Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal English version


.Cadastre-se agora e receba .o Notícias da ARCA!

..Nome:
.

..E-mail:
.

..


Selo Empresa Amiga dos Animais
Conheça as Empresas Amigas dos Animais ®


A ARCA Brasil é parceira de:

HSUS

Apoio:

HSI

IFAW


Reprodução de conteúdos

A ARCA Brasil estimula a reprodução de seus conteúdos, desde que na íntegra, com créditos para a ong, ao autor (quando houver) e link para o site da ARCA
notificando para
arcabrasil@
arcabrasil.org.br

Edições de texto devem ser previamente
consultadas. Não é permitida a
reprodução de fotos.


Questões Frequentes

Quer saber como denunciar maus-tratos ou o que fazer diante de um animal abandonado? Onde castrar seu animal por um preço reduzido e como conduzir problemas com o seu condomínio?
Clique aqui para resolver as suas principais dúvidas!


 





Animais silvestres - Abril 2008

Animais Silvestres para consumo
IBAMA promove "consulta" que indicará quais animais poderão ser comercializados em pet shops. Medida desagrada e revela os descaminhos do órgão de proteção à fauna silvestre.

por Marco Ciampi

Na última semana, o Ibama realizou uma “consulta popular”, onde pedia a opinião do público interessado sobre quais animais poderiam ser criados em cativeiro e comercializados em todo o país. Ao todo são 51 espécies de aves e três de répteis que, caso venham a pertencer à lista definitiva, em breve poderão ser exibidos ao lado de cães e gatos em vitrines de pet shops.

A admirável simplicidade com que o Ibama trata essa questão poderá marcar esta e as futuras gerações.

Quando as ambições materialistas miram a fauna, as conseqüências fazem de todos nós vítimas. E o estímulo ao consumo se dá principalmente pelos meios de comunicação, onde programas de auditório, filmes e comerciais provocam o impulso de adquirir um animal, muitas vezes como sinônimo de status.  Assim foi com os filmes da série “101 Dálmatas”, que provocou uma verdadeira febre por animais dessa raça nos EUA, com conseqüências danosas, como o abandono em massa. Num desses episódios de febre consumista, uma menina convenceu o pai a viajar de Goiânia a São Paulo quando soube que entre os animais do leilão organizado pelo zoológico municipal havia uma suricata, o “Timão” do filme “O Rei Leão”.  Felizmente, a ARCA Brasil e o Ministério Público intervieram e o leilão não aconteceu.

Esse “querer ter” gera a demanda por animais silvestres e alimenta o tráfico. A cultura do consumo estimula a idéia de que possuir um animal silvestre é “diferente”, “exclusivo”, “fashion”, ainda que isso signifique comprar o bicho de fonte duvidosa ou ilegal. O olhar ingênuo do observador que admira a exuberante arara que decora a vitrine da grife da moda, mas não vê os bastidores de sofrimento e morte de milhares de aves vítimas do tráfico.

O episódio da “consulta popular”, além de não promover o necessário debate não apresenta dados de que a regularização tornará mais transparente o comércio dos animais e reduzirá o tráfico. E como ficam as outras milhares de espécies da nossa fauna? Mesmo com a lista, estas continuarão desamparadas e sob ameaça de traficantes.

A falta de clareza ficou patente nas manifestações da sociedade, de ONGs e até da imprensa. Em um importante veículo chegaram a convocar a “posse responsável”, igualando os silvestres a cães e gatos, animais cuja domesticação data de mais de 7 mil anos. 

A questão é mais profunda e remete à inexpressiva fiscalização dos órgãos responsáveis. Ou ainda à falta de uma ação coordenada por parte das autoridades da Bahia, Minas Gerais, Goiás ou Mato Grosso, intensificando o controle nas divisas desses estados, principais fornecedores de fauna silvestre aos centros consumidores de São Paulo e Rio.

Quando participei da organização do projeto que devolveu ao habitat o golfinho Flipper, último da espécie mantido em cativeiro no país aprendi que, sempre que se tira um animal silvestre de seu habitat, você só terá problemas. Tenho mantido essa máxima em minhas observações e nas posturas que procuro imprimir ao trabalho da ARCA Brasil.

Assim como a recente tentativa de criar os “Guardiões da Fauna”, essa “consulta popular” – que indaga à população quais animais terá o direito de viver em cativeiros –, além de melancólica e imoral, é um epitáfio para as políticas públicas do setor da fauna.

Posicione-se contra o comércio ilegal aqui!



Associe-se à ARCA!













Villa Grano apóia os trabalhos da ARCA Brasil em defesa dos animais.

A ARCA Brasil tem o apoio da GUABI Guabi Anuncie aqui!