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Janeiro de 2010
Rabichos
Enchentes: ajude os animais de S. Luiz do Paraitinga
No primeiro dia do ano a charmosa cidade histórica localizada a 182 km de São Paulo ganhou as manchetes do país inteiro ao se tornar mais uma vítima das enchentes que vêm alarmando o país. Além das famílias desabrigadas, grande parte do patrimônio cultural do município desmoronou junto às águas do Rio Paraitinga.
Passado o susto, começa o doloroso trabalho de procurar desaparecidos, recuperar o que sobrou e contabilizar prejuízos. Para os protetores de animais a situação não é diferente, é o momento de ajudar quem já vive com tão pouco ou quase nada.
Esse é o caso do abrigo ALPA, Associação Luizense Protetora de Animais, que a duras penas cuidava de 80 gatos e 180 cachorros, e hoje amarga a morte de 77 cães e todos os seus gatinhos.
Em entrevista para a Folha Online, a presidente da associação, Eva Vilma Siqueira, disse que não pretende parar. "Mais do que nunca precisamos continuar com o nosso trabalho. As pessoas foram embora da cidade e deixaram seus animais abandonados."
A presidente da ONG Clube dos Vira-Latas, Cida Lellis, relatou no site da entidade o que encontrou após a primeira visita a cidade. “O abrigo de animais ficou literalmente debaixo d’água. Eu e o nosso veterinário entramos no que restou do gatil e saímos sem conseguir falar, com um nó imenso na garganta”.
A entidade organizou vários postos para o recebimento de doações na capital paulista e na Grande São Paulo (veja abaixo). A lista inclui casinhas, cobertores, potes de água e ração, medicamentos (antibióticos e vermífugos), material para curativos, luvas de procedimento e material de limpeza.
Além do abrigo ALPA, na praça no centro da cidade foi montando um posto de distribuição de ração para cães, gatos e pássaro. “É comovente ver a gratidão das pessoas quando recebem a ração para seus bichinhos.” completou Cida.
São Paulo |
Francisco Morato Um peruano radicado no Brasil há dois anos, procurou a sede da ARCA para contar que assistiu a matéria da Rede Bandeirantes, e sensibilizado, resolveu ir até o local. Para sua surpresa, mesmo com imenso gesto de compaixão para com os animais, a família não recebeu nenhum apoio das autoridades da região. A ARCA Brasil entrará em contato com os órgãos competentes do município de Francisco Morato para cobrar alguma atitude. Pedimos sua colaboração para ajudar esses animais! Interessados enviar e-mail para comunicacao@arcabrasil.org.br
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Mais uma vitória na luta contra animais em circos
Com a lei 1.490, aprovada em novembro, nenhum circo instalado no município deve conter, na programação, números com cachorros, ursos, tigres ou qualquer outro animal. Mas o que foi aprovado em Maracanaú é apenas uma mostra do que o País e o restante do Ceará ainda estão longe de conseguir: uma legislação capaz de coibir os maus-tratos a animais.
De acordo com o presidente da Sociedade Protetora Ambiental de Maracanaú, José de Alencar Moreira, a aprovação da lei foi considerada um marco para manter o trabalho em prol da defesa dos animais. Além de proibir animais em espetáculos de circo, a lei também é estendida a eventos similares que possam acontecer na cidade, como corrida de jumentos e vaquejadas. Além de proibir, a lei prevê multa caso também seja verificada alguma irregularidade com relação aos animais, no valor de 20 salários mínimos.
Contra a natureza
Segundo a presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), Geuza Leitão, já se tentou aprovar uma lei semelhante no âmbito estadual, mas até o momento não teve sucesso. "Há dez anos dou entrada em projetos de lei para que os animais não sejam mais utilizados em circos. O que falta é sancionar a lei", lamenta.
Geuza ainda esclarece que utilizar animais em apresentações de circo constitui uma crueldade. "As pessoas não sabem quais as circunstâncias os animais passam para aprender os passos, os números das apresentações. Eles são submetidos a todo tipo de privações, chegando a ficar com fome durante os ensaios e só recebem comida se fizerem a apresentação corretamente", descreve.
No cenário estadual, a legislação aprovada em Maracanaú representa um passo para que outras cidades também possam mudar os conceitos em relação ao uso de animais por circos. "Acredito que isso serve de exemplo para o governador do Estado. É a primeira cidade do Ceará que tem lei nesse sentido e espero que outros municípios entrem com projeto de lei para sensibilizar os demais", diz.
Saiba mais
A Lei número 1.490, aprovada em 25 de novembro de 2009, proíbe a participação de animais de qualquer espécie em espetáculos circenses no município de Maracanaú. Também estão enquadrados na legislação o uso de animais em eventos como corridas de jumento ou vaquejadas. Os artigos determinam:
1º Fica proibido em todo o município de Maracanaú a apresentação de espetáculos circense ou evento similar que tenha como atrativo a exibição de animais de qualquer espécie.
2º Os animais referidos nesta lei compreendem toda espécie irracional quadrúpede ou bípede, domésticos, exóticos ou selvagens.
3º Sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal, as infrações à lei serão punidas, com multa no valor de 20 salários mínimos vigentes no País, recolhidos pelos órgãos competentes, com a interdição imediata do espetáculo.
Fonte: Adaptado do Diário do Nordeste
Lixo causa a morte de animais marinhos
O Fantástico exibiu no último programa (10) uma reportagem especial sobre as tristes conseqüências que o excesso de lixo em nossos mares e oceanos causa aos animais.
Uma matéria para assistir, refletir e avaliar as próprias atitudes
Campanha Pelo Fim do Confinamento Intensivo é destaque na Revista Agropecuária Catarinense.

Leia a matéria:
http://issuu.com/danilodp/docs/rac_78_nov_2009
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