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O drama de Tingo
Quase
todo mundo conhece – e ama! – o nosso querido Tingo, mascote
da ARCA Brasil. Sua história foi igual à
de muitos cães de rua: abandonado, ele conheceu a fome, o frio,
o medo, a dor. E também foi exposto a inúmeras doenças
no período em que perambulou pelas ruas de Embu das Artes,
na região da grande São Paulo.
A sorte de Tingo mudou num domingo de 1998. Era dia de feira de artesanato
em Embu, e por lá passeava um grupo de brasileiros e estrangeiros
que tinham acabado de participar do IV Congresso Brasileiro
e Latino-Americano de Bem-Estar Animal. A atenção
deles logo se desviou para o cão extremamente magro, quase
sem pêlos, que mal se agüentava nas pernas. Era impossível
discutir durante horas a fio sobre bem-estar animal e fechar os olhos
para aquela situação! Marco Ciampi, presidente da ARCA,
decidiu socorrer o animal e transformá-lo num símbolo
das coisas maravilhosas que o amor e a solidariedade podem operar
nas vidas de animais aparentemente sem esperança e sem futuro.
Assim, além de ganhar um lar, Tingo também virou uma
espécie de celebridade: em cinco anos como mascote da ARCA,
já estampou inúmeros cartazes, folders e cartões
de Natal, além de matérias de jornais e revistas (foi
até capa da revista Clínica Veterinária!). Não
há quem não se encante com sua ternura, seus pêlos
esvoaçantes e seu olhar doce – com um “quê”
de sabedoria e experiência adquiridas nos tempos de bicho de
rua...
Infelizmente, nosso amigo atravessa um momento difícil. No
começo de outubro, Tingo começou a dar sinais de que
sua saúde não estava muito bem: o cão sempre
tão tranqüilo e sociável de repente ficou desanimado,
triste, letárgico. Levado ao veterinário, foi submetido
a exames que revelaram um crescimento anormal do baço.
No dia 17 de outubro, Tingo foi operado pela Dra. Júlia Matera,
professora da Faculdade de Medicina Veterinária da USP. Seu
baço foi extraído e os especialistas se
surpreenderam
com o tamanho do órgão, que estava inchadíssimo.
O pobre cão deve ter sofrido dores horríveis!
Os danos provocados no baço de Tingo são devidos ao
carrapato. Esse entumescimento do baço é provocado pela
babesia, espécie de protozoário transmitido por alguns
tipos de carrapato e que permanece na corrente sangüínea
dos animais. A doença não oferece qualquer risco à
saúde humana, mas pode provocar seqüelas, como esta que
tanto afligiu o nosso amigão.
Tingo se recuperou bem da cirurgia, mas os exames revelaram outras
ameaças à sua saúde: uma pequena alteração
na glândula adrenal, um "bico de papagaio" e outros
problemas de articulação. Claro que, mais uma vez, Tingo
receberá os cuidados que merece, o que inclui o amor e a dedicação
de todo pessoal da ARCA. Afinal, Tingo
é o companheiro, que está conosco todos os dias, na
sede da entidade, sempre pronto a dar e receber um chamego, um afago,
um carinho!

18 anos promovendo o bem estar e a proteção de todos os animais!

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