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Economia esquenta para a bicharada
O aumento no consumo de produtos pet vai melhorar a qualidade de vida de cães e gatos?
Acompanhando o aquecimento da economia, o mercado de produtos pet vem se ampliando nos últimos anos. Um dos principais fatores a impulsionar os investimentos é o fato de os animais domésticos estarem cada vez mais integrados à família. “Seja para a saúde pública, a classe veterinária ou os amantes dos bichos, o que importa é a qualidade do vínculo”, afirma Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil.
O Brasil é o segundo país em número de animais de companhia: são 41 milhões de cães e gatos, que consomem R$ 390 per capta por ano, incluindo alimentação, medicamentos, produtos, serviços, equipamentos e acessórios, de acordo com a Anfal Pet (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação).
Entre 2004 e 2007, o faturamento do mercado veterinário brasileiro (incluindo todos os animais), aumentou 36,5%, de acordo com o Sinapse (instituto de pesquisa de mercado). Entre 2006 e 2007, o crescimento foi de 7,8%. O otimismo do momento resulta em investimentos por parte das empresas. “Temos um projeto de fabricar todos os nossos produtos. Antes, alguns eram terceirizados, mas em breve isso vai mudar” conta Jociara, administradora de pessoal da Duprat, laboratório de medicamentos veterinários e parceiro da ARCA no programa Empresa Amiga dos Animais®.
O ramo de alimentos para animais de companhia é o que detém o maior faturamento e o que mais cresce. O setor – que representa 75% por cento de tudo o que é gasto com os bichos e gera 12.000 empregos diretos na indústria – obteve um lucro aproximado de US$ 3,07 bilhões em 2007, um aumento de 4,26%, se comparado com o desempenho de 2006, segundo a Anfal Pet. Apesar disto, os produtos mais consumidos estão relacionados com o combate de parasitas. “Sem dúvida os segmentos mais importantes são os produtos anti-pulgas e carrapatos, seguidos pelas vacinas. É assim no Brasil e no mundo também”, confirma Luiz Luccas, presidente da Comissão de Animais de Companhia do SINDAN.
“Na verdade, essas classes estão comprando os produtos para seus pets no grande varejo - os supermercados - ainda sem muita orientação técnica”, afirma Ana Lúcia Senatore, gerente de produto da Virbac do Brasil. As rações econômicas, com menor valor nutricional, respondem pela maior parte das vendas: cerca de 65%, de acordo com a Anfal Pet. A parcela que corresponde ao consumo dos animais de companhia em alimentos industrializados é de 45% do total. “O desafio das indústrias, agora, é trazer essas classes para dentro do mercado especializado, como petshops e clínicas”, analisa Ana Lúcia.
Como vimos, após a expansão de mercado, resta cuidar para que esses amigos sejam cada vez mais amados e possam atingir o bem-estar e a felicidade.
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