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Agosto 2008
Rabichos
Le Cirque dá sumiço em animais possivelmente submetidos a maus-tratos
Onde seria possível esconder elefantes, girafas, rinoceronte, hipopótamo, camelo, pôneis e zebra sem ser encontrado? Pois na última sexta-feira (16 de agosto), uma decisão judicial autorizou a apreensão dos animais do circo Le Cirque devido a maus-tratos. Porém, no sábado de manhã, o Ibama constatou que os mesmos foram retirados às escondidas durante a madrugada. Até o presente momento os animais estão desaparecidos.
Briga na justiça
A Justiça Federal concedeu liminar nesta quarta-feira, 13, obrigando o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a devolver ao circo Le Cirque os animais apreendidos na terça-feira, durante a Operação Arca de Noé. Entre os animais apreendidos estão duas girafas, zebras, elefantes, pôneis, macacos e bichos exóticos, como hipopótamo e rinoceronte.
Em pior estado, devido a maus-tratos, segundo auto de infração emitido pelo Ibama contra o circo, um hipopótamo e dois macacos foram levados para o Zoológico de Brasília no mesmo dia, numa operação marcada por tumulto e pancadaria, diante da resistência de empregados da empresa e tratadores dos animais.
Os demais seriam removidos nesta quarta, depois de dopados, para evitar o estresse do traslado. Mas a decisão judicial impediu a continuidade da operação e o circo, instalado desde 24 de julho no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, a cerca de três quilômetros da Esplanada dos Ministérios, voltará a exibir normalmente seus animais nos espetáculos.
A liminar foi concedida pela 9.ª Vara da Justiça Federal na noite da operação, mas chegou aos interessados, entre os quais o Ibama, tarde: o órgão já havia mandado os dois chimpanzés - Tyson e Jeder - para Centro de Recuperação de Grandes Primatas (GAP), em Sorocaba, onde eles começaram um programa de reabilitação.
Confinados numa jaula que os deixa com freqüência estressados, segundo o laudo do Ibama, os dois macacos tiveram os dentes arrancados para evitar acidentes com tratadores ou populares. Mas a justiça considerou que os animais não são maltratados e suas condições de alojamento não trazem risco à segurança ou à saúde pública.
O Ibama recorreu contra a decisão liminar de manter com o circo Le Cirque os animais apreendidos durante fiscalização realizada na terça-feira no Distrito Federal. Na terça, o circo foi autuado em R$ 28 mil e teve 14 animais apreendidos já que eles estariam sendo mau tratados, no entanto, somente dois macacos e um hipopótamo foram retirados do local e levados ao Zoológico de Brasília. Com a liminar, o Ibama teria que providenciar a devolução desses animais, mas como a Justiça Federal constatou os maus-tratos, os animais devem ser entregues para o órgão governamental.
A crueldade por detrás das lonas
Os animais em circos sofrem com abrigos e alimentação inadequados e situações de extremo estresse (como barulho, poluição e climas diferentes ao qual estão acostumados). Para piorar, são submetidos a torturas físicas e psicológicas durante o adestramento e muitos passam por mutilações para retirada de garras e têm seus dentes serrados.
No Brasil, legislações que proíbem a utilização de animais em espetáculos circenses são cada vez mais comuns. A última conquista aconteceu no início de junho na cidade de Campo Grande. O projeto de lei que veda esse tipo de apresentação foi aprovado com unanimidade pela câmara de vereadores local.
A entidade PROANIMA, com sede em Brasília, organizou manifestações na frente do Congresso Nacional e do circo Le Cirque, nos dias 15 e 16 de agosto, contra a insistência da empresa em continuar a utilizar animais em suas apresentações.
Fonte: O Estado de S.Paulo/ARCA Brasil/ProAnima
Campanha de vacinação: cuidados ao levar o seu animal
Do dia 11 ao dia 24 de agosto de 2008, seus companheiros peludos poderão tomar gratuitamente a dose anual da vacina anti-rábica. É a campanha anual de vacinação de cães e gatos contra a raiva organizada pela prefeitura de São Paulo. A doença é uma zoonose (pode ser transmitida para o homem) e, para imunizar os animais, são montados postos móveis e fixos em ruas e praças nas diversas regiões da cidade.
Como a aglomeração dos animais nesse dia é grande, deve-se tomar alguns tipos de precaução para garantir a segurança do seu bicho:
Para os gatos
> Os postos de vacinação são montados em campo aberto, na rua, e oferecem bastante risco de fuga dos animais. Para impedir isto, os gatos devem ser levados em uma caixa de transporte específica que pode ser substituída por uma caixa de papelão grande com furos.
> O gato deve estar com coleira e guia ao alcance das mãos do proprietário, elas podem ser trocadas por um sinto velho fino com furos feitos para que o felino fique preso, mas sem machucá-lo.
