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Alguém tem que falar por eles
O Notícias da Arca chega à sua 50ª edição e avalia o papel da comunicação dentro da proteção animal
Assim como em outras áreas, a comunicação nos trabalhos de defesa animal tem um potencial transformador inquestionável. A ARCA Brasil utiliza essa ferramenta há 14 anos. Nesta edição de dezembro, comemoramos a edição número 50 do nosso informativo Notícias da ARCA, que se consolida como um dos mais importantes da área. Através desses newsletters mensais divulgamos nossas campanhas e trazemos à discussão ângulos que muitas vezes outros veículos ignoram. Como foi o caso da cadela Preta.
Afinal, no começo de nosso trabalho, o bem-estar animal não era pauta de revistas e jornais como hoje. E nem se imaginava que, através da divulgação pela imprensa das questões envolvendo a proteção animal, conseguiríamos mudar atitudes e promover ações com resultados reais como tem acontecido.
“É pela comunicação que mudamos culturas e abrimos as portas para o novo. Em meados da década de 80, quando se comentava com alguém sobre castração de animais, era comum os interlocutores reagirem com acusações do tipo 'isso é cruel, coitado do bichinho, não vai ter filhotes...' – foram necessários mais de 10 anos de comunicação sistemática para que a sociedade finalmente começasse a compreender a importância da esterilização de animais como ferramenta para o controle de natalidade humanitário, com vistas à redução do abandono e de todos os males advindos desta prática”, conta Silvia Lakatos, jornalista que contribui com a causa animal (leia o depoimento na íntegra).
O histórico da ARCA Brasil tem mostrado na prática a influência positiva de ações de comunicação. Temos muitos exemplos a citar. Um dos mais emblemáticos foi o do impedimento da liberação de temporadas de caça em algumas regiões do país. No momento em que alguns grupos tentavam aprovar uma lei para institucionalizar a prática, trouxemos a questão para ser discutida abertamente, para todo o país. O resultado foi o arquivamento da lei.
Podemos lembrar de muitos outros exemplos. Em 2003, o zoo de São Paulo queria fazer um leilão com animais exóticos, sem se importar para quem seria feita a venda. Foi interrompido por uma intervenção nossa, um trabalho de conscientização feito junto à mídia e ao Ministério Público. Há o caso do Habeas Corpus da macaca Suiça, o poodle morto por asfixia em um carro fechado até o inédito na grande imprensa do cão Spike, morto pelo cachorro do vizinho. Sua proprietária recebeu indenização e doou o valor para a ARCA.
A ARCA vê na comunicação com seus 26 mil assinantes da newsletter e 35 mil visitantes por mês ao nosso site um dos meios mais eficazes de realizar seu trabalho de promoção do bem-estar animal. Por isso, desde o início das atividades temos um corpo permanente de jornalistas que não só produzem nossos informativos como também tornam possível nossa relação com a mídia. Matérias memoráveis são resultado dessa interação. Cremos que a falta de informação está na origem da maior parte das crueldades que atingem os animais.
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