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Questões Frequentes

Quer saber como denunciar maus-tratos ou o que fazer diante de um animal abandonado? Onde castrar seu animal por um preço reduzido e como conduzir problemas com o seu condomínio?
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Dezembro de 2008

Rabichos

Fogos e abandono: saiba como prevenir contra os vilões do final de ano

Os festejos de fim de ano sugerem a oportunidade de momentos felizes para os homens, porém, para os animais de companhia, é uma temporada de perigos e sofrimento. O ouvido aguçado dos cães e gatos, com capacidade auditiva muitas vezes superior a nossa, faz dos rojões uma grande tormenta. Muitos fogem, engrossando o abandono recorde dos bichos nesta época, ou são deixados por famílias que, simplesmente, traem a confiança daqueles que são verdadeiros símbolos da fidelidade.

Confira as sugestões da ARCA Brasil para evitar os problemas para os peludos durante as festas de final de ano. Caso for viajar, veja as dicas para encontrar um lugar confiável onde deixá-los:

Fogos: para amenizar a sensibilidade ao barulho

1. Existe a opção do uso Florais de bach, que deve começar uma semana antes das festividades. As essências são: aspen + cherry plum + mimulus + rock rose + white chestnut + rescue.
(Custam em média R$ 15 reais)
Mais informações:
Deolinda Eleutério
Terapeuta Floral - CRT 26715
Atendimento gratuito após 19:30h - (11) 2275-8629 

2. Antes do início dos fogos, acomode os seus animais em ambiente protegido e seguro dentro de casa, ou numa área externa em que eles fiquem isolados dos perigos. Verifique se muros, cercas e portões encontram-se em bom estado e são suficientes para impedir a fuga do seu animal, mesmo que ele esteja apavorado.

3. Coloque uma coleira com plaqueta de identificação no pescoço do seu cão ou gato, importante para achá-lo no caso de fuga. A coleira do gato deve ser elástica, para que não haja risco de enforcamento ao se prender a um galho ou outro objeto. A plaqueta deve conter o número do seu telefone (residência e celular).

4. Em muitos municípios brasileiros, a identificação do animal pode ser feita nos CCZs (Centros de Controle de Zoonoses). Ao registrar o animal, ele ganhará uma plaqueta com o número de inscrição.

5. Nunca deixe seu animal preso em corrente, pois na hora do pânico ele pode se machucar ou se enforcar. Lembre-se também de que ele precisa ter liberdade e fazer exercícios diariamente.

6. Se tiver mais de um cão, evite deixá-los juntos por precaução. Na hora dos fogos, excitados pelo barulho, podem brigar e se ferir gravemente.

7. Ofereça alimentos leves ao seu animal antes dos fogos. Distúrbios digestivos provocados pela agitação e pelo pânico podem levá-lo à morte.

8. Consulte o seu veterinário de confiança para saber sobre algumas medidas que podem tranqüilizar seu bichinho nessas ocasiões, como tampões de ouvido e calmantes. Mas lembre-se: nunca dê medicamentos ao seu cão ou gato sem a indicação veterinária.

9. Se você mora em apartamento, verifique se as telas de proteção das janelas estão firmes e seguras;,evite deixar as janelas escancaradas, sobretudo se você tem gatos e se não estiver em casa à meia-noie do dia 31.

Viagens sem seu bicho: escolha um bom lugar para deixá-lo

Hotéis para animais

  1. Busque lugares que tenham boas referências e indicações de amigos e conhecidos.
  2. Verifique se os espaços onde os animais ficam são limpos e bem cuidados.
  3. Procure perceber se os funcionários do local gostam dos animais.
  4. Marque um horário para visitar e conhecer o hotel e chegue um pouco antes para ver a reação de quem trabalha no estabelecimento (se pedem para você aguardar um pouco antes de entrar no espaço para arrumar possíveis bagunças).
  5. Para cães - principalmente os de grande porte - o recomendável é que fiquem em espaços grandes, separados por divisórias.
  6. É importante que o local mantenha pelo menos uma atividade fora do espaço de confinamento ao dia, como passeio, brincadeiras e natação, entre outros.
  7. Tenha certeza de que seu animal está com todas as vacinas em dia (raiva e V8 ou V10) e vermifugado antes de enviá-lo, pois ele estará em contato com muitos outros bichos.
  8. Gatos: é preferível que ele fique em casa e receba cuidados de alguém no local. Os felinos são conhecidos por se ressentirem a mudanças de ambiente.

Dog/cat sitter (pessoa paga para cuidar do animal na casa dela ou para visitá-lo duas ou mais vezes por dia em sua própria casa - e passear com ele, no caso dos cães) 

  1. É extremamente importante ter referências e, claro, confiança na pessoa que vai ficar com o seu amigo de quatro patas.
  2. As mesmas precauções em relação aos hotéis valem na hora de contratar os serviços dessas pessoas.
  3. E os caminhos para encontrar um dog e cat sitters vão desde o site de relacionamentos como o Orkut até classificados de internet e de jornais. Também é válido consultar o seu veterinário e pet shops.

Amigos e parentes

1. Ao deixar seu companheiro com um amigo, tenha certeza de que a pessoa se sente bem com a presença do animal.

2. Escreva em um papel instruções sobre a alimentação e a saúde dele, telefone do veterinário que costuma atendê-lo e dinheiro para o caso de alguma emergência.

3. Ele pode ficar acomodado tanto na casa de quem vai cuidar dele como na sua própria casa. O ideal é que a pessoa o visite duas vezes por dia para alimentá-lo e passear com ele (lembre-a de usar guia e coleira com plaqueta!).

