, por meio de uma torção violenta da cabeça do animal, segurando pelos chifres.
A entidade conseguiu impedir essas provas nos dois primeiros dias do evento, mas elas voltaram a ocorrer nos dois dias seguintes. Segundo Vera, a ação se encontra hoje no Tribunal de Justiça, mas o lobby dos rodeios quer que a USPA pague as contas do processo, alegando que houve má fé da entidade ao mover a ação. A festa de peão deverá ocorrer em julho e a USPA está preocupada, correndo um sério risco de perder o processo para os poderosos dos rodeios.
Para manifestações de apoio, contato com veragossler@ig.com.br
Rio quer proibir cirurgia que impede cães de latir
A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou no dia 25 de abril um projeto de lei que proíbe a realização de cirurgias que impeçam cães de latir e gatos de miar.
Se o projeto virar lei, clínicas que realizarem as cirurgias podem ter que pagar multa e perder a licença de funcionamento. O texto recebeu uma emenda, a qual permite apenas que as cirurgias sejam realizadas quando puderem trazer benefícios aos animais.
"Elas são necessárias quando os bichos têm um câncer nas cordas vocais ou alguma inflamação", explicou um dos deputados.
A intenção é evitar que os procedimentos sejam realizados para evitar que os animais façam barulho. "Estas cirurgias causam um sofrimento atroz aos animais. Estudos especializados mostram que a limitação do meio de expressão do animal influencia de forma negativa todo o seu comportamento, podendo levá-lo, inclusive, a atitudes ferozes ou violentas", diz ele.
O projeto tem 15 dias úteis para ser apreciado, a partir da data de aprovação pela Assembléia.
Fonte: Folha Online

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