> Durante a vacinação, segure o seu bicho com firmeza e tenha a guia, ou o cinto, sempre ao alcance da mão.
> Mantenha os gatos afastados dos cachorros, de preferência em uma fila separada. Após a vacinação, retire-os o mais breve possível do local, para diminuir as chances de confrontos.
> Se você tem cachorro e gato, leve-os para vacinar em momentos separados.
Para os cães
> Os cães devem estar com coleira e guia, conduzidos por pessoas com tamanho suficiente para controlá-los e contê-los na hora de tomar a vacina.
> Animais agressivos devem estar com focinheira para não oferecer nenhum risco de agressão ao proprietário, aos funcionários da prefeitura e às demais pessoas.
> Mantenha o cachorro sempre junto ao seu corpo.
> Não deixe que ele tenha contato com cães desconhecidos. Como há um grande número de animais, a chances de contaminação por doenças é grande.
Informações gerais
- Crianças não devem levar os animais para vacinar.
- Animais doentes não devem ser vacinados. Exemplos: animais com diarréia, secreção ocular ou nasal, sem apetite, animais que estão convalescendo de cirurgias ou outras enfermidades. Espere para vaciná-lo em uma clínica veterinária quando ele estiver saudável.
- A idade mínima para receber a dose é de três meses.
Não deixe de vacinar seu animal!
CLIQUE AQUI e confira a lista com os locais e dias de vacinaçãoCadela sobrevive 70 dias debaixo de escombros do terremoto de Sichuan
Fei Hongwei, morador da localidade de Hanwang, destruída pelo terremoto que atingiu a China em 12 de maio, conseguiu resgatar há poucos dias sua cadela de estimação Wang Wang, que conseguiu sobreviver nada menos que 70 dias debaixo dos escombros de sua casa.
Wang Wang agüentou mais de dois meses em um buraco debaixo da cama de um dos dormitórios e, segundo Fei, sobreviveu graças a 10 ovos e uma vasilha de água que havia deixado ali antes do terremoto.
Fei teve que deixar sua casa pouco depois do terremoto, e retornou às ruínas em 22 de julho, quando lhe foi permitido voltar.
Como muitas outras vítimas, Fei começou a buscar nos escombros para ver o que podia resgatar de seus antigos pertences, quando se surpreendeu ao encontrar Wang Wang.
A cadela voltou com seus donos à cidade de Deyang, onde a família de Fei foi realocada.
Wang Wang não foi o único animal que sobreviveu heroicamente ao terremoto: há um mês, a imprensa local exibiu o caso de um porco que tinha conseguido sobreviver 36 dias debaixo dos escombros.
O animal perdeu 100 de seus 150 quilos nos dias passados entre as ruínas, e após ser achado, foi batizado de "Zhu Jiangqiang", que poderia ser traduzido como "porco forte".
O terremoto foi o pior sofrido pela China desde 1976, e causou cerca de 90 mil mortes.
Algumas pessoas também sobreviveram milagrosamente debaixo dos escombros, em alguns casos por mais de uma semana.
Fonte: EFE
Anfíbio pode ser chave para nova cura da Leshimaniose
A solução para o problema da Leishmaniose Visceral pode estar na secreção da pele do sapo-cururu (Rhinella jimi). Um estudo de bioprospecção realizado por um grupo de pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz e do Instituto Butantan isolou, a partir do veneno do sapo, dois esteróides ativos capazes de destruir a leishmânia, o parasita causador da doença, sem causar danos às células de mamíferos. Uma das moléculas também mata o Trypanosoma cruzi, que causa a doença de Chagas.
Apoiado pela FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa, o estudo foi coordenado por André Tempone, do Laboratório de Toxinologia Aplicada do Departamento de Parasitologia do Instituto Adolfo Lutz. Os resultados foram publicados na revista Toxicon.
"O foco do nosso laboratório são as doenças negligenciadas. O objetivo desse projeto era estudar os venenos de diversos anfíbios como ferramenta para a busca de novos fármacos. Depois de uma triagem feita com diversos animais, elegemos o sapo-cururu, já que ele mostrava aspectos interessantes para bioprospecção", disse Tempone à Agência FAPESP.
Bioma negligenciado
A espécie de sapo estudada é típica da caatinga, uma região seca e inóspita para os anfíbios, cujo ciclo vital exige a presença de água. Essa característica contribui para a eficiência de seus mecanismos de adaptação. É possível que o animal use o veneno para se defender de predadores e também de microrganismos.
"Não sabemos ainda se o sapo usa esses esteróides para proteção, mas é possível que, como vivem em um lugar seco e têm pele muito sensível, eles sirvam para defender o animal de fungos e bactérias no chão", disse Tempone.
Adaptado da Agência FAPESP (Fábio de Castro)
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