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Outubro 2008

Rabichos

Estilo e atitude pelos animas na Jonny Size, grife do vocalista do grupo “O Rappa”

Nada como vestir-se com bom gosto e ainda contemplar uma causa digna dos mais altos ideais. Essa é a proposta da grife Jonny Size, que chega ao mundo da moda  acompanhada das bandeiras de Marcelo Falcão, vocalista da banda O Rappa. “Hoje a marca tem como símbolo nosso querido elefante, que significa força, família e respeito”, explica o músico. De acordo com ele, essa simbologia vinda da África remete ao respeito, pois o paquiderme é um animal que protege sua cria, batalhador, que tem sabedoria e conquista seu espaço pacificamente.

E para não ficar apenas no mundo dos conceitos, a grife ingressou no programa Selo Empresa Amiga dos Animais®. “Poucas marcas de moda se preocupam com questões ambientais e sociais. A parceria com a ARCA vem quebrar esse paradigma”, diz Falcão, que pretende participar de campanhas junto à entidade e divulgar suas ações aos fãs e consumidores. O selo estará presente em todos os materiais de comunicação da Jonny Size e garantirá uma contribuição mensal importante para a continuidade dos trabalhos da entidade em prol dos animais.


Duas chimpanzés podem ter direitos reconhecidos pelo STJ

As irmãs Megh, 3, e Debby, 4, disputam incansáveis o carinho dos pais. Principalmente quando a irmã Joyce, 27, está perto. É um tal de pular, gritar e jogar coisas nos outros. Nem precisava. As duas são objeto de atenção total da família, desde que foram adotadas no final de 2004. A competição entre irmãs seria normal se a pequena dupla não fosse de chimpanzés.

No sítio em Ibiúna (70 km de São Paulo), elas vivem como gente. Foi na condição de "quase humanas" que se tornaram objeto de ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde será julgado habeas corpus em benefício "das meninas", como a família se refere às primatas.

Para o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, 48, bichos não são sujeitos de direito, mas, sim, a pessoa humana. "Não me parece que o habeas corpus seja o mecanismo jurídico apropriado nessa discussão. É uma medida adotada com a intenção de sanar um constrangimento imposto a um ser humano. Ou seja, seu destinatário final é alguém, não um bicho."

Indiferentes à polêmica jurídica que a ação desencadeou desde que a desembargadora Alda Bastos, do Tribunal Regional Federal, determinou que elas fossem devolvidas ao habitat natural, Megh e Debby se divertem em um playground de 600 m2.

O lugar, que mais parece um parque de diversões, foi construído para abrigá-las pelo empresário Rubens Fortes, que se apaixonou pelas chimpanzés quando ficaram sem casa depois da interdição do Paraíso Perdido Park, zoológico de Fortaleza onde nasceram.

A rotina tão próxima à dos humanos torna a situação legal de Megh e Debby complexa. Devolvê-las à natureza, como determina a desembargadora, seria sentença de morte. "Esses animais não têm a mínima condição de serem introduzidos na natureza. Vão morrer. Vivem em situação humanizada e nasceram em cativeiro", explica Antônio Ganme, coordenador da divisão de fiscalização de fauna do Ibama.

O imbróglio é maior pelo fato de os primatas não serem nativos da fauna brasileira. O biólogo Luiz Fernando Padulla, que fez parecer apresentado à Justiça sobre o caso, conta que soltá-las na natureza é inviável: "A ação colocaria a vida delas em risco e causaria desequilíbrio ecológico, já que são naturais das florestas africanas com patologias específicas e necessidades alimentares diferenciadas da selva".

O habeas corpus foi uma saída extrema do empresário, que não mede esforços para manter os animais por perto. Há um ano e meio, as chimpanzés vivem em um santuário, como são chamados os criadouros de animais exóticos autorizados pelo Ibama.

A decisão do TRF saiu quando a dupla já estava no santuário Caminhos da Evolução, que naquele momento ainda não havia sido autorizado pelo Ibama.

