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Janeiro de 2008

Rabichos

S.O.S. Santa Catarina: Solidariedade e doações da ARCA fazem a diferença

Quando o grande caminhão carregado de mantimentos estacionou em frente ao consultório veterinário em Balneário Camboriu, SC, no dia 23 de dezembro, parecia que a visita do Papai Noel fora adiantada. “Levei até um susto quando vi o tamanho da carreta. Tinha bastante coisa para os animais, tive que reservar uma sala para guardar tudo”, relembra com alegria Márcia Bezerra, médica veterinária responsável pelo recebimento das doações.

O sorriso justificou-se pelas mais de três mil doses de vacinas (V-11 e raiva) recebidas, além de vermífugos, antibióticos, vitaminas e quase 400 kg de ração. Esse volume expressivo foi arrecadado pela ARCA Brasil – responsável pela mediação e articulação entre todos envolvidos – nos dias que se seguiram a tragédia. 

Após as enchentes Santa Catarina se depara com um velho problema da causa animal – o abandono. Diante desse cenário, a Dra. Márcia confiou grande parte das doações para a ONG Viva Bicho, que já abrigou mais de 100 animais em Comburiu, desde novembro passado.  “Os primeiros resgates só puderam ser feitos 24 horas depois. Muitos animais morreram afogados, outros foram abandonados e as famílias que perderam tudo, não têm como comprar ração ou medicamentos, por isso as doações vieram no momento certo”, comemora Maria Rejane Medaglia, presidente da ONG Viva Bicho.

Além de retirar os animais dos locais de risco, abrigá-los e alimentá-los, graças as doações a Viva Bicho, em parceria com a Dra. Márcia, pôde oferecer atendimento veterinário e vacinas em maior número, inclusive para combater o surto de cinomose que atinge a região.  

Personagens
A situação transformou pessoas comuns em grandes personagens. As demonstrações de respeito e compaixão emocionaram a nossa veterinária, mas uma história em especial a marcou. “Um casal de idosos chegou ao abrigo com uma cadelinha, em meio a muita confusão, traziam no colo a Chiquinha, uma vira-lata que sofre de cinomose e exige maior cuidado e atenção dos donos”, relatou a Dra. Márcia.

Mesmo diante de tanta dificuldade – dona Teresinha é deficiente visual e o senhor Napoleão Aparício, vítima de Alzheimer – eles não pensaram em abandonar o animal. No abrigo ganharam um quarto adaptado e uma caminha especial para Chiquinha. Hoje ela recebe atendimento gratuito, alimentação doada e muito carinho, tudo para agradar a mascote da família.


Dia 26/11 no abrigo, adaptaram um quarto para família

Dia 12/01 Sr. Napoleão, Dra. Márcia, Chiquinha e dona Teresinha

Crédito: Arquivo pessoal Dra. Márcia Bezerra

A solidariedade e o trabalho em equipe estão fazendo a diferença em municípios de Santa Catarina. Uma situação que pede cada vez mais atenção das autoridades e entidades de proteção animal, para que em momentos como estes possam atuar de maneira coesa e organizada.

O resultado positivo desta operação é fruto de uma bem-sucedida articulação entre a ARCA Brasil, o Núcleo de Zoonoses de Itajaí; Associação Protetora de Animais de Blumenau (Aprablu), ONG Viva Bicho; das veterinárias Márcia Bezerra (*) e Eliane Gierus, Marilena Turra (coordenadora da Gerência em Saúde); Regina Scremin
(da TSA- Transportes Scremin e Armazenagem Ltda); Mega Consultoria Contábil e Fiscal; Daniel Pioli e todos os colaboradores da ARCA Brasil que se mobilizaram para arrecadar mantimentos para os animais.

 

*A ARCA Brasil não poderia deixar de enaltecer e atuação solidária da Dra Márcia Bezerra. O empenho dessa profissional em prol das vítimas em Santa Catarina eleva a classe veterinária ao patamar de maior aliado na busca do bem-estar dos animais em nosso país.


Vida no zoológico está matando elefantes, diz estudo

Pesquisadores compararam a duração da vida de elefantes em zoológicos europeus com aqueles vivendo no Parque Nacional Amboseli no Quênia e outros trabalhando em uma madeireira em Mianmar. Os animais que viviam livres ou em contato com a natureza viveram o dobro ou mais que seus parentes nos zoológicos.

