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Julho 2011
Caso Coréia
Atualizações sobre os envolvidos no caso da comercialização de carne de cachorro em São Paulo
da redação do Notícias da ARCA
Em outubro de 2009 foi descoberto em Suzano (Grande SP) um abatedouro de cães, onde Roberto Morais e Roseli Nascimento mantinham cerca de 60 kg de carne em freezers. O casal confessou o crime e provas no local indicaram que o ‘produto’ era fornecido para restaurantes coreanos no bairro do Bom Retiro (zona central de São Paulo).
Relembre o “Caso Coréia”: Parte 1 / Parte II
Segundo informações públicas obtidas esta semana no site do Tribunal de Justiça de São Paulo e disponíveis na internet, os réus Ho Nam Park,
Tae Soon Choi e Roberto Moraes encontram-se presos, aguardando julgamento. A Ré Roseli Nascimento encontra-se em liberdade provisória. Ainda não há sentença no processo.
Entramos em contato com a COVISA para saber a atual situação dos restaurantes. Segundo o órgão um deles fechou as portas por conta própria em janeiro de 2010, o outro mudou sua razão social e continua em funcionamento, tendo sido vistoriado três vezes pela COVISA, desde então. Em visita feita ao local, a equipe do Notícias da Arca encontrou esse restaurante fechado.
Veja os desdobramentos do caso
Os responsáveis pelos restaurantes, Ho Ham Park e Tae Soon Choi, foram presos em flagrante na época. O delegado que comandou as investigações, Anderson Gianpaoli, da 2º Delegacia de Saúde Pública do DPPC (Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania), ressaltou a importância da Lei 11.977/05, de autoria do Deputado Federal Ricardo Trípoli (PSDB-SP), que prevê que animais domésticos não podem ser criados para o consumo. “Com base na legislação conseguimos deter e enquadrar os coreanos por crueldade contra animais, formação de quadrilha, crime contra o meio ambiente e crime contra o consumidor", declarou em novembro de 2009.
Os suspeitos de envolvimento negaram qualquer ligação com o abatedouro e também que comercializavam este tipo de carne, alegando que usavam carne de pato e de cabrito.
Isso não correspondeu, no entanto, aos laudos técnicos. Em nota, a COVISA (Coordenação de Vigilância em Saúde) divulgou no inicio de 2010 o resultado da análise das carnes apreendidas no restaurante e encaminhadas para perícia. De acordo com o documento, após análises de DNA os laudos emitidos pelo laboratório da USP apontaram que as carnes eram de origem bovina e suína.
Por que então os coreanos mentiram ao afirmar que a carne era de pato e de cabrito?
Ainda em novembro de 2010, Ricardo Trípoli oficiou o Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça para que investigasse a situação dos imigrantes.
O abandono de cães e gatos, infelizmente, ainda é uma realidade nos grandes centros urbanos, o que pode alimentar esse tipo de mercado consumidor, por isso os órgãos devem redobrar a vigilância para que a pratica seja banida.
Continuaremos acompanhando o caso e qualquer nova informação será apurada e compartilhada com todos os nossos leitores.
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