"O santuário de Ibiúna hoje é credenciado pelo GAP e está homologado pelo Ibama. Essa decisão judicial não faz o menor sentido", afirma Pedro Ynterian, presidente do GAP International (Great Ape Project), sigla em inglês para Projeto dos Grandes Primatas, como é conhecido no Brasil. "Estamos provocando a Justiça brasileira para que ela confirme que os chimpanzés têm direito constitucional à vida."

A alegação é a de que eles têm 99,4% do material genético humano, mesmo sangue, são seres inteligentes e vivem em comunidade. "Só não sabem falar. Também não tem humano que não sabe falar?", provoca Pedro.

Fonte: Folha de S.Paulo

Leia reportagem integral no site da Folha de S.Paulo

Entenda a questão dos animais silvestre e exóticos


Maior evento eqüestre do planeta não se esquece dos animais

 

A final do Global Champions Tour, maior evento de equitação do mundo, será realizada na Sociedade Hípica Paulista, em São Paulo, de 15 a 19 de outubro, marcando definitivamente o Brasil no circuito internacional de hipismo. O Athina Onassis International Horse Show quer repetir o sucesso da primeira edição, no ano passado, quando foi eleito a melhor etapa do torneio. 

Neste ano, a competição contará com 65 cavaleiros de 20 países e, dentre esses, os 25 que atingiram a melhor pontuação durante o ano disputarão o prêmio de US$ 2.798 milhões, o maior da história do hipismo. Nesse esporte, são dadas todas as garantias no sentido de permitir que o cavalo – chamado de atleta – atinja altas performances sem, no entanto, utilizar de qualquer artifício ou maus-tratos.

Os investimentos atingem R$ 14 milhões, cifras que incluem a produção e organização da prova, com cuidados especiais aos animais, como transporte em aviões adaptados, alterações na estrutura do hipódromo, reforço nas cocheiras e tratamento do gramado.

Originalmente programado para os dias 08 a 12 de outubro, o AOIHS foi adiado devido ao registro de um caso de mormo em Santo André, doença que ataca eqüinos e tem alta taxa de mortalidade. Houve uma hesitação por parte do Ministério da Agricultura da União Européia em liberar os animais vindos de diversos países para integrar o torneio, situação resolvida favoravelmente.  

Desde o ano passado, quando houve o primeiro evento, a causa animal é beneficiada com o apoio dos organizadores à ARCA Brasil, que vê como exemplo positivo o excepcional tratamento dado às principais estrelas, os cavalos. Além do acompanhamento individual por veterinários, o torneio obedece regras rigorosas de bem-estar, supervisionadas pela Federação Eqüestre Internacional (FEI) e pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH).

Volta pra casa: pingüins que apareceram no Nordeste voltam à Patagônia

Pela primeira vez na história chega um número tão grande de pingüins à costa do Nordeste brasileiro: cerca de 1600. Pelo menos 400 puderam voltar para terras frias ao serem devolvidos ao mar da cidade de Rio Grande (RS), no último dia 04 de outubro. Eles apareceram no litoral dos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba durante o inverno, e precisam ser levados ao seu habitat de origem, a Patagônia, na Argentina.

Para isso, as autoridades do Ibama os colocaram em uma corrente marítima na Praia do Cassino (RS), que leva até o Estreito de Magalhães, de onde saíram. Os pingüins foram vistos por muitos curiosos, que fotografaram os animais de aproximadamente 55 centímetros sendo lançados ao mar.

Quando chegaram às praias nordestinas, depois de nadar mais de 3 mil quilômetros até chegar à região, as aves foram levadas por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), de Salvador até a cidade de Pelotas (RS). Depois disso, foram colocadas em caixas especiais para transporte de animais e um caminhão as levou até o Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), na cidade de Rio Grande, onde foram alimentados e readaptados. Essa foi a maior hospedagem da história do órgão.


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