Fevereiro de 2008
Rabichos
Uma vida dedicada aos animais
Irvênia Prada, um dos maiores nomes da veterinárias no país, comemora 70 anos em fevereiro
A Dra. Irvênia Prada, Veterinária Solidária Honorária comemora 70 anos e a proteção animal comemora junto! Foram décadas que essa sensível profissional dedicou à saúde e bem-estar dos animais e à defesa desses seres com quem o homem divide sua existência no planeta.
A trajetória de Irvênia se destaca pela ousadia em buscar novos caminhos e superar paradigmas. Ela foi a primeira de uma família humilde na cidade de Itobi (SP) que decidiu vir morar em São Paulo, em uma pensão, para cursar veterinária na Universidade de São Paulo (USP). Foi a primeira veterinária mulher a concluir um doutorado no país, em 1970.
Para escrever sua tese, situada na área de anatomia animal, teve trabalho dobrado: “Ela escondeu a terceira gravidez até o quinto mês, ou seja, até defender o doutorado. O orientador não queria que tivesse mais filhos dizendo que iria arruinar sua carreira.”, narra Cristiana Prada, filha de Irvênia e também veterinária.
Casada com Flávio Prada, renomado professor de nutrição da FMVZ-USP, ex-presidente pro-tempori do CRMV-SP, Irvênia é mãe de quatro filhos, dos quais seguiram sua carreira. Cristiana, com quem a ARCA conversou, é presidente da Pró-Carnívoros, respeitada organização que atua pela conservação desses mamíferos e seus habitats. O marido dela, Aulus Carciofi, também é veterinário e professor da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP-Jaboticabal).
Quem foi aluno de Irvênia na USP, não poupa elogios. “Ela foi minha professora de anatomia 1991 e suas aulas eram excelentes. Me impressionei de cara com sua postura em relação aos animais, seu respeito e amor. Foi maravilhoso tê-la como professora já no primeiro ano, foi um importante estimulo para seguirmos em frente”, conta Rosângela Ribeiro, responsável técnica da ARCA Brasil e professora da Universidade Anhanguera.
“Ela é um ser humano iluminado, que nos encoraja a mudar e a pensar diferente em relação à vida e aos animais, nos mostrando que é possível agir diferente que a maioria, que é possível ser extremamente competente mesmo não aderindo aos métodos ortodoxos de ensino e pesquisa”, completa Rosângela.
Entre os frutos plantados pela médica durante a vida estão dois livros: “A Questão Espiritual dos Animais” e “A Alma dos Animais. Uma Abordagem Acadêmica”. As obras falam da principal questão defendida cientifica e religiosamente pela veterinária: de que os animais são seres sensíveis e sencientes, ou seja, sentem dor e sofrem como os seres-humanos.
E quem está pensando que a idade intimidou a aniversariante, errou completamente! Além de nadadora, ela é professora emérita da USP, continua defendendo ativamente os animais, é espiritualista atuante e participa de palestras e debates sobre religião e defesa animal.
À Irvênia, a equipe ARCA Brasil deseja toda a felicidade que ela merece, como ser humano por seu exemplo de vida e de amor pelos animais.
Para conhecer mais o pensamento de Irvênia Prada, acesse http://www.arcabrasil.org.br/noticias/301105_irvenia.html
http://www.arcabrasil.org.br/noticias/0807_congresso.html
Porto Alegre (RS) cria órgão para cuidar de animais
Em fevereiro de 2009 Porto Alegre deu um passo à frente no avanço das relações entre homens e animais. A partir deste mês o município passou a contar com uma Coordenadoria do Bem-Estar Animal. O novo órgão, vinculado ao gabinete do prefeito, terá como foco o desenvolvimento de políticas específicas para os animais, assim como, ações para o controle populacional de cães e gatos.
De acordo com José Fogaça, prefeito da cidade, uma das causas que estimularam a criação do departamento é o fato de não haver uma legislação específica que responsabilize os culpados pelos problemas envolvendo animais. “Para a Secretaria Municipal da Saúde, o animal só é visto pelo âmbito da doença que ele poderá trazer ao ser humano, assim é feita castração e eutanásia. Com a coordenadoria a situação será analisada por outros lados, como o social e ambiental”, afirma ele.
A educação ambiental e as ações para a posse e adoção responsável dos animais domésticos também serão desenvolvidas pelo novo departamento. O decreto que institui a coordenadoria prevê ainda a ampliação de iniciativas contra a comercialização irregular de animais.
