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Fogos: animais a beira de um ataque de nervos
Homeopatia e Florais de Bach são opções que podem ajudar seu amigão a enfrentar os lamentáveis rojões.
Para muitas pessoas essa é a época mais esperada do ano. É o momento de presentear, escrever cartões, exagerar na comida, e fazer as malas para curtir a virada do ano. Mas a correria pode ocultar dois itens importantíssimos do check-list para quem tem um bicho de estimação: como atenuar o medo causado pelos fogos de artifício e a “síndrome do abandono” – tão comuns entre dezembro e janeiro.
É fato que a audição dos cachorros é muito mais sensível que a nossa. Eles são capazes de escutar sons mais graves e mais agudos do que os humanos. Ou seja, o que pode ser agradável para nós, é um incômodo perigoso para os peludos.
Os fogos provocam fugas e até acidentes. “O animal pode ter alteração de apetite, apresentar dermatite psicogenica ao lamber excessivamente alguma parte do corpo e ainda ficar agressivo ou com medo das pessoas”, aponta a Veterinária Técnica da ARCA Brasil, Dra. Rosangela Ribeiro.
Você, proprietário responsável e cauteloso, pode evitar que esse tipo de situação aconteça com o seu amigo mais fiel. Para isso, siga as 10 principais dicas da ARCA Brasil:
1. Coloque uma coleira com plaqueta de identificação (RGA) no pescoço do seu cão ou gato, importante para achá-lo no caso de fuga. A coleira do gato deve ser elástica, para que não haja risco de enforcamento ao se prender a um galho ou outro objeto. A plaqueta deve conter o número do seu telefone (residência e celular). 2. Verifique se muros, cercas e portões encontram-se em bom estado e são suficientes para impedir a fuga do seu animal, mesmo que ele esteja apavorado. Antes do início dos fogos, acomode o seu animal em um ambiente protegido e seguro dentro de casa, ou numa área externa em que ele fiquem isolado dos perigos. 6. Antes da meia-noite aproxime seu animal da TV ou de um aparelho de som e vá aumentando aos poucos o volume para que ele se distraia e se acostume com o som alto. Dessa maneira não ficará tão assustado com o barulho dos fogos. 7. Apesar de serem desconfortáveis, tampões de silicone ou algodão podem ser utilizados para diminuir a audição, e devem ser retirados assim que os barulhos cessarem. 8. Saia para passear e brincar com o seu cão o máximo de vezes no dia das festas, assim ele ficará cansado durante a queima de fogos, e o medo dos rojões terá uma ação menor. 9. Para os gatos, transforme um quarto no cantinho deles. Crie algumas tocas com cobertores para aumentar a sensação de proteção. 10. Consulte um veterinário para saber sobre medicações e calmantes que podem tranqüilizar seu bichinho. Mas lembre-se: nunca dê medicamentos ao seu cão ou gato sem a indicação veterinária. |
Fogos e rojões
Além das medidas de precaução, a homeopatia e os florais de bach, podem ser úteis para diminuir o estresse, o desconforto auditivo, as fobias geradas pelos rojões e até a “síndrome do abandono”.
“A homeopatia trata principalmente doenças crônicas e transtornos de comportamento, por isso é indicada em casos de medo ou fobia”, explica o Dr. Marcos Eduardo Fernandes, coordenador do curso de homeopatia da Anclivepa-SP. No entanto o tratamento exige um pouco mais de paciência, os resultados não são tão imediatos.
Já os Florais de Bach funcionam como uma alternativa um pouco mais emergencial. “O animal pode tomar o floral uma semana antes das festas. Eles não são químicos e não têm contra-indicações. O tratamento é fácil e de baixo custo”, esclarece a Terapeuta Holística, Deolinda Eleutério.
A terapeuta formada pelo Instituto Dr. Bach em Florais de Bach em Animais, indica as seis essências que vêm em um único frasco, dura de 10 a 12 dias e custa cerca de R$ 15. A fórmula (abaixo) deve ser dada uma semana antes das festividades:
Aspen = para animais que se assustam |
“Peça florais sem nenhum tipo de conservante numa farmácia homeopática ou de manipulação. Para cães e gatos coloque de 8 a 10 gotas no pote de água e repita o procedimento a cada troca”, indica Deolinda. Lembre-se: a fórmula deve ser mantida na geladeira.
“Síndrome do abandono”
Antes de fazer as malas, saiba reconhecer se o seu cachorro sofre da “síndrome do abandono”, uma alteração comportamental observada toda vez que o dono chega ou saí de casa. As reações exageradas do cão demonstram que ele pode sofrer dessa doença, que vêm preocupando cada vez mais.
Mas antes de considerar o seu animal doente, calma, nem tudo é o que parece. “Tornou-se moda atribuir todos os problemas à ansiedade da separação, mas os cachorros destrutivos, que latem muito, fogem, ou fazem as necessidades dentro de casa quando ficam sozinhos podem agir por inúmeras razões”, explica a Ph.D norte-americana Suzanne Hetts, parceira da ARCA Brasil e uma das maiores especialistas do mundo em Comportamento Animal (saiba mais).
Segundo a especialista a falta de exercícios regulares, brincadeiras, estímulos mentais e contato social podem causar comportamentos parecidos com o da síndrome. “A diferença é que o cachorro ficará praticamente em pânico toda vez que ficar sozinho e não apenas uma parte do tempo como cães entediados tendem a fazer”, diferencia a cientista Suzanne Hetts.
Nos casos evidentes procure um médico veterinário. Algumas medicações podem diminuir esse tipo de excitação exacerbada. Os florais também ajudam, a fórmula é a mesma usada para os que se assustam com os estouros dos fogos.
Cuidados especiais para a “melhor idade”
Os velhinhos exigem mais atenção. O cocker spaniel Bono Vox, personagem da matéria Eles também envelhecem(LINK http://www.arcabrasil.org.br/noticias/0903_geriatria.html), completou 12 anos em outubro e por não ser mais o mesmo, não agüenta grandes festas e aglomerações de pessoas. Nessas ocasiões fica nervoso e muito cansado. Para evitar o sofrimento do mascote a família buscou o pet shop de confiança para cuidar do peludo na véspera do Natal e na virada do ano.
A idade avançada não significa doença, mas pede maior atenção, carinho e muito amor. Observe como o seu amigão reage a essas mudanças de rotina e caso seja necessário, utilize os florais já citados.
“As essências não vão tranqüilizá-lo, mas irão equilibrar as emoções. Se o animal se acalma é sinal que está equilibrado e os florais agiram bem”, conclui a terapeuta holística.
Considere a possibilidade de deixá-lo em um local mais confortável e longe do agito. Pesquise com o veterinário, no pet shop de confiança e entre seus amigos. (Confira aqui (LINK http://www.arcabrasil.org.br/noticias/0911_rabichos.html) como escolher o lugar mais adequado).
Comemore sem esquecer a saúde e o bem-estar do seu bichinho.
Leia mais:
Suzanne Hetts:http://www.animalbehaviorassociates.com
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