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Rabichos – Fevereiro – 2008
Pela internet, IBAMA ganha um cão como consultor
Ao longo de sua vida, a ambientalista e agrônoma Telma Lobão já devolveu à natureza, na Bahia, mais de 10 mil pássaros silvestres. Suas denúncias de que o IBAMA baiano era o principal responsável pelo tráfico dos animais lhe rendeu processos. Em 2006, uma passeata e abaixo-assinado de protesto contra juízes e promotores acusados de colaborar com o tráfico lhe renderam um mês de prisão.
Mas nada é suficiente para pará-la. Para provar que o IBAMA tem um sistema que pode ser fraudado sem impedimentos, facilitando o tráfico de animais silvestres, Telma registrou, pela internet, seu cachorro como consultor técnico ambiental, sob o nome de “Felipe Lopes”. Usou seu próprio RG e o CPF de seu pai, falecido em 1995. Com o mesmo nome, Telma conseguiu um boleto para pagar uma licença de pesca amadora, com validade temporária. Após o cadastro, comprou pulseiras de identificação (anilhas) para animal silvestre.
No mesmo site, sua cadela, “Vick Lopes” se tornou proprietária de uma motoserra, tendo pago um boleto bancário de apenas R$ 30 pela licença de porte.
Todos os documentos obtidos foram enviados por Telma ao Ministério Público do Estado, que o encaminhará ao Ministério Público Federal para investigação. O IBAMA acusa Telma de falsidade ideológica.
Consumo exagerado de carne pode gerar um colapso ambiental até 2020
O consumo de produtos animais, que deverá aumentar em 50% até 2020, segundo a Organização Mundial para Saúde Animal (OIE), acarreta grandes riscos sanitários e coloca em perigo os ecossistemas, ressaltam especialistas consultados pela agência AFP.
O aumento do consumo de carne em escala planetária ocorre sobretudo nas economias emergentes, tendo China e Índia como principais consumidores, e se traduz pelo comércio cada vez maior de produtos animais.
"Há riscos sanitários complementares, porque os produtos circularão mais rapidamente que o tempo de incubação das doenças", constata Jean-Luc Angot, diretor-geral adjunto da OIE.
No final de 2006 a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calculou em um relatório que os bovinos produzem mais gases causadores do efeito estufa que os carros. O metano que expelem e o protóxido de nitrogênio de seus dejetos são muito mais nocivos para o meio ambiente que o CO2.
Adaptado da AFPPaul McCartney pede boicote à China
O ex-Beatle Paul McCartney pediu um boicote à compra de produtos chineses depois de ter visto um vídeo que mostra gatos e cachorros sendo submetidos a maus-tratos terríveis para extrair a pele dos animais.
McCartney prometeu nunca se apresentar na China depois de ter visto as imagens, gravadas secretamente em um mercado de peles na cidade de Cantão, no sul da China. O cantor também pediu um boicote à Olimpíada de 2008, que será realizada em Pequim.
O filme mostra os cães e gatos presos em pequenas jaulas de metal sendo atirados do alto de um ônibus de dois andares numa calçada. Todos são mortos e têm suas peles retiradas, e acredita-se que muitos ainda estejam vivos quando passam por este processo.
"Isso é uma barbárie. Horrível", disse o ex-Beatle. "Nem sonharia em ir lá para tocar, do mesmo jeito que não iria a um país que apoiasse o apartheid. Isso é nojento. É contra todas as regras da humanidade. Eu não poderia ir lá."
Defensores dos direitos dos animais estimam que mais de dois milhões de gatos e cachorros sejam mortos na China a cada ano para a extração da pele deles. Produtores chineses também criam animais como a marta e são responsáveis por mais da metade dos produtos de pele do mundo.
McCartney disse ainda: "Como a nação que vai sediar as Olimpíadas pode ser vista permitindo que animais sejam maltratados deste jeito?".
Protestos no Brasil
No dia 13 de fevereiro, Dia Internacional de protestos contra a indústria de peles chinesa, a população paulistana se organizou para manifestar a sua insatisfação com o tratamento dado aos animais na China. Também ocorreram movimentações no Rio de Janeiro e em outras trinta cidades do mundo.
Adaptado da BBC Brasil
Japão ignora proibição de caça a baleias
A Comissão Européia (CE) chegou à conclusão de que as imagens reveladas recentemente pela Austrália demonstram que o Japão desobedece a proibição internacional de caça a baleias e pediu uma "firme" postura da União Européia (UE) contra a caça com fins científicos.
"As imagens mostram como alguns países continuam desobedecendo à proibição internacional de caça a baleias sob a fantasia de pesquisa científica", declarou a CE em comunicado. O Governo australiano revelou fotos que mostram uma baleia minke e sua cria mortas enquanto são arrastadas pela rampa de um baleeiro japonês.
"As baleias estão protegidas pela Comissão Baleeira Internacional e pela legislação da União Européia. A pesquisa científica não deve ser usada para encobrir a caça contínua", declarou o comissário de Pesca e Política Marítima, Joe Borg. O Japão anunciou em novembro um plano para caçar 50 baleias jubartes, além de 850 baleias minke e meia centena de baleias fin com pretextos científicos, mas sua campanha esteve cercada este ano de uma controvérsia especial.
Em dezembro, o Governo de Tóquio anunciou a suspensão da captura de baleias jubartes, que ia realizar neste ano pela primeira vez desde a moratória imposta em 1963 e que tinha criado uma grande controvérsia internacional. A CE afirmou hoje que a baleia jubarte e a fin estão classificadas como espécies "vulneráveis" e "em perigo" pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN)
Adaptado da EFE
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