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Outubro de 2008

Proprietários atentos
Saiba o que há de novo e o que está por vir no cenário da Leishmaniose

No último número do Notícias da ARCA o leitor conheceu as manifestações que se seguiram à portaria interministerial nº 1.429/2008, que proíbe o tratamento de cães com Leishmaniose Visceral Canina. Confira agora os desdobramentos promovidos pela ARCA Brasil e as mudanças que você pode ajudar a promover:

Na pauta da organização há pelo menos uma década, a discussão sobre os caminhos e opções para o frear o avanço da Leishmaniose Visceral (entenda a doença) foi intensificada nos últimos três anos. Por acreditar que o envolvimento da classe veterinária é fundamental para equacionar o mal, a ARCA apresentou informações técnicas de ponta para veterinários de todo o país durante o 3º Seminário Veterinário Solidário, realizado no último dia 17 de setembro.

No entanto, embora o posicionamento da classe médica seja essencial, o envolvimento de toda a população será decisivo para dar um basta nos desmandos governamentais no enfrentamento dessa doença, cujos casos só aumentam. A ARCA Brasil deu novo rumo à mobilização ao divulgar o tema em grandes veículos de comunicação. No mês de setembro a proibição do governo de tratar os cachorros infectados foi notícia no Correio Brasiliense, Diário de S. Paulo, portal UOL, O Estado de S. Paulo, site Último Segundo, Correio Brasiliense, Gazeta do Povo, Hoje Notícia, Repórter Diário, Cruzeiro do Sul, Diário de Pernambuco, site Hoje em Dia, Revista In e A Tribuna.

 “Foi de grande relevância a divulgação do tema na mídia. Jornais importantes do país me procuraram para ouvir sobre a Leishmaniose, por isso, creio que a ARCA está no caminho certo.” diz Vitor Ribeiro, professor de veterinária da PUC-MG e palestrante do 3º Seminário Veterinário Solidário. Vitor foi uma das principais fontes nas reportagens.

No mesmo contexto, a ARCA Brasil prepara uma nova mobilização em oposição à portaria nº 1.429/2008 e mudar a forma como o Governo encara a doença. A qualquer momento, solicitaremos a sua adesão, que será determinante para esta questão crucial!  
 

O que você pode fazer:

- Mantenha o animal dentro de casa ao entardecer. Não leve o cão para áreas consideradas endêmicas. Coloque telas nas janelas e no canil, espalhe vasos de citronela pelo quintal.

- Use a coleira repelente (no momento a única disponível no mercado é a Scalibor®), que dura de quatro a seis meses e é eficaz para repelir o vetor, um mosquito menor que um grão de arroz. Seu custo não chega a R$ 8 por mês.

- Denuncie e combata o desmatamento de áreas verdes em seu município, esse é um dos fatores que contribui para a proliferação dos mosquitos nas áreas urbanas.

- Fiscalize e exija que sua prefeitura execute o programa de controle do mosquito transmissor, não os cães de forma isolada. Isso inclui a poda de árvores e arbustos, recolhimento das folhas, controle da exposição de matéria orgânica (lixões, aterros sanitários, granjas e terrenos baldios) e detetização. Abaixo-assinados dirigidos às autoridades e imprensa são um meio eficaz de unir os vizinhos nesse combate.

- Vacine seu cão. A vacina Leishmune® (www.fortdodge.com.br ) e a Vacina Leish-Tec® (www.hertapecalier.com.br ) tiveram sua utilização autorizada no Brasil. Após teste sorológico para comprovar que o animal está negativo, são necessárias a aplicação de três doses, com intervalo de 21 dias (no caso da Leishmunune®). A partir de então o reforço é anual (consulte o seu veterinário).

- Se o exame oferecido pelo governo apresenta resultado positivo mas o cão não apresenta sintomas, financie um novo teste para o animal em laboratório particular.

Confira a entrevista sobre Leishmaniose com Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil, para a rádio CBN no dia 04 de outubro de 2008:

 

 

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