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Febre Maculosa - Novembro de 2005

 

Maculosa, a febre do carrapato
Conheça mais sobre a zoonose e como combatê-la

 

Nas últimas semanas, a febre maculosa – zoonose cujo principal transmissor é um tipo específico de carrapato – colocou donos de animais em alerta, principalmente depois que a Secretaria Municipal de São Paulo confirmou a morte de uma vítima humana, no início de novembro.

Ao contrário do que muitos pensam, os bichos infectados não transmitem a doença para o ser humano. Por isso, não há justificativa para pânico, e muito menos para a entrega de animais para os centros de controle de zoonoses. A transmissão da febre maculosa é feita somente pelo carrapato infectado, que deve sugar a pele de 4 a 6 horas – só depois desse tempo as bactérias causadoras da doença são ativadas e se tornam capazes de infectar o homem.

Essa bactéria fatal chama-se Rickettisia Rickettsii, e seu hospedeiro é o carrapato Amblyomma Cajennense, conhecido popularmente como carrapato-estrela ou carrapato-cavalo (veja imagem), encontrado facilmente em animais que habitam zonas rurais ou de mata. "A febre maculosa é uma doença tipicamente rural. No meio urbano, sua disseminação se dá pelos animais domésticos infectados pelo carrapato estrela", explica o Dr. Rui Dammenhain, diretor-presidente da Inbravisa (Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária).

 

Carrapato-Estrela
A: vista superior. B: vista inferior.


Fonte: Aragão e Fonseca: Notas de Ixodologia. VIII.

 

Para prevenir a zoonose, é importante não deixar cães e gatos soltos nas ruas, evitar que eles transitem em matas ou canteiros, escovar os pêlos ao menos duas vezes por semana e usar carrapaticida (existem xampus e sabonetes específicos, além de remédios mais eficazes, que funcionam por absorção cutânea, e coleiras repelentes). De acordo com Dammenhain, essas precauções praticamente reduzem a zero o risco de transmissão da doença. Dificilmente animais morrem de febre maculosa, portanto, não é preciso sacrificar aqueles que forem contaminados. É necessário combater o parasita, não o animal de estimação!

"Se a pessoa encontrar um carrapato no animal deve dar-lhe banho, de preferência numa petshop especializada ou clínica veterinária, e pedir a aplicação do carrapaticida", orienta Dammenhain. A veterinária Rosângela Ribeiro, consultora técnica da ARCA Brasil, alerta: "Se o animal que teve carrapato apresentar sintomas como febre, falta de apetite, apatia ou infecções secundárias, convém levá-lo imediatamente ao médico veterinário, que pedirá exames para confirmação da doença e prescreverá o tratamento adequado."


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