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Março 2011

Pimpoo: o reencontro
Final feliz foi garantido graças à persistência de dona Nair. Cãozinho perdido no embarque ficou quinze dias vagando no aeroporto de Porto Alegre. Bookmark and Share

da redação do Notícias da ARCA

 

Vou viajar por duas semanas, o que faço com o meu amigo peludo? Deixo em casa sozinho e peço pra alguém alimentar? Com um amigo? Em um hotelzinho para animais?

A zelosa Nair Flores, aposentada que vive em Porto Alegre (RS), optou por levar consigo seu querido Pimpoo (cruzamento de pincher com poodle). Como a empresa de seu vôo não aceitava animais de 9 kg, peso do mascote, decidiu então embarcá-lo separadamente pela Gollog, serviço prestado pela GOL.

Pagou cerca de R$700,00 e, para evitar confusões, marcou um vôo próximo ao seu. O destino final era Guarapari (ES). Mas quando o avião pousou para conexão em Belo Horizonte (MG), dona Nair recebeu uma ligação da empresa informando que seu Pimpoo havia fugido no aeroporto de embarque.

Além do carinho e amor, a principal motivação para levar o seu peludinho foi a de não deixá-lo só, pois segundo Nair, “ele não sobreviveria um dia sozinho”. A cautelosa amiga ainda desembolsou um valor considerável para que o cãozinho chegasse com segurança ao destino. Pode-se imaginar o desespero quando soube da notícia. Nair agiu da forma que se espera de alguém que tem verdadeiro compromisso pelo animal. Decidida, juntou forças e colocou a boca no trombone com tanta competência que a procura por Pimpoo ganhou dimensão nacional, com direito a destaque nas primeiras páginas de grandes veículos de notícias.

Sem novas informações, abriu mão da última semana de viagem e retornou ao Aeroporto Salgado Filho onde se juntou as buscas por seu peludo. No segundo dia machucou o pé, mas mesmo assim a incansável Nair continuou indo ao local do sumiço, sempre chamando por Pimpoo.

Após quinze dias de tensão, finalmente o final feliz. O pequeno foi visto em um dos hangares próximo ao Batalhão de Aviação da Brigada Militar, do Aeroporto Salgado Filho. Na quinta feira 17, três guardas do Batalhão montaram cerco e conseguiram, por fim, capturar e devolver o fujão à dona Nair.

Nesse meio tempo, até oferta de outro cãozinho semelhante pela companhia aérea, , em compensação (como se isso fosse possível), ela havia recusado.

Como as empresas procedem
A TAM permite o embarque de animais na cabine, mas há o limite de 5kg (animal mais caixa de transporte, que deve ser de plástico ou material resistente); também pode viajar na área de carga, o limite de peso é de 50kg, considerando também o peso da caixa de transporte. O limite é de três animais por aeronave, e é preciso uma autorização, emitida pela empresa, com pelo menos um dia de antecedência.

Já a AVIANCA não realiza o transporte de animais acima de 5kg, considerando o peso da caixa de transporte. Mesmo assim, é permitido apenas um animal por aeronave e deve ir na cabine com seu dono.

Ambas empresas informaram ainda que para cães guia não é preciso a autorização prévia.

Procurados pela redação do Notícias da ARCA a GOL preferiu indicar o site www.voegol.com.br para que colhêssemos as especificações e os procedimentos. Perguntados sobre o caso Pimpoo, a assessoria de imprensa informou que desde a criação da empresa, em janeiro de 2001, mais de 100 mil transportes de animais já foram realizados, sendo que só em Porto Alegre esse serviço é prestado, em media, 30 vezes por dia. Não houve mudanças nos procedimentos após o acontecido, sob alegação de se tratar de um caso isolado.

Seja qual for a companhia aérea escolhida para a viagem, além de conferir as especificações sobre o peso dos animais e caixas de transporte, atenção para as documentações necessárias: certificado de vacinação antirrábica, com data de no máximo 30 dias do vôo; Atestado de Saúde Animal, emitido por um veterinário, inclusive para cães guia, com validade mínima de 7 dias e comprovante de vacinações em dia.

A questão nesse caso não é descobrir o vilão ou mocinho, mas sim entender porque tudo aconteceu. A caixa de transporte não era adequada? Os funcionários da empresa não manusearam o animal de forma correta?

Embora as causas do incidente ainda estejam sob investigação, resta uma única certeza: se optar por viajar de avião fique atento a TODOS os procedimentos de embarque do peludo!

 

 

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