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Pelos ao vento
Viajar com os animais é uma opção crescente, mas nem sempre isso é possível. Veja aqui algumas idéias sobre o que fazer com seu melhor companheiro em tempos de férias
Janeiro, muita gente em férias ou fora por alguns dias, em visita a parentes e amigos. O que fazer com os membros de quatro patas da família é uma questão que surge nos momentos que precedem a saída de casa. Abordada no primeiro dos 10 Mandamentos da Posse Responsável, a situação – que muitas vezes fica para última hora – deveria ser prevista quando assumimos o compromisso de levar um animal para casa.
O abandono, atitude injustificável mas covardemente praticada por alguns, é crime (artigo 32 da Lei 9.605/98 dos Crimes Ambientais). Deixar o bicho sozinho em casa por mais de dois dias, mesmo com alimento e água suficiente, tampouco é correto. O animal sofre com a solidão e fica suscetível a doenças, acidentes e fugas (muitas vezes causadas pelo terror com fogos, crianças da vizinhança, etc.).
Jeitinho Brasileiro
Há várias soluções para o dilema. Uma delas tem a ver com o lado bom do “jeitinho brasileiro”, a informalidade característica de nosso povo. De repente, um vizinho próximo e amante dos animais pode estar disposto a tomar conta do seu companheiro enquanto você estiver fora. No entanto, leia, antes de confiar seu animal ao vizinho.
“Se conseguimos criar uma rede de solidariedade entre vizinhos e amigos, um ajuda o outro, e estará formada uma confraria da boa vontade. Os ‘gateiros’ são bastante organizados nesse sentido, mas todos podem fazê-lo”, propõe Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil.
Embora em número insuficiente, há também os hotéis para animais, que recebem os bichinhos enquanto seus donos passeiam. Com empenho, é possível achar uma vaga nessa época, mas convém visitar o local antes. Saiba como fazer sua escolha. Outra saída são os dog e catsitters, pessoas que cobram uma taxa para cuidar e fazer companhia aos peludos enquanto a família está ausente. Veja como reconhecer e selecionar esses profissionais.
Pelos ao vento
Por outro lado, levar o bicho junto na viagem geralmente é mais fácil do que parece. O número de estabelecimentos que aceitam animais que viajam com a família tem aumentado. O Guia 4 Rodas - Viagens Com seu Cão, trás roteiros com essas opções.
Quanto aos famosos enjôos durante as viagens de carro, podem ser amenizados aumentando a ventilação e com o uso de medicação adequada específicos (consulte seu veterinário). Paradas periódicas para alimentação, água e as necessidades básicas são essenciais.
É muito importante que o animal esteja com todas as vacinas em dia e usando coleira e plaqueta, para o caso de se perder. Procure saber se o seu destino é foco de Leishmaniose ligando para um veterinário local ou consultando. Se a resposta for afirmativa, tome medidas preventivas para salvar seu animal da contaminação.
Vai viajar de ônibus, avião ou navio? (veja aqui mais informações)
Esqueceram de mim...
Além de multas e prisões, o abandono pode gerar até retornos precipitados de viagens. Ficou notória no ano passado a história do casal que teve suas férias interrompidas por ter esquecido o gato da família preso do lado de fora da janela do apartamento. O acontecimento ganhou destaque em rede nacional e serviu para ilustrar essas desatenções que se repetem todos os anos.
Denunciar essas ocorrências é uma das principais formas de impedir que aconteçam (veja como fazer).
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