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Março de 2008
Rabichos
Vitória! Uso de animais em circo é proibido no RS
Os trapezistas brilharão mais e o palhaço terá mais graça. Já os elefantes, leões e zebras, entre outros animais, sofrerão muito menos! Mais um estado entrou para a lista dos locais que não permitem o uso de animais em circo no Brasil: o Rio Grande do Sul. As proibições vêm seguindo a tendência do país de não deixar que este tipo de espetáculo aconteça em seu território.
Nos bastidores destes eventos, os bichos são mutilados para evitar ataques ou fugas. Apanham constantemente e de diversas maneiras, com cabos de aço, madeiras, chicotes, porretes e até descargas elétricas. Tudo isso para que, no final, o circo tenha a sua apresentação assegurada.
A conquista Sul Rio Grandense, que passou a vigorar em janeiro de 2009, tem um gostinho especial: a ARCA foi atriz coadjuvante. “Esta lei só teve sua aprovação após apresentação de materiais enviados por diversas entidades de amparo aos animais, dentre eles, o valioso DVD remetido pela ARCA Brasil que mostrou de maneira impactante a forma como os animais são tratados nos circos. Obrigado a vocês e que continuem na defesa de nossos irmãos menos evoluídos mas extremamente parceiros e fiéis.”, declarou Ricardo Hamerski Cézar acessor jurídico e parlamentar do deputado Miki Breier, autor da lei.
Mato Grosso do Sul: proibição iminente
Já no Mato Grosso do Sul, uma lei similar, do deputado Paulo Duarte, foi promulgada pela câmara e espera sanção do governador. Campo Grande, a capital do estado, já proíbe este tipo de apresentações. "Vivemos em outros tempos, o circo tem sua tradição com artistas e não precisa utilizar os animais como atração" defende Paulo Duarte.
Estados onde o uso de animais em circo é proibido São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraíba e Rio Grande do Sul. Obs.: Santa Catarina e Mato Grosso do Sul estão em processo de proibição. |
PF desarticula quadrilha de tráfico de animais e prende mais de 70 pessoas
Um tcheco e cinco PMs foram presos durante a operação. Grupo teria lucrado R$ 20 milhões, segundo delegado.
A Polícia Federal (PF) desarticulou nesta quarta-feira (11) durante a operação Oxossi, uma das maiores quadrilhas internacionais de tráfico de animais silvestres. O grupo contrabandeava e vendia espécies em extinção para o Rio e de Janeiro e para a Europa, informou a PF.
Entre os 72 presos há cinco policiais militares que efetuavam o tráfico, e acobertavam o crime. Um tcheco que seria a principal ligação entre os contrabandistas brasileiros e comerciantes europeus e uma idosa de 68 anos, que seria uma comerciante das espécies e vendia os animais em uma feira em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense também foram presos.
De acordo com a PF, 26 pessoas continuam foragidas, entre elas um português, um suíço e três tchecos. No Rio, 42 mandados de prisão foram cumpridos e 16 suspeitos ainda são procurados.
Segundo a PF, 500 mil animais eram comercializados por ano.
A operação acontece nos estados do Pará, Maranhão, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio Grande do Sul. E também em Portugal, Suíça e República Tcheca.
Quadrilha com antecedentes criminais
A PF informou que os presos vão responder pelo crime de receptação qualificada, formação de quadrilha, contrabando e maus tratos. Cerca de 70% dos presos tinham antecedentes em crimes ambientais, segundo a polícia.
Desde 2008, a PF estima que 3.500 animais silvestres foram apreendidos e muitos morreram durante o transporte por estar armazenados em condições precárias, sem ventilação e alimentação.
As investigações começaram em janeiro deste ano, quando, durante uma operação que investigava o tráfico de seres humanos, foram descobertos indícios do comércio ilegal de animais.
Animais roubados em reservas ambientais
A PF informou que os animais eram roubados da reserva ambiental do Tinguá, na Baixada Fluminense, na Serra da Bocaina, no Sul Fluminense, no Sul da Bahia, e em estados do Norte do Brasil. No Rio, os animais eram vendidos nas feiras de Duque de Caxias, Areia Branca, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense e na feira de Honório Gurgel, no subúrbio.
De acordo com o procurador Renato Machado, interceptações telefônicas apontaram a feira de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, como um dos principais pontos de venda de animais silvestres no país. A feira foi citada na CPI da Biopirataria do Congresso Nacional como uma das cinco maiores do país. A feira recebe animais do Pará, Bahia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, onde atuam quadrilhas de caçadores e intermediários.
Segundo o delegado Alexandre Saraiva, responsável pela Delegacia especializada de Meio Ambiente, a quadrilha teria lucrado R$ 20 milhões com o tráfico de animais. Ele disse ainda que um ovo de arara azul era vendido por três mil euros na Europa, o que equivale a cerca de R$ 9 mil. Os pássaros eram vendidos entre R$ 20 e R$ 50 em feiras na Baixada Fluminense e no subúrbio.
Fonte: G1
Jornalistas da CBN falam sobre vegetarianismo e efeito estufa (áudio)
Arnaldo Jabor fala com irreverência da importância de tornar-se vegetariano e de como essa atitude pode influenciar na redução do efeito estufa. Confira:
André Trigueiro discorre sobre a relação entre homem e animais de produção, além de falar sobre dietas alternativas e sua importância para o planeta. Ouça:
Esterilização química é nova opção para castrar cães machos
Uma injeção que deixa os cães machos inférteis sem a necessidade de cirurgia surge como uma alternativa para donos de pets. A nova droga foi lançada no início do mês, em São Paulo.
A veterinária e diretora da empresa que desenvolveu o medicamento, Maria José Simões de Freitas, explicou ao G1 que o animal recebe uma injeção do medicamento em cada testículo. “O produto é feito à base de zinco, que é a substância usada pelas células dos testículos para a produção de espermatozóide. Com o excesso, o organismo não consegue mais produzir espermatozóides.”, disse.
“O veterinário responsável pela aplicação vai avaliar se o animal precisa ser sedado para a aplicação do produto, que é feita por uma injeção”, disse Maria José. O esterilizador químico, que se chama Infertile, foi desenvolvido no Brasil pelo Centro de Planejamento de Natalidade Animal (CPNA). O produto foi testado por seis anos e teve a comercialização liberada pelo Ministério da Agricultura no fim de 2008.
A empresa afirma que o medicamento não tem contraindicação nem provoca dor ou efeitos colaterais. Todo o procedimento deve ser feito por um médico veterinário.
Cautela
A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou, em nota, que ainda está avaliando a possibilidade de utilizar a substância junto com o laboratório fabricante.
Segundo a secretaria, ainda serão realizados testes, pela Vigilância Sanitária, para verificar a segurança e eficácia do produto, bem como a sua utilização em mutirões de castração.
Fonte: adaptado do G1 (Luciana Rossetto)

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