4. Combine com a pessoa e cumpra à risca a quantidade de dias que ficará fora.


Lei Arouca: o momento é de coesão

A matéria "Lei Arouca: um atraso para o país?" recebeu o maior número de comentários dos leitores na última edição do Notícias da ARCA. Essa demonstração de interesse para um tema tão difícil pode ser a esperança na busca de opções para o que diz a norma.

Existe para a causa animal uma luta mais ou menos importante? Não, mas certamente há temas mais complexos que requerem maior preparo de seus defensores. Infelizmente não se mudam conceitos e políticas tão arraigados somente com boas intenções e valores humanitários. "Todos os esforços para por fim ao sofrimento e maus-tratos são legítimos e urgentes, mas exigem uma coesão entre os grupos envolvidos na causa animal", aponta Marco Ciampi, da ARCA Brasil.

Neste ano em que a utilização de animais em circo ganha destaque – o assunto contou com a defesa de muitas entidades de proteção animal, mídia e até audiência pública – a lei que autoriza o uso de animais em pesquisas e ensino foi sancionada pelo presidente Lula, após 13 anos de espera. Teria faltado uma melhor organização do movimento em defesa dos bichos com propostas e soluções para a norma?

Entendendo a questão
Nesse exato momento a lei (n.º11.794) já está em vigor e aguarda a regulamentação. São 180 dias para que sugestões e alterações sejam feitas e o prazo termina no dia 09 de abril de 2009.

“Talvez essa discussão permita incluir mecanismos que dificultem a vivissecção nos moldes como os cientistas estabeleceram. É o momento de se fazer uma leitura crítica da lei e anotar, ponto a ponto, os tópicos que mais nos afligem. Refletir bem sobre ela, para depois montar uma estratégia de ação” pontua o promotor de justiça Laerte Levai.

Seguindo o conselho do grande promotor de justiça, apontamos - com base em estudos, leituras e entrevistas - quatro pontos para as reivindicações:  

1. Vetar a vivissecção realizada por alunos menores de idade que cursam o ensino médio na área biomédica, fazendo valer a lei nº.638 que proíbe essa prática.  
2. Subsídios para a implementação de métodos substitutivos, como manequins, software’s, entre outros.
 3. Definição de protocolos específicos para a analgesia e, quando necessário, a eutanásia, de forma a evitar qualquer tipo de sofrimento ao animal.
4. Uma reforma na estrutura do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONSEA), que nos moldes da lei recém-aprovada é formado praticamente por indivíduos e cientistas que abrangem apenas um lado dos interesses.

Esse é um pontapé inicial lançado da ARCA para que a esperança não termine em indignação. O momento pede organização e articulação.
Utilize o espaço de comentário abaixo e escreva para nós com o seu ponto de vista ou simplesmente com a disposição de se envolver nessa luta!


- Íntegra da Lei Arouca - n.º11.794



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Obs.: Seu comentário, ou partes dele, poderão ser utilizados, com os devidos créditos, nos veículos e eventos da ARCA Brasil.


Presenteie o seu pet!

Pensar no seu bichinho de estimação durante as compras de natal também faz parte do espírito natalino, mas antes de sair por aí comprando tudo, pense que esse querido amigo(a) não escreve listinha de desejos e o que parece muito legal para você, pode não significar o mesmo para ele.

Tendo em mente o bom senso e o bem-estar animal, escolhemos alguns itens para presentear o seu melhor amigo:

Você sabia que um cachorro muito grande pode desenvolver problemas de articulação e sentir dor ao beber água em um recipiente no chão? Por isso existem bebedouros com alturas reguláveis pra prevenir doenças e sofrimento.

O seu gatinho arranha tudo o que encontra pela frente? Essa é uma das desculpas usadas por algumas pessoas para abandonar seus bichinhos. Embora essa seja uma característica dos felinos, você pode preservar seus móveis sem deixar de lado a natureza do bichano com as soft claws, capinhas que envolvem as unhas do bichinho sem prejudicar a saúde dele (conheça outras maneiras de mudar esse hábito). 

Uma bolinha ou brinquedo, indestrutíveis e grandes o suficiente para não serem engolidos, podem ser fundamentais nos momentos em que o seu amigo de quatro patas estiver sozinho. Especialmente quando pulam ou fazem barulhinhos, esses objetos oferecem distração para afastar o tédio e as idéias destrutivas.

Se você quer que o seu companheiro peludo participe dos prazeres da ceia, existem padarias especiais para cães e gatos, com bolos, pães e outros alimentos para essas espécies. Não o deixe comer as guloseimas humanas, pois os níveis de sal e açúcar dessas comidas são prejudiciais para saúde deles e podem até ser tóxicos, como é o caso do chocolate.

Existem ainda presentes e mimos que não custam nada para o seu bolso e fazem toda a diferença:

  1. Carinho, atenção e brincadeiras: ofereça mais que comida e um teto, atenção e carinho farão seu animal mais feliz. Lembre-se que um afago, alguns minutos do seu tempo são preciosos para o seu bicho.
  1. Passeios: o cachorro necessita de passeios diários, às vezes mais de uma vez por dia, de acordo com a raça. Não esqueça a coleira, a guia e a placa de identificação.

Cachorro encontra bebê em lixeira

Mesmo sem aparecer por muito tempo no vídeo, foi um vira-lata que salvou a vida de um bebê recém-nascido abandonado dentro de uma lixeira no Guarujá – litoral de São Paulo.

 


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