Iniciativa semelhante em Florianópolis (SC) tem 4 anos
Desde janeiro de 2005, está em funcionamento a Coordenadoria do Bem-Estar Animal em Florianópolis (SC). O órgão é vinculado à Secretaria Municipal da Saúde.
Segundo Maria da Graça Dutra, idealizadora da coordenadoria e atual diretora, o objetivo desse serviço é solucionar os problemas relacionados aos animais de forma concreta a curto, médio e longo prazo. Em quatro anos foram realizadas mais de 16 mil cirurgias de esterilização e campanhas educativas. De acordo com a diretora, a conscientização da população também é uma das maiores conquistas do projeto: “Reduziu-se drasticamente o número de animais abandonados com esse trabalho”, comemora.
Fonte:
Adaptado do Correio do Povo, texto de Mauren Xavier.
Proteste contra a indústria de peles na China
A indústria de peles é conhecida mundialmente por sua crueldade e atrocidades contra os animais. A maior parte dos “fazendeiros de pele” do mundo está concentrada na China. Para se ter uma idéia, o país fornece mais de 50% das peles compradas nos Estados Unidos, o maior consumidor do mundo. Um dos pontos mais críticos dessa situação é que o governo chinês não tem leis que regulamentem a criação de animais para extração de pele, o que faz com que os “produtores” se comportem da maneira que bem entendem e que os animais envolvidos tenham vidas miseráveis e mortes horrendas.
A insatisfação sobre os abusos contra os animais na China tem gerado freqüentes protestos e boicotes globais (confira). Com a intenção de aumentar o coro de descontentamento, o grupo Holocausto Animal organiza no Brasil o dia do Protesto Mundial Contra a Indústria de Peles na China, dia 13 de fevereiro, em frente ao consulado chinês na cidade de São Paulo.
Protesto Mundial Contra a Indústria de Peles na China
Data: 13 de fevereiro de 2009. (Sexta-feira)
Local: Rua Estados Unidos, 1071 Jardim América. São Paulo – SP. (Em frente ao consulado chinês)
Horário: 10h.
Orientações:
Traje: Comparecer preferencialmente com roupas pretas.
Contato com cães libera hormônio ligado ao amor
Experiências vividas com cachorros liberam a oxitocina, hormônio da paixão e da amizade
Adotar um cão como animal de estimação é semelhante a ter filhos, afirmam cientistas. As experiências emocionais vividas pela companhia dos cachorros são equivalentes às da paternidade, segundo aponta uma pesquisa publicada na última edição da revista Hormones and Behaviour. As informações são do jornal britânico Telegraph.
Os pesquisadores descobriram que quando donos de cachorros brincam com os animais, liberam um hormônio ligado à sensação existente no cuidado infantil. Chamado de oxitocina, o hormônio está associado ao sentimento de amor, amizade e paixão, atenuando o estresse e a depressão.
A descoberta foi feita por estudiosos da Universidade de Azuba, no Japão, que recrutaram 55 pessoas. Os voluntários tiveram os níveis de oxitocina da urina analisados 30 minutos após brincarem com seus animais de estimação.
Os cientistas também verificaram a influência do contato visual dos proprietários de cães na liberação do hormônio. Nos testes, metade dos voluntários permaneceu cerca de 20 minutos sem poder olhar diretamente para seus bichos, Em seguida, eles puderam olhar nos olhos dos seus animais.
Após o experimento, os cientistas constataram que o nível de oxitocina dos voluntários havia aumentado em cerca de 20% apenas dois minutos e meio após voltarem a ter contato visual com seus bichinhos.
Com base na avaliação, Takefumi Kikusui - que realizou a pesquisa em parceria com o biólogo Miho Nagasawa -, disse que um aumento no nível do hormônio poderia explicar porque brincar com cães pode melhorar o humor e até mesmo atenuar os sintomas de ansiedade e depressão.
Acredita-se que a oxitocina pode ter desempenhado um papel fundamental na domesticação de cães e lobos, cerca de 15 mil anos atrás. "A razão que me fez essa investigação é porque eu sou um grande amante de cachorros e senti que algo muda no meu corpo quando eu estou em contato com meu cão", afirmou Kikusui.
"Talvez durante o processo evolutivo, seres humanos e cães tenham vivido juntos para compartilhar experiências sociais, tais como o contato visual e gestual. É por isso que cães podem adaptar-se à sociedade humana", complementou o cientista.
Um estudo anterior descobriu que os seres humanos aumentam os níveis de oxitocina ao olharem para fotografias de pessoas queridas com mais freqüência.
Fonte: Redação Terra

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