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Outubro de 2009

Rabichos

Filho de peixe, peixinho é...
Maior legado dos pais é o exemplo que dão aos filhos durante a vida

Com apenas 4 anos, Gustavo de Almeida já enche o pai de orgulho. Mesmo com pouquíssima idade, o pequeno dá sinais que já segue “as pegadas” do pai, o educador de cães Vinicius de Almeida.


“Desde os nove meses o Gustavo brincava com o Nicko, um cão da raça basset duchshund da nossa família e ficava vidrado na TV quando passava programas de animais. Sua maior diversão é poder ver e brincar com os animais em nosso sítio, em especial os cães e os cavalos”, orgulha-se o papai Vinicius.

 

O educador de cães já traçou uma bela trajetória dentro da proteção animal. Em maio a ARCA contou sobre sua atuação dentro do especial pit bull. Vinicius faz um trabalho voluntário dentro do Centro de Controle de Zoonoses de Guarulhos, município da Grande São Paulo, o que resultou na adoção de mais de 30 pits, cães atendidos por ele.

“A minha primeira cachorrinha foi a Xuxa, uma vira-lata que ao dar cria, teve uma inflamação e não pode amamentar. Eu dei mamadeira pra todos os filhotes até ela se recuperar. Sempre fui muito ligado aos animais”, recorda Vinicius.

Enquanto o pequeno Gustavo não diz o que pretende ser quando crescer, a família Almeida, vive em perfeita harmonia com seus quatro cachorros e dois gatos.    

Se filho de peixe, peixinho é, os filhos que seguem a mesma trilha dos pais comprometidos com o bem-estar animal, podem construir um futuro muito mais esperançoso para todos nós.


Projeto de lei aumenta penas para crimes contra animais

A Câmara analisa o Projeto de Lei 5407/09 , do deputado Capitão Assumção (PSB-ES), que aumenta a pena para o crime de abuso ou maus tratos a animais e torna esses delitos inafiançáveis.

Atualmente, a Lei dos Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) prevê como penalidade para esse tipo de delito detenção, de três meses a um ano, e multa. Pelo projeto em análise, a punição passa a ser reclusão, de dois anos e meio a quatro anos, e multa.

Concessão de fiança
O autor do projeto explica que a legislação brasileira permite a concessão de fiança para crimes punidos com detenção ou reclusão de dois anos ou menos. O objetivo, portanto, segundo o parlamentar, é evitar que os crimes contra animais sejam beneficiados pelo instrumento da fiança.

O deputado defende ainda que, "somente com penas mais rigorosas, pode-se, com maior eficácia, combater crimes contra os animais, colocando o Brasil como um dos países com legislação ambiental mais avançada do mundo".

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

Confira o projeto na íntegra

Fonte: Portal da Câmara (Diógenes Santos)


USP desenvolve pele artificial para evitar testes com animais

Um laboratório da USP desenvolveu uma pele artificial que pode substituir testes de cosméticos em animais e ajudar também em sua redução nos testes farmacológicos. Agora, as pesquisadoras estão em fase de contatos com empresas para viabilizar o financiamento da utilização do modelo desenvolvido, apesar de ele já estar pronto há cerca de um ano.

De acordo com a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Silvya Stuchi, responsável pela pesquisa, já existem outros modelos de pele artificial sendo utilizados nos Estados Unidos e Europa. No entanto, há dificuldades de transporte e importação, já que é um material vivo e sensível.

Assim, quando há a demanda de não usar animais no Brasil --ou pelo menos usar menos--, o que acaba acontecendo é o envio dos princípios ativos dos cosméticos para testes no exterior. O problema é que a indústria brasileira gasta muito para fazer testes em outros países.

"Desenvolvemos uma estrutura de pele completa, com três elementos", diz Stuchi. "o melanócito, responsável pela pigmentação; o queratinócito, responsável pela proteção; e o fibroblasto, segunda camada", explica ela.

Tendência: sem animais
"A partir deste ano, na Europa, já não há testes em animais para cosméticos, é algo mandatório", afirma a professora Silvia Berlanga, corresponsável pela pesquisa na USP. "É uma tendência mundial."

Para cosméticos como filtro solar e creme antirrugas, a questão fica mais fácil de resolver com a pele artificial e por isso animais já foram totalmente substituídos no continente europeu. Porém, a questão fica mais dificil no que toca à indústria farmacêutica, diz Berlanga. "Os medicamentos podem envolver também ingestão via oral, ou mesmo endovenosa [pelo sangue]", explica ela.

Fármacos envolvem absorção pelo organismo, o que vai além da pele em si. Por isso, neste caso, o que ocorreu foi a redução do uso de animais, já que ao menos certas etapas de testes puderam ser substituídas.

Motivações
O representante da Interniche (International Network for Humane Education) no Brasil, o biólogo e psicólogo Luís Martini, estima que ainda mais de 115 milhões de animais sejam usados por ano no mundo em experimentos e testes.

Uma motivação para a transferência para modelos de laboratório é a própria importância científica de trabalhar com a pele da própria espécie humana, que é específica. "Assim trabalha-se com algo mais fidedigno ao que é real", explica a professora Silvya Stuchi.

Martini esclarece ainda que, devido às diferenças fisiológicas entre as espécies, há "inúmeros casos em que medicamentos que foram desenvolvidos e testados em animais tiveram que ser retirados do mercado por terem causado efeitos adversos severos quando foram utilizados por seres humanos".

Outro motivo é a "ética da experimentação" ao lidar com os animais, como diz Berlanga. "Mesmo que fique mais caro com a pele artificial, é importante reduzir o uso de animais", diz ela.

Fonte: Folha Online (Maurício Kanno)
Leia a matéria na íntegra:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u631911.shtml


Vídeo: assista a interação mágica entre o bebê e um boxer

No mês em que comemoramos o Dia das Crianças, a ARCA Brasil divide com seus leitores um vídeo que comprova a magia que existe entre as crianças e os animais. Vale a pena conferir!

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