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Conheça as cirurgias, suas crueldades e as complicações que cada uma delas pode originar:
Onychectomy/Declawing (retirada das unhas dos gatos)
A justificativa para retirar a unha de um gato é a proteção dos móveis ou evitar acidentes. O que não é tão conhecido é o fato de esse procedimento não tratar apenas da retirada da unha dos felinos, sua realização prevê a amputação de toda a falange distal onde estão alocadas as suas garras. A extração desta parte do corpo do animal compromete toda a sua postura corporal. Retirá-las é como obrigá-lo a andar com um sapato torto para o resto da vida.
A cirurgia, por ser radical, mutilando seriamente uma parte delicada do corpo do gato, pode trazer inúmeras complicações que mais tarde podem resultar em deformidades, amputação de membros e até morte. Não bastasse esse perigo, as garras servem para que ele possa se proteger a agarrar-se em determinados percursos. A falta desta habilidade pode ter impactos severos sobre o psicológico do animal deixando-os deprimidos e/ou agressivos. O stress constante de estar indefeso pode trazer distúrbios físicos e mentais para o gato. O animal pode começar a morder.
Esta cirurgia é considerada crime nos principais países da Europa. Quanto aos moveis estragados, o ideal é que o gato tenha um arranhador e que seja incentivado a usá-lo. As unhas também podem ser cortadas periodicamente.
Entenda por completo este procedimento cirúrgico: (em inglês)
Declawing
Paw Project
Declawing and Debarking: What are the Alternatives?
Cordotomia (remoção das cordas vocais do cão)
Esta cirurgia é chamada de “medida comportamental” pelos proprietários que se aborrecem com o latido do seu cão. O objetivo é mutilar suas cordas vocais para acabar com o “problema”. A cirurgia não deixará o animal silencioso nem mais calmo, ele continuará soltando grunhidos guturais que terão um volume um pouco mais baixo, mas que exigirão grande esforço do animal.
O procedimento da cordotomia é de grande incomodo para o cão e por ser uma modificação interna, abre precedentes para complicações cirúrgicas.
A cordotomia é considerada ilegal na Inglaterra. A solução para o latido em excesso pode ser o treinamento do cão. Passeios e atenção regulares, assim como brinquedos, também podem reduzir a sua ansiedade.
Conheça alternativas para diminuir os latidos do seu cão:
Declawing and Debarking: What are the Alternatives?
Caudectomia (amputação da cauda) e Conchectomia (corte da orelha)
Caudectomia – O hábito de cortar a cauda do animal vem da Roma Antiga, época em que os animais não tomavam banho mensalmente e essa medida podia prevenir doenças. Hoje essas cirurgias são meramente estéticas, mas alguns poucos veterinários ainda alegam que elas têm propósitos higiênicos. Os proprietários que se incomodarem com o acúmulo de sujeira na área caudal, ao invés de amputá-las, podem realizar a limpeza com algodão úmido ou lenços umedecidos (banhos são recomendáveis semanalmente, o excesso de banhos pode prejudicar a pele do animal).
A caudectomia é tida como um processo cruel por tirar do cachorro um dos seus maiores meios de expressão: a cauda. Ela é utilizada tanto para demonstrar alegria e tristeza, como para comunicação direta com outros cães de informações como hierarquias, chamados para brincar, medo e submissão. A cirurgia deve ser feita no animal recém-nascido e pode resultar em complicações como deformações e necrose das partes mutiladas. Em casos mais complicados, porém não raros, essa cirurgia pode levar à morte do animal.
Conchectomia – A orelha também comunica alguns estados do animal, como alerta, apreensão e curiosidade. E ao contrário do que se dizia antigamente, é comprovado que orelhas mutiladas e orelhas intactas apresentam os mesmo índices de infecção e, ainda há mais: uma cirurgia mal feita pode acabar com a proteção do animal contra a água o que trará grandes inflamações em decorrência do acúmulo do líquido nessa região. Esse é um dos pós-operatórios mais doloridos que existem.
Há motivo para tanta dor?
Existem três “propósitos” para a realização das cirurgias ditas estéticas. Cães usados para segurança como o doberman e boxer são mutilados para parecerem mais ameaçadores. Outros são mutilados por convenções da raça (pintcher, sheepdog) ou para participar de desfiles. Nesse sentido, como disse o australiano Steve Atkinson, o então presidente da área ética da Associação Australiana de Veterinários em visita ao Brasil promovida pela ARCA Brasil para o 3o Congresso Latino Americano de Bem-estar Animal em 2000: “É preciso criar a mentalidade de que o cão é bonito por suas próprias características e não pode ser conceituado por aparências criadas pelo homem.”
Essas duas cirurgias são proibidas na França, Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Israel, Holanda, Suíça e Reino Unido, entre outros.
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