Os pesquisadores encontraram que o tempo de vida de um elefante africano dura em média em zoológicos europeus 16,9 anos, comparados aos 56 anos para os elefantes que morreram de causas naturais em Parque Nacional Amboseli. Para os ainda mais ameaçados elefantes asiáticos, a média de idade nos zôos europeus ficou em 18,9 anos, comparados aos 41,7 anos daqueles que trabalhavam em madeireiras de Mianmar.

"Um dos resultados mais surpreendentes" foi que os elefantes asiáticos nascidos em zoológicos têm a vida mais curta que os elefantes asiáticos trazidos da natureza, acrescentou em uma entrevista transmitida pela revista Science, que publicou os resultados da pesquisa.

"Proteger os elefantes na África e na Ásia é mais eficiente que colocá-los em zoológicos." disse uma das autoras do estudo, Georgia J. Mason, da Universidade de Guelph, no Canadá. De acordo com a cientista, zoológicos normalmente não têm os espaços amplos aos quais os elefantes estão acostumados na natureza, e que animais de zoológico normalmente estão sozinhos ou em pequeno número, enquanto na natureza andam em grandes grupos de até 12 animais.

O estresse e a obesidade são provavelmente os fatores responsáveis pelas mortes, afirmou Ros Clubb e seus colegas da Sociedade Real Britânica para a Prevenção de Crueldade contra Animais. "Nos zoológicos, o bem estar dos elefantes africanos (Loxodonta africana) e asiáticos (Elephas maximus) é motivo de preocupação", escreveram os pesquisadores na edição de sexta-feira do periódico Science.

"Infanticídio, herpes, tuberculose, manqueira, infertilidade e comportamento estereotipado predominam. As populações de elefantes mantidos em zoológicos não são sustentáveis sem importações".


Fontes: Associated Press e Reuters.


Bóris, primeiro cão-guia a entrar no Metrô de SP, se aposenta

O labrador marrom Bóris, que em 2004 abriu caminho na Justiça para deficientes visuais terem o direito de entrar no Metrô de São Paulo com seus cães-guias, se aposentou aos dez anos de idade.

Após nove anos de serviços prestados à sua dona, a advogada Thays Martinez, de 34 anos, Boris, dará a vez a outro labrador, chamado Diesel, de um ano e sete meses.

A advogada e Bóris ganharam destaque pela primeira vez em 2000, quando seu então cão-guia foi impedido de entrar na estação Marechal Deodoro do Metrô. A advogada formada pela Universidade de São Paulo entrou com uma ação judicial contra o Metrô. 

Em 2006, Thays obteve vitória no Tribunal de Justiça de São Paulo, onde ela fez a própria defesa com Bóris ao seu lado e garantiu acesso de cães-guia ao Metrô. Enquanto o processo tramitava na Justiça, Thays conseguiu a aprovação de duas outras leis, uma  estadual 10.784, de 2001,  e outra federal, a 11.126, de 2005, que garantem o acesso de cães-guia a locais públicos.   

A lei estadual foi, em 2008, absorvida pela lei 12.907, que consolida a legislação relativa à pessoa com deficiência no estado de São Paulo. O transporte de animais no Metrô é proibido. A única exceção diz respeito a deficientes visuais conduzidos por cães-guias, autorizados pela lei estadual. Quando for para o Metrô, Diesel não precisará passar pelo transtorno a que se sujeitou Bóris, quando cães-guias eram proibidos dentro das composições. A primeira viagem deverá ocorrer na próxima semana.

"Quando peguei o Metrô pela primeira vez com o Bóris, tinha expectativa de que não ia acontecer nada e tivemos de enfrentar uma série de obstáculos. Agora, com a aprovação da lei tenho certeza de que com o Diesel não vai ter nenhum problema", afirmou.

Leia a matéria na íntegra

Fonte: Portal G1


Audio-visual: campanhas publicitárias inusitadas provocam e promovem a proteção animal pelo mundo

A comunicação e informação são primordiais para acabar com o sofrimento dos animais. Veja os caminhos, algumas vezes bem-humorados e em outras muito tristes, que algumas ongs internacionais escolheram para transmitir suas mensagens pelo mundo:


1) "As crianças de hoje em dia"

Organização: SPEC (Societé Protectrice Animaux).



2) “Ele nunca vai te abandonar”


Organização: União Zoófila.



3) “Quando a novidade se vai, você não pode simplesmente desligá-la”

Organização: ASPCA (The American Society for the Prevention of Cruelty to Animals).

 

4) "Abra os seus olhos"


Legendas:

As peles parecem fantásticas, até você abrir os seus olhos.

Organização: Respect for animals.



5) “Pense duas vezes antes de ter um animal de estimação”


Organização: Animal Protection Amsterdam.

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