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Maio de 2010
Rabichos
Lobão, o labrador guerreiro de Francisco Morato

O simpático labrador que conquistou o carinho dos funcionários da ARCA e dos leitores do N.A. surpreende a cada dia. Após a primeira fase do tratamento indicado pela Dra. Adriana Teixeira, que consiste em pomada e colírio, o tumor do olho esquerdo praticamente sumiu (fotos), devolvendo ao animal uma tranqüilidade há tanto tempo desconhecida.
De acordo com a própria Dra. Adriana, com essa importante regressão e melhora do quadro, ela poderá avaliar a situação da catarata, até então dificultada pela gravidade do tumor. Após os exames de ultra-sonografia ocular e eletrorretinografia, será possível dizer se esse grandão voltará a enxergar ou não.
O presidente da ARCA Brasil, Marco Ciampi, esteve em Francisco Morato para conferir a situação dos animais e da família Silva. “A história da Laudiana é mais uma entre tantas que conhecemos. O especial da ARCA, superpopulação e abandono questiona esse cenário caótico. O Lobão, mesmo com algumas dificuldades, tem um lar, mas e os milhares espalhados por aí?”, pergunta Ciampi.
A ARCA Brasil continua organizando essa ação e informando seus leitores sobre todas as novidades do caso.
“Cão de Quintão”: caso simboliza a morosidade do sistema judiciário
O episódio do “cão de Quintão” mobilizou milhares de pessoas em uma ação capitaneada pela ARCA Brasil em torno de um caso de maus-tratos de dimensões inéditas. Três jovens do município de Quintão (RS) mataram um cão a pauladas, e filmaram o ato, que surgiu na internet (entenda o caso). O caso gerou indignação e a expectativa de que os envolvidos encontrem algum tipo de punição. Infelizmente, a movimentação atualmente esbarra em um problema crônico do sistema jurídico brasileiro: a morosidade.
Apenas na última terça feira 11 de maio, foi liberada a degravação (transcrição do que foi gravado durante a audiência) do julgamento. A estimativa da promotoria era de que a sentença fosse anunciada até o final de março. O material deve permanecer no cartório durante o prazo de 48 horas, período em que pode ser invalidada pelas partes envolvidas no julgamento. Só então irá para as mãos da juíza que, conforme informou a promotoria, terá 15 dias para emitir a sentença. “Apesar do Estado tutelar os animais, as leis protetivas ainda precisam ser melhor aplicadas e de forma mais rápida.”, resume Vivi Vieri, advogada e protetora de animais.
A ARCA Brasil continua a monitorar esse caso ininterruptamente informando os leitores do Notícias da ARCA.
Esclareça suas dúvidas sobre doação de sangue para cães e gatos
Na última edição do Notícias da ARCA o assunto doação de sangue para cães e gatos despertou grande interesse dos leitores. Muitos desconheciam essa possibilidade e demonstraram vontade em ajudar Dra. Simone Gonçalves, responsável pelo laboratório e centro de hemoterapia veterinária, do Hemovet, esclarece as principais dúvidas para os leitores do Notícias da ARCA:
1) Quais os estados ou cidades brasileiras que possui um banco de sangue para animais?
Dra. Simone: Existem bancos de sangue para animais em apenas três estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (Porto Alegre). Nos outros estados as clínicas mantêm um cadastro de voluntários e a doação é feita no momento da cirurgia ou do procedimento, já que não há como armazená-lo.
2) A minha cidade não tem esse tipo de serviço. Como posso ajudar?
Dra. Simone: O proprietário pode procurar o hospital veterinário da cidade e se informar sobre o cadastro de voluntários. Quando um animal compatível precisar da doação o hospital entra em contato com a família do doador.
3) Por que cães menores não podem doar, sendo que gatos com 4,5 kg podem? Por que só podem cães a partir de 27kg?
Dra. Simone: Os cães podem doar 20 mL por kg. Teoricamente cães menores poderiam ser doadores se tivéssemos bolsas de sangue menores disponíveis no mercado para o armazenamento. Mas as bolsas disponíveis são as mesmas de humanos que possuem uma capacidade para 450 mL de sangue. Atualmente não existem bolsas para gatos por causa do tamanho, hoje eles doam através de uma seringa, porque não há possibilidade de estocagem.
Campanha pelo Fim do Confinamento Intensivo Animal na AveSui
A Campanha Pelo Fim do Confinamento Intensivo Animal da ARCA Brasil em parceria com a ONG americana Humane Society Internacional venceu mais uma barreira. O biólogo e gerente da campanha, Guilherme Carvalho recebeu um convite inédito: foi um dos palestrantes durante a AveSui 2010 em Florianópolis. Ser conteúdo do maior evento das indústrias avícola e suinícola da América Latina é uma oportunidade rara para a campanha.
O objetivo dentro do encontro é promover a produção de ovos sem o uso de gaiolas. No Brasil, a quase totalidade dos ovos é produzida no sistema conhecido como gaiolas em bateria, o que não permite às aves sequer esticar suas asas.
Com a palestra "Adotando uma política de produção sem gaiolas" Carvalho se apresentou para centenas de avicultores e suinocultores. “A tarefa não é fácil, mas é estrategicamente importante dialogar com aqueles envolvidos nas práticas que contestamos”, acredita o gerente da campanha. “Fomos ouvidos e respeitados pelos próprios pecuaristas, algo difícil de imaginar em outros tempos”, complementa.
Saiba mais:
Questão de etiqueta!
O mundo contra o confinamento animal


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