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Pimpoo: o reencontro
Final feliz foi garantido graças à persistência de dona Nair. Cãozinho perdido no embarque ficou quinze dias vagando no aeroporto de Porto Alegre.
da redação do Notícias da ARCA
Vou viajar por duas semanas, o que faço com o meu amigo peludo? Deixo em casa sozinho e peço pra alguém alimentar? Com um amigo? Em um hotelzinho para animais?
A zelosa Nair Flores, aposentada que vive em Porto Alegre (RS), optou por levar consigo seu querido Pimpoo (cruzamento de pincher com poodle). Como a empresa de seu vôo não aceitava animais de 9 kg, peso do mascote, decidiu então embarcá-lo separadamente pela Gollog, serviço prestado pela GOL.
Pagou cerca de R$700,00 e, para evitar confusões, marcou um vôo próximo ao seu. O destino final era Guarapari (ES). Mas quando o avião pousou para conexão em Belo Horizonte (MG), dona Nair recebeu uma ligação da empresa informando que seu Pimpoo havia fugido no aeroporto de embarque.
Além do carinho e amor, a principal motivação para levar o seu peludinho foi a de não deixá-lo só, pois segundo Nair, “ele não sobreviveria um dia sozinho”. A cautelosa amiga ainda desembolsou um valor considerável para que o cãozinho chegasse com segurança ao destino. Pode-se imaginar o desespero quando soube da notícia. Nair agiu da forma que se espera de alguém que tem verdadeiro compromisso pelo animal. Decidida, juntou forças e colocou a boca no trombone com tanta competência que a procura por Pimpoo ganhou dimensão nacional, com direito a destaque nas primeiras páginas de grandes veículos de notícias.
Sem novas informações, abriu mão da última semana de viagem e retornou ao Aeroporto Salgado Filho onde se juntou as buscas por seu peludo. No segundo dia machucou o pé, mas mesmo assim a incansável Nair continuou indo ao local do sumiço, sempre chamando por Pimpoo.
Após quinze dias de tensão, finalmente o final feliz. O pequeno foi visto em um dos hangares próximo ao Batalhão de Aviação da Brigada Militar, do Aeroporto Salgado Filho. Na quinta feira 17, três guardas do Batalhão montaram cerco e conseguiram, por fim, capturar e devolver o fujão à dona Nair.
Nesse meio tempo, até oferta de outro cãozinho semelhante pela companhia aérea, , em compensação (como se isso fosse possível), ela havia recusado.
Como as empresas procedem
A TAM permite o embarque de animais na cabine, mas há o limite de 5kg (animal mais caixa de transporte, que deve ser de plástico ou material resistente); também pode viajar na área de carga, o limite de peso é de 50kg, considerando também o peso da caixa de transporte. O limite é de três animais por aeronave, e é preciso uma autorização, emitida pela empresa, com pelo menos um dia de antecedência.
Já a AVIANCA não realiza o transporte de animais acima de 5kg, considerando o peso da caixa de transporte. Mesmo assim, é permitido apenas um animal por aeronave e deve ir na cabine com seu dono.
Ambas empresas informaram ainda que para cães guia não é preciso a autorização prévia.
Procurados pela redação do Notícias da ARCA a GOL preferiu indicar o site www.voegol.com.br para que colhêssemos as especificações e os procedimentos. Perguntados sobre o caso Pimpoo, a assessoria de imprensa informou que desde a criação da empresa, em janeiro de 2001, mais de 100 mil transportes de animais já foram realizados, sendo que só em Porto Alegre esse serviço é prestado, em media, 30 vezes por dia. Não houve mudanças nos procedimentos após o acontecido, sob alegação de se tratar de um caso isolado.
Seja qual for a companhia aérea escolhida para a viagem, além de conferir as especificações sobre o peso dos animais e caixas de transporte, atenção para as documentações necessárias: certificado de vacinação antirrábica, com data de no máximo 30 dias do vôo; Atestado de Saúde Animal, emitido por um veterinário, inclusive para cães guia, com validade mínima de 7 dias e comprovante de vacinações em dia.
A questão nesse caso não é descobrir o vilão ou mocinho, mas sim entender porque tudo aconteceu. A caixa de transporte não era adequada? Os funcionários da empresa não manusearam o animal de forma correta?
Embora as causas do incidente ainda estejam sob investigação, resta uma única certeza: se optar por viajar de avião fique atento a TODOS os procedimentos de embarque do peludo!
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